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Banca

Principais accionistas baixam posições no BCP após aumento de capital

20 | 06 | 2011   21.38H

O BCP divulgou hoje a lista de participações qualificadas detidas por accionistas após a concretização do aumento de capital, onde se constata que a maioria diluiu a sua posição, com excepção da CGD, que reforçou ligeiramente.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

De acordo com a lista oficial de participações do maior banco privado português no final do ano passado, a participação da Sonangol, principal accionista, no capital do BCP caiu de 14,59 por cento para os actuais 12,43 por cento. De resto, a generalidade dos accionistas de referência do banco liderado por Santos Ferreira baixaram as suas posições.

O segundo maior accionista é agora a seguradora Ocidental, com 9,83 por cento do capital social. O grupo Teixeira Duarte passou a deter 5,67 por cento (contra os anteriores 7,81 por cento), o grupo Berardo baixou de 6,22 por cento para 4,23 por cento, o grupo Sabadell de 4,43 por cento para 3,97 por cento e o grupo EDP de 3,75 por cento para 2,99 por cento.

Já o grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), pelo contrário, aumentou a sua posição, de 2,68 por cento para 2,98 por cento.

A Sogema, a Eureko, o grupo Stanley Ho e o grupo Goes Ferreira, que detinham mais de dois por cento do capital social, a 31 de Dezembro de 2010, deixaram de deter participações qualificadas no BCP.

Nota para as posições dos dirigentes do BCP, que foram reforçadas neste aumento de capital. Estes responsáveis, que já detinham acções, acompanharam a operação de reforço de capital e aumentaram as suas carteiras de acções.

É o caso dos membros do conselho de administração executivo onde, à excepção do presidente Carlos Santos Ferreira (que não detinha acções), todos os responsáveis aumentaram o número de acções detidas no banco.

O até agora vice-presidente Paulo Macedo, que está de saída do BCP para ocupar a pasta da Saúde no Governo liderado por Passos Coelho, subscreveu mais de 30 mil títulos, passando a contar com mais de 300 mil acções do banco.

Já Vítor Fernandes aumentou a sua posição em mais 2.325 acções, para um total de 23.412 papéis. Luís Pereira Coutinho subscreveu quase 29 mil para um total próximo de 287 mil. Miguel Maya comprou mais de 20 mil acções, passando a deter mais de 210 mil. António Ramalho reforçou a sua posição com quase 46 mil papéis, detendo agora 62.700. José Iglésias Soares adquiriu mais de três mil títulos e passa a deter 30.743. E Rui Teixeira reforçou a sua carteira com mais 3.205 acções, para um total próximo dos 32 mil títulos.

Refira-se que o total de participações qualificadas no BCP ascendia a 49,10 por cento do capital social do banco no final do ano passado, situando-se agora nos 45,95 por cento.

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