Ex-ministros do Governo PS desejam sucesso ao novo Executivo
.O antigo ministro da Economia Vieira da Silva admitiu hoje não sair do cargo "feliz com a situação em que o país está", mas sublinhou que Portugal enfrentou "dificuldades que são de natureza extraordinária".
No final da tomada de posse do novo Executivo, Vieira da Silva afirmou: "Se me pergunta se saio feliz com a situação em que o país está, não saio, naturalmente. Gostaria de terminar as minhas funções governativas com o país numa situação diferente, mas também tenho bem a noção, e o país também julgo que achará, que enfrentámos dificuldades que são de natureza extraordinária".
O agora deputado concordou com o Presidente da República na definição de uma das principais tarefas do novo Governo - conciliar o crescimento económico com a aplicação das medidas da 'troika' - e deixou uma mensagem para o seu sucessor: "Agora é altura de desejar as maiores felicidades a quem tem essas mesmas responsabilidades que eu tive e assume um lugar difícil, em particular com a dimensão setorial das responsabilidades que estão no Ministério da Economia e do Emprego. Desejo as maiores felicidades e que aquilo que são as palavras do senhor Presidente da República possam ser concretizadas, que, ao fim e ao cabo, têm a ver com a capacidade do Governo mobilizar o país na resposta a esse desafio".
A questão, concluiu, é saber "como podemos melhorar a competitividade da economia portuguesa e que tipo de apostas é que se fazem para que isso aconteça (...) Vamos ver como o Governo vai gerir essas condições".
O ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos destacou a "muita experiência" do seu sucessor no cargo, Vítor Gaspar, que hoje tomou posse como ministro do XIX Governo Constitucional.
"Saio daqui confiante que Vítor Gaspar fará tudo ao seu alcance para que o país vença os desafios que tem pela frente", disse Teixeira dos Santos aos jornalistas à saída da cerimónia de tomada de posse do novo Governo.
Luís Amado considerou hoje que os discursos do Presidente da República e primeiro-ministro foram "os que se impõem nas atuais circunstâncias" e afirmou que o "sucesso do executivo será o sucesso do país".
"Os principais responsáveis políticos, o primeiro-ministro e o presidente da República fizeram os discursos que se impõem nas circunstâncias atuais", disse.
Amado, que abandona hoje formalmente as funções de ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, falava aos jornalistas no final da tomada de posse do XIX governo constitucional, que decorreu no Palácio da Ajuda.
Questionado pelos jornalistas sobre que conselho daria ao novo executivo, Luís Amado rejeitou esse papel: "Não dou conselho nenhum, nem tinha que dar, desejo muitas felicidades a este governo".
O ex-ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse hoje à agência Lusa que abandona as funções no Executivo e regressa à universidade satisfeito com o trabalho que desempenhou no anterior Governo.
"Não há mágoas, não há lugar para mágoas, é apenas tempo de assumir a responsabilidade, e saio claramente com a satisfação do dever cumprido", disse o ex-ministro à saída da cerimónia de tomada de posse do XIX Governo Constitucional.
António Mendonça, que disse que vai regressar às aulas na universidade, considerou ainda que hoje não é tempo de fazer balanços.
A ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou que "ficou muita coisa por fazer" no ministério que tutelava, sublinhando que o trabalho na Saúde nunca está terminado.
"Fica muita coisa feita e muita coisa por fazer. Quando terminamos um passo há um sempre outro para dar e isso significa continuidade", disse a ex-ministra aos jornalistas à saída da cerimónia de tomada de posse do novo Governo.
"A Saúde nunca está terminada", declarou ainda Ana Jorge, desejando felicidades ao novo ministro com a tutela da Saúde, Paulo Macedo.
O XIX Governo Constitucional, uma coligação PSD/CDS-PP liderada pelo social-democrata Pedro Passos Coelho, foi hoje empossado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, numa cerimónia que decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
O ex-ministro da Agricultura António Serrano afirmou hoje que a sua sucessora, Assunção Cristas, vai ter “muito mais trabalho” devido à junção das pastas do Ambiente e Ordenamento do Território no mesmo ministério.
“Há muito trabalho por fazer e muitas dificuldades para vencer, espero que a nova ministra possa ter sucesso nas suas novas funções”, disse António Serrano, à saída da cerimónia da tomada de posse do novo Governo que decorreu hoje no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
O ex-governante realçou que “o setor é muito difícil” e observou que a nova ministra tem mais pastas, concluindo: “acho que vai ter muito mais trabalho do que eu tive”.
Quanto aos dossiers “mais pesados”, destacou dois: a Política Agrícola Comum, em plena reforma, e a politica comunitária de pescas, envolvendo ambos a aplicação de fundos comunitários.
António Serrano assinalou ainda que sai “com tranquilidade”.





9 comentários
-Porra, desta já nos livrámos!!!!!!!!!!!