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Justiça

Nova ministra da Justiça aceita pedido de demissão da directora do Centro de Estudos Judiciários

22 | 06 | 2011   20.24H

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, aceitou hoje o pedido de demissão da directora do Centro de Estudos Judiciários, Ana Luísa Geraldes, informou o Ministério da Justiça.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A directora do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) anunciou hoje que havia pedido uma reunião de urgência à nova ministra da Justiça, na sequência das notícias sobre um copianço generalizado entre futuros magistrados num teste.

A desembargadora Ana Luísa Geraldes precisou que pediu a reunião "face à torrente de notícias sobre o CEJ que continuam a ser veiculadas e que põem em grave risco a imagem e credibilidade da instituição".

Num comunicado enviado à Lusa ao final da tarde, o ministério da Justiça afirma que "a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, aceitou hoje o pedido de demissão da directora do Centro de Estudos Judiciários, Drª Ana Luísa Geraldes", sem adiantar mais pormenores.

O Conselho Pedagógico do CEJ decidiu na segunda-feira repetir o teste de Investigação Criminal e Gestão de Inquérito e anular a nota 10 atribuída aos alunos, na sequência de um copianço generalizado.

Fonte do Conselho Pedagógico disse na altura à Lusa que foi determinado “manter a anulação da prova, elaborar um novo teste que não será do tipo americano [com cruzes] e instaurar um inquérito para averiguar” o copianço generalizado que levou a direcção do CEJ a atribuir nota 10 a 137 alunos, futuros magistrados do Ministério Público e juízes.

O caso ganhou contornos polémicos quando, num despacho de 01 de Junho da directora do CEJ, a que a agência Lusa teve acesso, é revelado que na correcção do teste de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito (ICGI) “verificou-se a existência de respostas coincidentes em vários grupos” de alunos da mesma sala.

O documento indica que, em alguns grupos, “a esmagadora maioria dos testes” tinha “muitas respostas parecidas ou mesmo iguais”, constatando-se que todos os alunos erraram em certas questões.

No despacho é dito que as perguntas erradas nem eram as mais difíceis do teste, tendo-se verificado também o inverso: numa das questões mais difíceis ninguém falhou.

Realça ainda que há pessoas sentadas umas ao lado das outras que têm “testes exactamente iguais, repetindo entre elas os erros que fizeram”.

Perante o copianço da turma, a direcção do CEJ decidiu, em reunião, “anular o teste em causa, atribuindo a todos a classificação final de 10 valores” naquela cadeira da área criminal.

O caso do copianço generalizado motivou críticas de diversos quadrantes do sector da Justiça, desde o ex-ministro Alberto Martins ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, passando pelo bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto.

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11 comentários

  • De quem são filhos esses magistrados... boa JOÃO! Isso deve mesmo ser investigado, pois se calhar apanham-se os "gatos" por onde menos eles estavam à espera de serem apanhados... boa!!!
    INVESTIGUE-SE!!! | 24.06.2011 | 09.10Hdenunciar comentário
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  • Hoje o surripianço está instalado.
    Se o surripianço fosse só nesse teste, estaríamos bem.
    Mas já vem das faculdades esse vicio, e no CEJ acredito que aconteça em todos os testes.
    Mas a melhor analise a fazer, será de quem são filhos esses futuros magistrados e a forma como foram lá parar.
    joao | 23.06.2011 | 22.09Hdenunciar comentário
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  • SENHORA MINISTRA MUITOS QUEREM TRABALHAR PONHA A CORJA CORRUPTA NA ORDEM A SENHORA TEM PREFILO NAO SE DEIXE CORRUNPER FORCA
    ANINIMO | 23.06.2011 | 15.38Hdenunciar comentário
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  • Se a Ministra for honesta manda expulsar do SEJ todos os que copiaram!
    Portugues | 23.06.2011 | 15.25Hdenunciar comentário
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  • Assim é que é!! Assumir a responsabilidade...
    Antunes Almeida | 23.06.2011 | 14.53Hdenunciar comentário
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  • Ai os "socialistas" pagavam a frequência do CEJ aos seus alunos? Waw! Por ordem de quem? Algumas escolas inglesas parece que andaram a pensar nisso, para manterem a frequência de alunos, veja-se bem. Há que, com calma, critério e tempo, ir deitando tudo isso cá para fora para os cidadãos saberem aquilo que deles era escondido, senhora ministra, e um aplauso para o seu trabalho. Os tempos mudaram. Os cidadãos devem ser informados do que se passa em todas os pontos do estado. E também das competências de seja quem for que esteja ligado ao estado. Cumprimentos.
    BOA SORTE | 23.06.2011 | 11.08Hdenunciar comentário
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  • A ver vamos . . . !
    Parece-me que . . . !
    A balança da justiça . . . !
    Já começa . . . !
    A largar "malguinhas" . . . !
    alexandre barreira | 23.06.2011 | 07.43Hdenunciar comentário
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  • O Governo de DIREITA começa muito bem e até dá uma lição de mestre à esquerda menor que ocupou tal cargo durante muito tempo; tempo demais... Aliás a (cultura...) democrática de certo povão...assim o quis...Sabe-se lá se seriam boys ou quejandos... Força meus caros...Se sabia disso teria Votado em Vocês...
    Natálio | 23.06.2011 | 02.33Hdenunciar comentário
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  • espero que a sr. ministra da justiça em breve deixe de pagar aos alunos a frequencia do SEJ. Esp'ero que modifique toda a filosofia do recrutamento e espero que acabe com regalias corporativas de Jubilados e outras benesses que, pelo visto custam 39 milhões ao erário publico e estão para além das reformas milionárias que auferem (muito superiores à de um catedrático, um ciruigião, etc)
    a.c.monteiro | 23.06.2011 | 01.46Hdenunciar comentário
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  • Ana Luisa Geraldes, demitiu-se, por ter falhado nas responsabilidades como directora do CEJ, porem os prevaricadores não são punidos, continuam e iram fazer nova prova, como se nada de grave tivesse acontecido, e não passassem de meninos e meninas travessos. que pregaram uma partida á directora.
    Esses irresponsáveis, para a rua já!!!! Para que aprendam o que é honestidade.
    Alberto Sousa | 23.06.2011 | 00.44Hdenunciar comentário
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  • Não é só demitir-se Há agora que avaliar responsabilidades, incluindo da senhora ex-directora.
    NÃO BASTA DEMISSÂO | 22.06.2011 | 23.29Hdenunciar comentário
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