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World Naked Bike Ride

Cerca de 200 pessoas na manifestação para promover uso da bicicleta

26 | 06 | 2011   20.18H

Cerca de 200 ciclistas em trajes menores participaram hoje na primeira World Naked Bike Ride de Lisboa, com partida do Parque Eduardo VII, para promover o uso da bicicleta na cidade, como uma forma de proteger o ambiente.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Este evento não é uma corrida, nós estamos aqui a manifestar-nos em prol da utilização da bicicleta como meio de transporte, em defesa do ambiente”, disse hoje à Lusa Pedro dos Santos, organizador em Portugal da iniciativa, que nasceu em Espanha com o grupo Manifestación Ciclonudista e no Canadá com os Artists For Peace. A primeira corrida realizou-se em 2004 em vários países.

Como a lei portuguesa proíbe a nudez integral, tal como recordou um agente do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, antes do início do passeio, que terminará junto à Torre de Belém, os participantes foram aconselhados a manter vestida a pouca roupa que envergavam, na maioria calções de banho ou de ciclismo, embora houvesse também kilts escoceses e mesmo um “top” de cartão onde se lia a palavra “censurada”.

“Esta manifestação tem por base a World Naked Bike Ride, que é uma manifestação de sensibilização para o uso da bicicleta em que as pessoas vão nuas ou podem ir nuas. Aliás, o lema é ‘As bare as you dare’ [tão despido quanto se atrever] e serve para mostrar a vulnerabilidade do ciclista face ao automóvel”, disse à Lusa Ana Brutt, que ajudou a organizar este evento e trazia escrita nas costas a frase “Obsceno é o trânsito”.

Para Pedro dos Santos, que congregou os presentes gritando palavras de ordem como “Viva a bicicleta!” e “Viva o ambiente!” e trazia nas costas o desenho de um homem, seguido do sinal de mais e de uma bicicleta: homem mais bicicleta é igual a “máquina perfeita” e “menos CO2”, a bicicleta é o meio de transporte ideal para se deslocar em Lisboa, apesar de esta ser conhecida como “a cidade das sete colinas”.

“Eu ando de bicicleta em Lisboa há cerca de dois anos, três anos, comecei com uma bicicleta pequenina e comecei com muito medo, também tinha medo das colinas, mas se não formos por aquele caminho que nós conhecemos que é mais rápido e formos dar uma volta um bocadinho maior, vemos que não subimos colina nenhuma ou subimos de uma maneira mais suave”, observou.

“É super-possível – também não há vergonha nenhuma em apearmo-nos da bicicleta e levarmo-la à mão – e temos uns óptimos transportes públicos, que nos deixam levar a bicicleta, alguns com horários específicos, mas deixam levar a bicicleta de forma gratuita. Portanto, não há razão para não se andar de bicicleta: faz bem à saúde, faz bem ao stress, faz bem a tudo”, defendeu.

Ana Brutt está de acordo e aponta alguns aspectos da cidade que podem ser melhorados para facilitar a circulação dos ciclistas, dizendo que o maior problema “não são as colinas e a velocidade”.

“O maior problema de Lisboa são os carros e a falta de condições para bicicletas: não há ciclovias, não há estacionamentos e há uma enorme falta de civismo por parte dos automobilistas”, enumerou.

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