Número de meios de combate aos incêndios é o maior de sempre
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou hoje que o País dispõe este ano do maior número de sempre de meios de combate aos incêndios e lembrou que a luta contra os fogos florestais «dura todo o ano».
Na apresentação do dispositivo operacional de combate aos fogos florestais do distrito de Aveiro, Rui Pereira recordou que estão este ano afectos ao combate aos incêndios «56 meios aéreos, nove dos quais do Estado, com o objectivo de garantir uma autonomia estratégica, 2.300 viaturas e cerca de 9.600 efectivos, correspondendo a mais meios do que em qualquer outro ano».
Este reforço nos meios surge assim, para Rui Pereira, como o concretizar de uma reforma encetada pelo Governo socialista para travar a vaga de incêndios que todos os anos tende a afectar Portugal.
«Em resultado da profunda reforma empreendida pelo Governo, a protecção civil tem hoje uma doutrina clara em relação aos fogos florestais», sublinhou o ministro da Administração Interna.
Rui Pereira destacou ainda que a luta contra os incêndios não deve ser efectuada apenas numa época do ano, mas sim durante todo o ano.
«A luta contra os incêndios dura todo o ano», enfatizou, afirmando que existe hoje uma «doutrina consolidada sobre o ataque inicial, a programação prévia e os fogos controlados», que define a prevenção estrutural como incumbência da Direcção Geral dos Recursos Florestais, atribui a prevenção de proximidade à GNR, e o combate aos corpos de bombeiros e sapadores.
Rui Pereira expôs as principais linhas da «profunda reforma» da protecção civil empreendida pelo Governo: a aprovação da lei de bases, a criação da Secretaria de Estado da Protecção Civil, a reformulação da estrutura coordenadora através da Autoridade Nacional de Protecção Civil e a unificação do comando operacional, em termos nacionais e distritais.
«Estamos aptos a promover a articulação, em estreita cooperação, com os bombeiros voluntários e profissionais, com os sapadores florestais, as forças de segurança, as Forças Armadas que também são agentes de protecção civil, os órgãos de Justiça criminal e a sociedade civil», afirmou.




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