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património geológico da Humanidade

Geoparque de Arouca reconhecido pela UNESCO

22 | 04 | 2009   10.21H

O Geoparque de Arouca integra desde hoje a Rede Europeia de Geoparques, que, sob a tutela da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reúne todos os territórios considerados património geológico da Humanidade.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Inaugurado a 5 de Dezembro de 2007, o Geoparque de Arouca envolve uma área de 327 quilómetros quadrados e abrange um total de 41 geo-sítios - termo técnico para os “sítios com interesse geológico” que, segundo a UNESCO, têm “particular importância pelo seu carácter científico, raridade, encanto estético ou valor educacional”.

No património de Arouca destacam-se as pistas fósseis dos quartzitos do vale do Paiva, e, sobretudo, duas ocorrências geológicas apontadas pelos especialistas como únicas no mundo: as trilobites e as pedras parideiras.

Em causa está, portanto, “um território de excepção”, como observa o paleontólogo Artur Sá, coordenador científico do Geoparque de Arouca e docente do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

“Com a integração na Rede Europeia de Geoparques”, refere o paleontólogo, “Arouca passa a ter um selo de garantia da UNESCO, uma prova de que reconhecem internacionalmente as qualidades do nosso território e das nossas valências”.

O funcionamento em rede deverá agora “permitir o desenvolvimento de conhecimentos científicos e educativos que promovam, para além das fronteiras de cada país, os territórios de excepção que há na Europa e no mundo”.

Artur Sá acredita, aliás, que a adesão do Geoparque de Arouca à Rede Global de Geoparques depende agora “de um mero «pro forma»”.

O principal já foi feito: “Tivemos muito trabalho a nível da inventariação do território e do levantamento das suas ocorrências geológicas, mas o projecto contou desde a primeira hora com o apoio das pessoas que estão no terreno e das forças políticas do concelho de Arouca”.

Esse envolvimento deve-se ao facto de que “em causa não está um parque nacional nem um parque natural, mas um território que coincide com todo o município de Arouca e que é feito por pessoas, para as pessoas”.

Os geoparques da rede da UNESCO têm, afinal, que obedecer a uma estratégia de desenvolvimento sustentável que justifica que o seu património geológico funcione “como uma base agregadora das sinergias da região”.

“Geologia, gastronomia, cultura, indústria - tudo cabe no geoparque”, afirma Artur Sá. “Queremos um despertar pleno desta região para as pessoas que nos visitam”.

A integração do Geoparque de Arouca na rede da UNESCO já foi aprovada há algumas semanas, mas a escolha do dia 22 de Abril para divulgação do facto “não foi ao acaso”.

Segundo o coordenador científico do projecto, ”esta fica a ser a data oficial da integração, para coincidir com o Dia Mundial da Terra e o Dia Nacional do Património Geológico”.

O Geoparque de Arouca torna-se assim, acrescenta o paleontólogo, “a 34.ª estrela no mapa da Rede Europeia de Geoparques”.

O processo foi iniciado em Agosto de 2008 e a avaliação do território pelos peritos da UNESCO feita em Fevereiro de 2009.

O Geoparque de Arouca é o segundo projecto do género em Portugal, a seguir ao Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que também integra a rede da UNESCO, desde Julho de 2006.

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