Consumidores portugueses são os mais pessimistas da Europa
O índice de confiança dos consumidores desenvolvido pela Nielsen era de 56 pontos para Portugal, o que compara uma média de 89 pontos nos 19 países europeus abrangidos pelo estudo, um indicador em que a Noruega liderava com 135 pontos, seguida pela Dinamarca (124).
Em relação às perspectivas da economia nacional para os próximos 12 meses, 43% dizem que são más, 49% que não são boas e apenas 8% afirmam serem boas ou muito boas.
Quanto às perspectivas da situação financeira pessoal, 19% dizem que são más, 56% que não são boas e um quarto acha que são boas ou muito boas.
Considerando as suas finanças pessoais e o custo de vida, 86% dos portugueses acham que o momento não está bom para compras, enquanto 14% acham a ocasião boa ou muito boa para compras extraordinárias.
Entre os europeus, 48% dizem que o próximo ano será bom ou muito bom para as economias, 52% acham o mesmo em relação às finanças pessoais e um terço considera que a ocasião é boa ou muito boa para compras extraordinárias.
Mais de um quarto dos portugueses (26%) diz que não lhe sobram disponibilidades financeiras depois de fazerem as despesas essenciais, que compara com uma média europeia de 16%, ficando bastante acima dos segundos piores, a Bélgica e Holanda, em que 19% dos inquiridos disseram que não sobra nada.
A nível global, 13% dos inquiridos dizem que não ficam com disponibilidades financeiras depois de fazerem as despesas essenciais, variando entre um mínimo de 7% na região Ásia/Pacífico e um máximo de 22% na América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).
Para os portugueses que ficam com disponibilidades após as despesas essenciais, 35% disseram pôr dinheiro na poupança, 27% usam para pagar dívidas, 23% gastam em entretenimento fora de casa, 20% utilizam para férias, 19% compram novas tecnologias e 18% adquirem vestuário, sendo a pergunta de resposta múltipla.
A maior preocupação para os próximos seis meses é a economia para 31% dos portugueses, surgindo em segundo lugar a segurança do emprego e a saúde, citadas por 24%.
Interrogados quanto à sua segunda maior preocupação, 24% dos portugueses citaram a saúde, 20% a economia e 19% a segurança do emprego.
O inquérito internacional aponta como maiores preocupações dos entrevistados as mesmas que as dos portugueses, com a mesma ordem e como segundas maiores preocupações a economia e a saúde, ambas com 21%.
Em média da Europa, a economia e a saúde são em igualdade tanto a primeira como a segunda maior preocupação e a segurança de emprego surge em terceiro lugar em ambos os casos.
Dois em cada cinco portugueses acreditam que haverá uma recessão global nos próximos 12 meses e apenas 29% acham que não, enquanto 32% não sabem responder.
A nível mundial 28% acham que haverá uma recessão global em 2008 e 40% não acreditam nessa hipótese, enquanto entre os europeus são 30% os que esperam uma recessão e 35% os que pensam que não.
Em caso de recessão, as questões que mais preocupam os portugueses (resposta múltipla) são o desemprego (76%), o aumento das taxas de juro (54%) e a inflação (52%).
A Nilsen inquiriu por Internet 26.312 consumidores em 48 países, entre os quais 500 portugueses.
com Lusa



