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Conjuntura

Consumidores portugueses são os mais pessimistas da Europa

03 | 01 | 2008   18.36H
Os consumidores portugueses eram no segundo semestre de 2007 os mais pessimistas da Europa, segundo um inquérito por Internet da empresa internacional de estudos de mercado Nielsen, efectuado em 48 países do mundo.

O índice de confiança dos consumidores desenvolvido pela Nielsen era de 56 pontos para Portugal, o que compara uma média de 89 pontos nos 19 países europeus abrangidos pelo estudo, um indicador em que a Noruega liderava com 135 pontos, seguida pela Dinamarca (124).

Em relação às perspectivas da economia nacional para os próximos 12 meses, 43% dizem que são más, 49% que não são boas e apenas 8% afirmam serem boas ou muito boas.

Quanto às perspectivas da situação financeira pessoal, 19% dizem que são más, 56% que não são boas e um quarto acha que são boas ou muito boas.

Considerando as suas finanças pessoais e o custo de vida, 86% dos portugueses acham que o momento não está bom para compras, enquanto 14% acham a ocasião boa ou muito boa para compras extraordinárias.

Entre os europeus, 48% dizem que o próximo ano será bom ou muito bom para as economias, 52% acham o mesmo em relação às finanças pessoais e um terço considera que a ocasião é boa ou muito boa para compras extraordinárias.

Mais de um quarto dos portugueses (26%) diz que não lhe sobram disponibilidades financeiras depois de fazerem as despesas essenciais, que compara com uma média europeia de 16%, ficando bastante acima dos segundos piores, a Bélgica e Holanda, em que 19% dos inquiridos disseram que não sobra nada.

A nível global, 13% dos inquiridos dizem que não ficam com disponibilidades financeiras depois de fazerem as despesas essenciais, variando entre um mínimo de 7% na região Ásia/Pacífico e um máximo de 22% na América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Para os portugueses que ficam com disponibilidades após as despesas essenciais, 35% disseram pôr dinheiro na poupança, 27% usam para pagar dívidas, 23% gastam em entretenimento fora de casa, 20% utilizam para férias, 19% compram novas tecnologias e 18% adquirem vestuário, sendo a pergunta de resposta múltipla.

A maior preocupação para os próximos seis meses é a economia para 31% dos portugueses, surgindo em segundo lugar a segurança do emprego e a saúde, citadas por 24%.

Interrogados quanto à sua segunda maior preocupação, 24% dos portugueses citaram a saúde, 20% a economia e 19% a segurança do emprego.

O inquérito internacional aponta como maiores preocupações dos entrevistados as mesmas que as dos portugueses, com a mesma ordem e como segundas maiores preocupações a economia e a saúde, ambas com 21%.

Em média da Europa, a economia e a saúde são em igualdade tanto a primeira como a segunda maior preocupação e a segurança de emprego surge em terceiro lugar em ambos os casos.

Dois em cada cinco portugueses acreditam que haverá uma recessão global nos próximos 12 meses e apenas 29% acham que não, enquanto 32% não sabem responder.

A nível mundial 28% acham que haverá uma recessão global em 2008 e 40% não acreditam nessa hipótese, enquanto entre os europeus são 30% os que esperam uma recessão e 35% os que pensam que não.

Em caso de recessão, as questões que mais preocupam os portugueses (resposta múltipla) são o desemprego (76%), o aumento das taxas de juro (54%) e a inflação (52%).

A Nilsen inquiriu por Internet 26.312 consumidores em 48 países, entre os quais 500 portugueses.

com Lusa

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