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Grafitis reabilitam zonas da Amadora

A parede de um prédio junto à estação do metropolitano da Amadora serviu de tela para o “graffiter” Odeith retratar o guitarrista Carlos Paredes, num de três novos murais que vão integrar o mapa do “graffiti” do município.

As latas de “spray” já estão arrumadas, a grua também foi retirada, quando Sérgio Odeith, 39 anos, conta a experiência de pintar, em seis dias, um mural com “visibilidade bastante ampla”, junto à saída do metro de Amadora Este, na Falagueira.

“Em tempos, se calhar, tive mais tendência para desenhar artistas estrangeiros e, hoje em dia, já fiz vários artistas portugueses que acho que marcaram um pouco da nossa história”, explica à Lusa o “graffiter” natural da Damaia, que também pintou Amália e Eusébio.

A alguns metros do mural de Carlos Paredes, André Calado (Nada) e João Henriques (Damn1) dão novas cores a um muro na Rua Manuel Ribeiro de Pavia. No muro com 120 metros da Quinta do Estado, Nada e Damn1 desenvolveram “um diálogo” entre os seus estilos, que “tem muito a ver com a multiculturalidade da Amadora”, frisa André/Nada.

Noutro ponto da cidade, na freguesia da Venteira, Ana Dias e Elsa Pedrosa pintam um mural inspirado pelas ilustrações de Roque Gameiro e a cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro.

O artista urbano André Calado/Nada posa junto a uma criação sua num muro de 200 metros na Amadora.

Autor: TIAGO PETINGA/LUSA
20 | 09 | 2015