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OPINIÃO

Golpe

06 | 07 | 2011   19.51H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

Faltam poucos meses para o exército dar um golpe de estado na Grécia. As crescentes manifestações e combates nas ruas serão o pretexto para suspender a democracia e impor o estado-de-sítio. De novo na triste história moderna grega, o caos conduz à ditadura.
Naturalmente os parceiros europeus condenarão fortemente o golpe e exigirão a normalidade das instituições. Em resposta, os coronéis pedirão a saída da Grécia da moeda única e da União Europeia. Após dias de incerteza, os líderes europeus ver-se-ão forçados a clarificar a situação e aceitar o pedido.
Alguns jornais levantarão a possibilidade de a União estar feliz com a circunstância, que a livra de um parceiro incómodo sem alterar as preciosas regras comunitárias. Qualquer membro pode sempre pedir para sair do clube. Haverá mesmo quem especule que o ataque dos coronéis teve apoio secreto alemão, precisamente para criar este processo.
Entretanto Portugal, Irlanda, Espanha e Itália estarão na primeira linha da condenação do golpe, proclamando a sua indefectível adesão aos princípios europeus. Sublinharão com alarde as enormes diferenças entre os seus casos e a tragédia grega. Após semanas de instabilidade, os mercados acreditarão e as coisas normalizam.
A saída da Europa será mesmo uma tragédia para a Grécia. Com mercados fechados e sem crédito, a austeridade será súbita e brutal, como a repressão do novo regime. Passarão sete anos de miséria até que a democracia seja restaurada. Então o país apresentará uma nova candidatura de adesão à União Europeia.

© Destak

18 comentários

  • por vezes, as especulações tornam-se «patetice». quando são «extremadas», ou «futurizadas». é este o caso desta «opinião»...
    EV | 02.11.2011 | 01.34Hdenunciar comentário
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  • Caríssimos senhores, se não entendem a mensagem do JCN escusem-se a comentários imbecis. Tanto esquerdoide a c*g*r posta de pescada...
    Miguel | 29.07.2011 | 00.12Hver comentário denunciado
  • Ó João, tanto pessimismo? Eu não acredito que os restantes membros do clube deixem chegar a esse ponto, seria um "mea culpa" às pessoas e entidades que proclamam que a europa não tem dirigentes à altura e isso não pode acontecer, existe demasiado orgulho, e interesse, para que tal seja possivel.
    pedro lindo | 12.07.2011 | 20.30Hdenunciar comentário
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  • Uma análise económica e geo-estratégica tão ousada é sempre um enorme risco e por isso fazê-la é um acto de coragem. Vamos aguardar para ver se a realidade será como a descreve aqui.
    JM | 11.07.2011 | 17.51Hver comentário denunciado
  • Já não há sentido de humor? agora que o Joãozinho se desprendeu de pretensiosismos e se deixou divagar sobre a Grécia tal-qual um adolescente mais culto que começa a sentir vontade de analisar o mundo e procurar soluções para resolver os seus problemas. O texto é pueril e por isso é interessante e até é plausível. O exagero dos números bíblicos reflectem apenas que para além do catecismo o Joãozinho leu Camões: "Sete anos de pastor Jacob serviu ..."
    Força João, estás a ficar moderno e solto. Qualquer dia .... ainda te apanham a ler ... Saramago ...
    Manuel Martins | 09.07.2011 | 00.43Hdenunciar comentário
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  • Brilhante! Vou guardar o texto p/ rever daqui a um ano... Parabéns pela ideia e pela ousadia da profecia!
    Guedes | 08.07.2011 | 00.30Hdenunciar comentário
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  • Ora aí está! Licenciado e doutorado pela Universidade Católica, na qual há quem tenha tirado um curso superior de comunicação social, mas nem sequer sabe redigir com alguma fluência...
    Abel | 07.07.2011 | 20.20Hdenunciar comentário
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  • Na impossibilidade de deitar fogo ao parlamento (http://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AAndio_do_Rei chstag) o articulista serve-se do terrorismo verbal para desacreditar os que se opõem à continuada degradação das condições de vida da maior parte dos portugueses, acolitado por bispos e cardeal patriarca que chegam ao ponto de qualificar o roubo à mão armada que constitui o chamado imposto extraordinário como medida profilática...
    Abel | 07.07.2011 | 19.03Hdenunciar comentário
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  • Parece que o Sr. Dr. está a tentar inculcar nos portugueses o temor pelo golpe de Estado, para que não manifestem a sua indignação pelas medidas gravosas que lhe estão/ vão ser impostas, que conduzirão fatalmente ao agravamento da crise económico-social.
    Desiluda-se Sr. Dr. , desiluda-se.
    O Zé já não acredita em papões. E vai lutar. Com toda a certeza.
    Citizen | 07.07.2011 | 18.54Hdenunciar comentário
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  • Este "nteligente" diz que passarão 7 anos de miséria em ditadura ... Na miséria já estão os Gregos mesmo em democracia, e vão estar muito mais de 7 anos.
    Mas alguém tem medo seja do que for se ganhar mil euros ou menos por mês?!
    A "Frente Polisário" utiliza um porverbio arabe que diz: "Quem não tem nada, não tem nada a perder!"
    Eu ganho 246 Euros por mês, acham que tenho medo de aguma coisa?
    Eu só queria era ter uma metralhadora com munições em grande quantidade durante um dia!
    Vamos para a guerra! | 07.07.2011 | 15.04Hdenunciar comentário
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  • Este homem é tão bom, mas tão bom a fazer cenários, que ainda acaba na Seiva Trupe, n'A Comuna ou n'A Barraca ... a fazer cenários.
    anónimo | 07.07.2011 | 14.51Hdenunciar comentário
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  • Quem quer destruir o €uro? … E porquê?
    O “esquema” do petrodolar …
    A queda do dólar americano…
    As pessoas não compreendem a verdadeira razão que levou à guerra do Iraque e a razão que levou a ameaça de guerra pelos EUA ao Irão.
    Não são armas nucleares, não é o terrorismo e não é por causa do petróleo.
    Tem sim a ver, com a protecção e manutenção do maior “esquema” da história moderna, o “esquema” do “petrodolar americano”.
    Em 1971 EUA imprimiam e gastavam muito mais dinheiro do que aquele que podia ser coberto pelo ouro que possuíam e produziam. Uns anos mais tarde a França exigiu a redenção dos dólares que tinha acumulados em Stock aos EUA, em troca de ouro. Mas os EUA rejeitaram a exigência já que de facto não tinham ouro suficiente para cobrir os dólares que tinham imprimido e usado para pagar bens por todo o mundo, cometendo desta maneira um acto de bancarrota.
    Por isso, os EUA foram ter com os Sauditas e fizeram um acordo – A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) passaria a fazer todas as vendas de petróleo em dólares americanos.
    A partir daquele ponto, qualquer nação que desejasse comprar petróleo, teria primeiro de ter em sua posse dólares americanos. Isso queria dizer que essas nações tinham de pagar aos EUA com bens e serviços, em troca de dólares que os EUA se limitavam a imprimir.
    Os americanos mantinham assim “artificialmente” o valor comercial do dólar e compravam o petróleo literalmente de graça ao imprimir esses dólares. O perfeito “almoço grátis” para os americanos, à custa do resto do mundo.
    No entanto, o “esquema” começou a ser exposto, quando Saddam Hussein começou a vender o petróleo do Iraque directamente por Euros, anulando o acordo confortável que os EUA tinham com a OPEP. Sendo assim, Saddam tinha de ser eliminado.
    Como?
    Os EUA “cozinharam” um pretexto para defender a guerra (o drama das torres gémeas) invadiram o Iraque e a primeira coisa que fizeram foi reverter a moeda de venda de petróleo para dólares americanos novamente.
    A crise monetária estava temporariamente resolvida.
    Mas Hugo Chávez, presidente da Venezuela, começou também a vender o petróleo venezuelano por outras moedas além do dólar e por isso houve vários atentados contra a sua vida e tentativas de “mudança de regime”, cujos rastos levam à CIA. O “gato petrodolar” tinha fugido do saco.
    O presidente do Irão, Ahmedinejad, ao assistir a isto, decidiu dar um pontapé no estômago do grande Satã, e fazer ainda mais - Vender o petróleo em troca de todas as moedas excepto dólares americanos.
    O jogo do petróleo e da moeda americana está a chegar ao fim. À medida que as nações do mundo começarem a perceber que podem comprar petróleo em troca de outras ou das suas próprias moedas, em vez de terem de usar dólares americanos, mais nações da OPEP irão abandonar o dólar.
    A pior coisa para os americanos será que, eventualmente, terão também de comprar o seu petróleo em Euros ou Rublos em vez de imprimirem simplesmente o dinheiro para o obter.
    Isso será o fim do império americano, o fim dos fundos para o exército americano e a destruição da economia americana.
    O grande “esquema” está a chegar ao fim e não há muito que os americanos possam fazer acerca disso, excepto talvez, dar inicio a uma nova guerra mundial!
    Eis a crise financeira mundial!
    Esperem e estejam atentos! | 07.07.2011 | 14.12Hdenunciar comentário
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  • Caro ARMANDO . . . !
    Não saias da "fila" . . . !
    E a "malguinha" . . . !
    Bem "asseada" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 07.07.2011 | 12.13Hver comentário denunciado
  • Gande bruxo! Ah, ah, ah...
    Não creio que isto seja imaginação fértil ou ficção.
    Não tem Sócrates para dizer mal e do Coelho ainda não pode, o que dizer? Vaticinar, pura e simplesmente, enquanto aguarda por umas benesses da direita. No entanto, terá muito para esperar, talvez uma eternidade.
    Sinceramente que nunca vi um texto mais parvo e irracional, nem sequer as lamúrias da Luísa ou o "alter ego" do Malheiro.
    Enfim, vamo-nos habituando.
    Mais uma vez, serão o fruto dos tempos ou talvez a influência bíblica que relata os sete anos de pragas para condenação dos faraós. O caricato é que aqui os faraós são os sujeitos que este cavalheiro sempre defendeu: os banqueiros e especuladores.
    MAMMA MIA | 07.07.2011 | 11.35Hver comentário denunciado
  • POR FAVOR!!! Ponham BARREIRAS ao Barreiras! A criatura não diz NADA, tresanda a malguinhas mal-cheirosas e limita-se a ser irritantemente e reticentemente exclamativa! Em que raio de 4ª classe terá a criatura aprendido a encostar-letras????
    armando | 07.07.2011 | 10.35Hdenunciar comentário
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  • Mas este homem tem ido ao médico? Anda a tomar comprimidos esquisitos? Ou, mais uma vez, anda a extremar posições ideológicas? É que qualquer pessoa pode apresentar outros cenários: a Grécia renegoceia a dívida, os credores (nomeadamente os europeus) perdoam dívidas de juros absurdos, o país retoma o crescimento e a normalidade.
    Ou será que JCN ainda acha que o Mundo pode viver com 98% de economia financeira e 2% de bens e serviços?
    Palhacinho atchim | 07.07.2011 | 09.18Hdenunciar comentário
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  • Caro JCN . . . !
    Mas que lindo . . . !
    Até diria . . . !
    Lindíssimo . . . ! ! !
    Não haja . . . !
    Quaisquer dúvidas . . . !
    A tragédia das "malguinhas" . . . !
    Gregas . . . !
    Exercitam . . . !
    A "mente" de . . . !
    Muito "iluminado" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 07.07.2011 | 07.05Hver comentário denunciado
  • Fantástico poder de previsão do futuro. Se os gregos lerem este artigo ainda acontece o mesmo que, em 1938, aconteceu com a transmissão de A Guerra dos Mundos numa estação de rádio americana, pensando tratar-se de um relato factual.
    Humberto Reis | 07.07.2011 | 02.27Hdenunciar comentário
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