A Razão Maior
"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”. O exemplo de vida na hora da morte que Maria José Nogueira Pinto deixou foi, porventura, o momento maior da sua biografia unanimemente saudada e reconhecida. Viveu intensamente a morte como viveu intensamente a vida. Com uma irrepreensível coerência, contagiando todos os que com ela tiveram o privilégio de algum dia se cruzar. É perante este seu exemplo que cabe interrogar o que fizemos de nós próprios?
Talvez a resposta que encontremos nos ilumine sobre as razões da crise que atravessamos. Invertemos todos os valores e abjuramos todos os compromissos. Deixamos de ser Homens e Mulheres, Pais e Filhos, Esposos, Vizinhos, Cidadãos. De tudo abdicamos em função de um êxito profissional fugaz, do prazer de um instante, de um narcisismo cego, de um egocentrismo que nos secou por dentro até às entranhas. Repudiamos o sacrifício (que se ele não fizesse parte da vida), desvalorizamos a ética, acolhemos um relativismo que nos levou à desgraça.
Poderá o leitor pensar que tudo isto não passa de uma arenga de maus fígados. Admito. Mas, creiam, esta é a razão profunda da crise dramática em que a Europa e os Estados Unidos mergulharam. O hedonismo, a especulação e a ganância soterraram a honradez, a seriedade, a probidade, a generosidade e a fraternidade. Esta nossa transformação deu frutos. Estamos, pois, a colher o que semeamos.







5 comentários
É o que eu penso
Bem, analfabetos e iletrados há mais que muitos neste país.
Os cegos são bem menos, felizmente.
Por mim, podem ir pedir para outro lado.
Com que então agora somos todos culpados da "desgraça"?
Andamos a dispersar culpas para ver se branqueamos os verdadeiros culpados?
Belo "missal" . . . !
Sim senhor . . . !
E vale sempre . . . !
A pena . . . !
Quando a "malguinha" . . . !
Não é pequena . . . !