A esperança de Madrid
Tive o privilégio de acompanhar, praticamente em directo, as Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid. Acontecimento de uma dimensão pública e espiritual absolutamente incomuns. Um milhão e meio a dois milhões de jovens provindos dos cinco cantos do Mundo deram um testemunho de alegria, de fé e de esperança que conformou a pedrada no charco do negativismo que hoje domina as opiniões públicas.
Alguém dizia que a revolução da generosidade e do amor começou em Quatro Vientos. Não sei. O que ninguém de boa-fé pode ignorar – crente, agnóstico ou ateu – é que o caminho proposto por Bento XVI a cada um daqueles jovens – e a todos nós – impõe uma reflexão séria sobre a sociedade em que nos tornámos e constitui um desafio sobre a sociedade que poderemos vir a ser: uma sociedade centrada no Homem, em que o capital e o mercado sirvam a justiça, o desenvolvimento e o progresso dos povos e das nações.
Nesta perspectiva, estas Jornadas Mundiais da Juventude fizeram mais pela superação da crise económica do que qualquer Cimeira de Chefes do Estado. Deram esperança num futuro feito de tantos e tantos rostos plenos de felicidade e alegria. Revejam-nos. São os rostos que irão retomar a coragem na afirmação dos valores que a pusilanimidade (ou o hedonismo) dos seus pais deixou cair.






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