Do punho e da rosa. Diferente e igual
O Congresso do PS passou praticamente despercebido. Poucos terão sido os portugueses que aceitaram autoflagelar-se ouvindo os discursos monocórdicos e de cartilha proferidos pelas figuras mais rele-vantes do Partido.
À excepção da ponderação de António Costa e do inusitado desmando de um transfigurado Francisco Assis, nada fez notícia ou deu azo a notícia. À excepção, unanimemente reconhecida pelos telejornais, do caricato episódio da interrupção da entrevista televisiva de António Costa que Seguro protagonizou e da decorrente (e justificada) birra daquele, refugiando-se numa emissão concorrente.
Quanto ao resto, nada. As mesmas caras de todos os congressos socialistas; os mesmos nomes de todas as direcções socialistas; as mesmas proclamações de todos os conciliábulos socialistas. Tudo igual. Como nos tempos de Soares, de Guterres, de Ferro ou de Sócrates.
A estrutura permanece inamovível dando vivas a quem manda e esquecendo quem deixou de mandar. Lá fora, o País sorri. Há coisas que, realmente, não merecem ser levadas a sério…! Infelizmente.





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