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COLUNA VERTICAL

O calor e o seu tempo

12 | 10 | 2011   10.28H
José Luís Seixas

O Outono está estranho. Parece um Verão retardado e inclemente. Poderá configurar uma mensagem divina de solidariedade, um gesto de misericórdia para um povo que viveu os efeitos de uma alucinação que o conduziu ao desastre. O Estado Português não tem dinheiro. A Banca não consegue financiar-se. O futuro que se avizinha é uma enorme incógnita que nos angustia. Mas, pelo menos, temos sol, dias lindos, calor que nos mantém em trajes de veraneio. É uma espécie de consolo. Sabemos que não há mais tempo a perder nem dinheiro para gastar. Mas, entrementes, sempre dá para um mergulho na praia. O Orçamento de 2012 prenuncia sangue, suor e lágrimas. Que possivelmente se replicarão no Orçamento seguinte. Sabe Deus até quando.

Regressaremos a paradigmas de vida diferentes. Perderemos hábitos incomportáveis e olharemos para o dinheiro com o respeito que sempre deveria ter merecido. Mas ainda sobra um trocado para uma cerveja gelada e um pratinho de tremoços. Antes tesos e com calor do que pobres e com frio. O problema é que o Inverno chegará, mais cedo ou mais tarde. Inexoravelmente. E com a electricidade a este preço, lá iremos em busca dos velhinhos cobertores de papa. Que muito aqueciam e nada gastavam. Coisas esquecidas do passado que ainda serão o nosso presente.

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8 comentários

  • Então o outro é que era mentiroso!? O balsemocas e os outros todos do Independente do Paulinho à TVI do cavacado, ao Correio da manhã, reflexos do que mais chunga pulula no rectângulo, juntamente com o loby dos magistruados desfizeram políticos e deitaram governos abaixo como quem se diverte na feira. Agora batem palmas e a palavra de ordem é "inevitável". Deixem chegar o desemprego aos 16% e vai ser bonito ver estes palhaços a embarcarem à pressa pró Brasil porque se cá ficam vão ver como foi no tempo do Pedro e do Miguel. Vá Passinhos, ou eu me engano muito ou ainda te vou ver a trabalhar numa imobiliária no Brasil
    Manuel Tavares | 14.10.2011 | 22.58Hdenunciar comentário
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  • Mário Soares enganou os portugueses. Fez com que eles acreditassem que eram tão ricos e abonados como os Alemães, os Franceses, os Suíços ou os Britânicos. O povo e os governantes foram atrás, e ajudados pela moda do crédito fácil e universal hipotecaram os seus futuros. Hoje em dia começam a perceber que um país pequeno, menos desenvolvido e periférico, não pode viver integrado num espaço muito diferente do seu, onde a sua cultura não é apreciada e a sua falada não é falada, e onde o nível de vida e as condições competitivas são muito maiores do que as suas. Governantes do passado, perceberam isso na sua imensa mas incompreendida sabedoria. Eles tentaram criar e defender um espaço onde Portugal, com todas as suas características especificas, com todas as suas desvantagens, dificuldades e fragilidades, poderia viver como um grande e perpetuar-se no tempo e no espaço, como um grande. Onde o potencial e o futuro deste povo poderia vingar e sobreviver a ventos e tempestades, qual nau vitoriosa ao avistar terra firme após dobrar o cabo e vencer a tormenta. Pseudo-iluminados que a história em tempos glorificou sem pudor, preferiram concretizar o suicídio colectivo, e muitos dos seus executores são portugueses que ironicamente ainda viverão o suficiente para sentir os dias do fim a abater-se sobre eles, os seus filhos e os seus netos.
    João Miguel | 14.10.2011 | 00.13Hdenunciar comentário
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  • Cara(o) LULU . . . ! Com o devido respeito . . . ! Sobre a "paneleiragem" . . . ! É TUDO . . . ! UMA QUESTÃO . . . ! DE "MALGUINHAS" . . . ! (sugiro que cuide bem da sua) . . . ! ! !
    alexandre barreira | 12.10.2011 | 20.46Hdenunciar comentário
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  • Com tanta malguinha, se forem de barro, talvez estejamos na presença de paneleiragem. Basta dessa coisa, porra !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    LULU | 12.10.2011 | 19.18Hdenunciar comentário
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  • Ele já lá está, Alexandre! E há bastante tempo ...
    ironico | 12.10.2011 | 14.47Hdenunciar comentário
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  • Caro JLS . . . ! Não se rale . . . ! É só manter-se . . . ! Na "fila" . . . ! Com a "malguinha" . . . ! Bem "asseada" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 12.10.2011 | 13.54Hdenunciar comentário
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  • Creio, meu caro, que nem vc sentiu as agruras de outros tempos. Sou dos que considero que os portugas ainda têm muito por onde cortar. O problema foi habituarem-se mal e terem vivido anos muito acima das suas possibilidades, como que se esse fosse o seu real padrão. Ainda não será desta que vamos aterrar ! Mas o tempo virá.... Segundo reza o "super-entendido" Cavaco e outros "predestinados" a solução chegou: cultivo da horta e pesca no ribeiro. Com tanta porcaria que há por aí, nem sequer precisaremos de fertilizantes ! Desta é que vai ser.....
    MATAGROSSO | 12.10.2011 | 12.17Hdenunciar comentário
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  • Lá está ele a tentar construir uma verdade à custa de ... não verdades. "povo que viveu os efeitos de uma alucinação que o conduziu ao desastre": nem todo ... "O Estado Português não tem dinheiro", então como é que pagam reformas chorudas a tanta gente? "A Banca não consegue financiar-se", também não é bem assim: perderam foi muito dinehrio de uma vez só, mas ainda se aguentam ... E não se preocupe com o futuro: estamos cá nós, os que trabalham e pagam impostos, os que inovam e empreendem, para vos servir!
    ironico | 12.10.2011 | 12.08Hdenunciar comentário
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