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OPINIÃO

Filosofia

20 | 10 | 2011   10.47H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

Na quinta-feira passada a declaração do Primeiro-ministro sobre o Orçamento foi um grande choque. Quando acabou parece que o país ficou suspenso alguns segundos, sem saber o que dizer. Logo a seguir recuperou o fôlego e as palavras jorraram. «Estado de emergência social», «choque brutal», «austeridade a sério» foram expressões sucessivamente repetidas.

No sábado o silêncio de quinta-feira explodiu em indignação em várias cidades, aliás seguindo o exemplo de outros países, com tumultos que diziam representar a democracia. As palavras de ordem foram muitas e os espíritos andaram exaltados. Faltou a única coisa que faria sentido aqui: uma alternativa.

Ouviram-se acusações, indignação e insultos, culpados e análises. Muitos explicaram teorias e apontaram os terríveis inconvenientes das medidas na nossa vida: estagnação económica, desemprego, falências, vasto drama social. Todos têm razão. O problema é que ninguém, da oposição aos oradores improvisados e analistas de café, apresentou com credibilidade mínima aquilo que se deveria fazer em vez da austeridade.

Todos vivemos por cá nos últimos anos e seguimos a loucura que nos trouxe a este estado. Sabemos porque razão os cortes, apertos e privações nos acompanharão no futuro previsível. Quando o sistema anda mal, não vale a pena gastar esforços a protestar. Temos é de imaginar soluções para sair da dificuldade, cada um pelo seu lado. Em vez de perder tempo a procurar culpados, é preciso enfrentar os problemas com filosofia. Aquela filosofia que José Sócrates anda estudar em Paris.

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6 comentários

  • Ha 25 anos vivia se sem telemóvel mas há 25 anos estávamos em 1986 o mundo estava em evolução a terminar num futuro próximo o sécxx. A natureza do mundo é evoluir não estagnar ou retrocer, mas as mentalidades mesquinhas e pobres de espirito como o Sr que nasceram em tempos passados em que apenas alguns tinham acesso a certas " coisas" que passaram uma vida de livros debaixo do braço de filosofos que já nada resta da almas se é que a tiveram continuam a ver o mundo que apenas devia ser mundo para quem é aristrocrata.Nas vossas universidades alegam que preparam lideres pois atenção aos lideres que estão a preparar! " barcos" para Peneirentos, ranhosos, bufos" mas você tb teve a mesma doutrina e engana os jovens impressionáveis não lhes dizendo a verdade completa neste mundo chega ao topo quem nasce lá. Eu conheço vagabundos que entravam na sua aula e davam lhe uma aula de filosofia porque isso não se aprende numa sala de aula mas sim na rua passando as encruzilhadas da vida optando sempre pelo caminho do trabalho que conduz ao carácter e do Ser para o próximo é disso que os lideres devem ser feitos! mas você não pode entender estas palavras porque num tempo fascista você era um privilegiado pelo dinheiro da familia que o ganhou explorando os outros é graças a isso que é o que é hoje. A crise aqueceu vos novamente a esperança de fazer renascer os bons velhos tempos uma nova claro mas com todos os ingredientes do passado. Mas desta vez todos temos tv por mais bera que seja, viajámos, e sabemos ler é diferente da época do Salazar.
    Biju | 10.11.2011 | 17.52Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Concordo! Finalmente concordo com muito do que é dito no artigo! Sim senhor, um contributo positivo com baixo teor de ódio a Sócrates. O ódio e a inveja turvam o olhar e quando a formação foi muito restritiva a capacidade de pensar dá em textos como a maioria dos deste comentador. Mas!, ... Ouço falar tão-pouco da meia hora a mais de trabalho diário que me pergunto porquê? Está tudo estúpido? Ou as vozes contra são apenas ignoradas? Todo o patrão sabe que se aumentar o horário de trabalho a produtividade baixa. O patrão pode poupar em horas extraordinárias mas a resistência passiva dos empregados vai provocar mais prejuízos do que lucros. Em empresas grandes muito provavelmente vão diminuir o número de postos de trabalho e criar mais desemprego, o que se sabe ser "muito produtivo" para o país!!! Então qual seria a boa medida de gestão? Obviamente diminuir uma hora no horário de trabalho. De 8 horas passariamos para 7 horas. A produtividade aumentava significativamente. Com esta medida evitavam-se aumentos em dinheiro que é cada vez mais escasso. Os trabalhadores ficavam mais motivados e com mais tempo livre para desenvolver a economia interna. Finalmente e principalmente criavam-se mais empregos e aumentava por isso a produtividade e o bem-estar social. Mas claro que quem não se importou de exigir a vinda do FMI para o país em troca de chegar ao governo e de repudiar um PEC iV que tanto tempo levou a conseguir, quer lá saber de emprego, de bem-estar ou de outra tolice qualquer. Olha! aqui está uma proposta! Mas claro que não vem na cartilha cor de laranja e por isso "não é credível".
    Manuel Martins | 22.10.2011 | 21.49Hver comentário denunciado
  • Estes opinadores de jornaleco já não dizem uma para a caixa. É só coisas a vulso, sem coluna vertebral, andam perdidos, como os outros.
    PERDERAM-SE | 22.10.2011 | 09.27Hver comentário denunciado
  • Durante os governos Cavaco Silva as receitas eram consideravelmente superiores às despesas sociais do estado. Ainda assim, a dívida externa aumentou mais de 50%. Portugal foi lançado para a situação actual pelo PSD, PS e CDS, os partidos que têm governado o país há várias décadas. Não será, certamente, por os governantes serem uns patifes que, em certos países, os protestos são proibidos e reprimidos, mas sim pelas mesmas razões que o articulista aqui defende para sugerir que as vítimas do roubo dos subsídios de férias e 13º mês não protestem: se quereis encontrar um cristão, procurai-o entre os ateus...
    Abel | 20.10.2011 | 15.33Hver comentário denunciado
  • Caro JCN . . . ! Mas qual choque . . . ! Qual quê . . . ? ! Por acaso não vê . . . ! Que as "malguinhas" . . . ! Continuam a "rejubilar" . . . ! Em "êxtase" . . ? ! ? !
    alexandre barreira | 20.10.2011 | 13.04Hver comentário denunciado
  • Vou tentar ser educado, mas perante este artigo de opinião é difícil ... 1º Não é "aquilo que se deveria fazer em vez da austeridade" que está em causa, mas sim o que se deve fazer para além da austeridade e ao mesmo tempo; 2º Não é "imaginar soluções cada um por seu lado". Isto é um problema colectivo, não é um salve-se quem puder, que aliás não está nada de acordo com a sua Fé; 3º Se não se deve perder tempo à procura de culpados, então para quê aquela ironia final da filosofia e do Sócrates? Se calhar também não deveriamos perder tempo com ironias, não acha? Eu percebo que o Destak é um jornal para se ler rapidamente, mas os leitores merecem, no mínimo, alguma honestidade ida parte de quem aqui escreve.
    Albicastro | 20.10.2011 | 12.20Hver comentário denunciado
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