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OPINIÃO

Austeridade e mesquinhez

27 | 10 | 2011   20.18H
J.L. Pio Abreu

Austeridade é a receita da senhora Merkel para os países periféricos. A receita tem sido aceite, embora o exemplo da Grécia esteja a demonstrar que a austeridade só complica as coisas. Pior: ela apanhou-nos numa armadilha, já que foi prescrita a contra golpe depois das efémeras medidas keynesianas que obrigaram os europeus a endividarem-se. Como Paul Krugman tem argumentado, nunca se provou que a austeridade seja um remédio eficaz. Pelo contrário, ela é apenas uma opção ideológica promovida por uma classe de moralistas que domina Wall Street, a Casa Branca e os conservadores europeus. E dirige-se aos serviços públicos com o desígnio de emagrecer o Estado e facilitar as privatizações.

Como se impôs tal receita, é um problema para analisar. Uma resposta possível é o acolhimento que a comunicação social lhe tem dado. A crise económica e o empobrecimento que ela provocou semearam a desconfiança e a inveja. Quem aceita, impotente, a austeridade imposta, apenas olha para o vizinho para ver se ele tem mais e porquê. Os meios de comunicação social, atentos às audiências, dão à populaça o que ela pede. E a mesquinhez torna-se regra.

Nesta semana, alguns políticos do actual executivo renunciaram ao subsídio de residência depois de expostos na comunicação social. O Estado poupou uns tostões. Grossa mesquinhez, como mesquinhos são os vencimentos dos políticos. Mas os visados não se podem queixar, pois pertencem ao colectivo que impôs a austeridade.

© Destak

34 comentários

  • tramadol online best buy tramadol - safe place order tramadol online
    eubvIirYgL | 27.03.2013 | 13.52Hdenunciar comentário
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    XdKcMttdso | 26.03.2013 | 06.12Hdenunciar comentário
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  • I think that to get the loans from creditors you should have a firm reason. But, once I've received a secured loan, just because I wanted to buy a house.
    LoreneCLINE26 | 21.03.2012 | 15.31Hdenunciar comentário
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  • Também posso sugerir leituras? Adoro a onda do pessoal a mandar-se ler livros uns aos outros. Alguém já leu os "Protocolos dos Sábios do Sião" que está a dar tanto que falar por aí? Pelo menos um link poderei partilhar:
    http://fimdostempos.net/protocolos.pdf | 03.11.2011 | 16.07Hdenunciar comentário
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  • É uma boa sugestão de leitura, vinda de um habitante de Creta para um habitante de Viena. No mesmo tom, sugiro-lhe "A Queda de um Anjo", de Camilo Castelo Branco.
    Obama | 03.11.2011 | 11.56Hdenunciar comentário
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  • Que diferença faz viver do subsídio de desemprego, do RSI ou de um salário/pensão da administração pública, sendo excedentário ou boy/girl? Em qualquer dos casos não fazem nehum e andam a chular o Orçamento de Estado sem dó nem piedade. São todos uma cambada de parasitas a abir biuracos, como o bicho da Madeira!
    Olhe lá soutour | 02.11.2011 | 23.43Hdenunciar comentário
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  • Está boa...olhe que lhe dou alguma razão e fez uma bela metáfora. Cumprimentos.
    Ulrich | 02.11.2011 | 15.34Hdenunciar comentário
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  • Eu diria o contrário, é preciso mais filosofia e menos economia. Quem rebentou com o mundo foi a economia, está visto, que não devia sequer ser tratada como uma ciência.
    VAI ESTUDAR | 02.11.2011 | 13.30Hdenunciar comentário
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  • Menos Filosofia e mais Economia, é o que é preciso meus caros.
    JM | 01.11.2011 | 14.55Hdenunciar comentário
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  • Verdade, a comandita do Cavaco. Não restam dúvidas que de entre todos o cavaco é o mais honesto porque só recebeu do BPN o valor das acções em dobro. O limão, o loureiro e o costinha é que se abarbataram bem. E ninguém vai preso, mesmo perante homicidas!? Não sobra nada para mim?
    Filiado999 | 31.10.2011 | 22.19Hdenunciar comentário
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  • O Gang do PSD no seu melhor. Desde assaltantes de Bancos, a burlões, vigaristas, ladrões e até assassinos, há lá de tudo do pior. É destes bandidos que o Passos Coelho é o testa de ferro. Como se isto não bastasse ainda se juntaram ao Paulo Portas que gastou um BPN em submarinos para roubar 30 milhões. É nas mãos destes mafiosos que o país está. E as Forças Armadas que já deviam ter vindo para a rua, assistem a isto passivamente. Temos de ir para a rua lutar!.
    Temos de ir para a rua lutar! | 31.10.2011 | 22.15Hver comentário denunciado
  • No meio de tantos heterónimos que vão desde Obamas, a Anti-Depressivos e afins só falta aqui falar o Kafka (foste apanhado na curva meu ^_^). E a propósito da competência e incompetência, Karl Krauss dizia o seguinte: "os políticos dizem mentiras aos jornaos e depois acreditam no que leem nos jornais". Talvez o(s) heterónimo(s) que aqui comentam sempre com a mesma dicção devessem ler o livro do escritor austríaco Robert Musil: "o homem sem qualidades"... E por aqui me fico pois vivo em creta ...
    HABITANTE DE CRETA | 31.10.2011 | 21.39Hdenunciar comentário
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  • Mais que palavras valem os actos.Vejam-se as palavras de actores caluniosos profissionais ,que se aproveitam de mentiras espalhadas e aceites sem discernimento.A contra informação trabalha de tal forma em catadupa,que se torna impossível aos lesados, virem defender-se caso a caso.Lá no fundo o que pretendem é subir no partido.Malguinhas por favor como diz o Barreira. .O País que se lixe!Vendem-se por umas malguinhas...com umas pobres migas a boiar!
    Só Cretino | 31.10.2011 | 20.38Hdenunciar comentário
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  • O Gang do PSD no seu melhor. Desde assaltantes de Bancos, a burlões, vigaristas, ladrões e até assassinos, há lá de tudo do pior. É destes bandidos que o Passos Coelho é o testa de ferro. Como se isto não bastasse ainda se juntaram ao Paulo Portas que gastou um BPN em submarinos para roubar 30 milhões. É nas mãos destes mafiosos que o país está. E as Forças Armadas que já deviam ter vindo para a rua, assistem a isto passivamente. Temos de ir para a rua lutar!
    Temos de ir para a rua lutar! | 31.10.2011 | 00.29Hver comentário denunciado
  • Oh Dr.ainda bem ,para si,que não me conhece e eu não tenho oportunidade de ser seu amigo.Senão pedia-lhe emprestados uns aéreos,ferrava-lhe o calote e você ainda me dizia para não me ralar com o assunto e tome lá mais estes e vá almoçar ao tavares rico e não pense mais no caso , etc.e tal.Que rico amigo que não tenho,mas gostava ter,digo eu!
    Tavares Rico | 30.10.2011 | 22.53Hdenunciar comentário
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  • .....Não dou muito tempo para a comunicação social se virar contra o actual governo. Digo isto porque Passos Coelho acabou por formar um governo de gente competente. Ora dada a intolerância pela competência que por aqui existe, em breve vão começar a sair notícias que dirão que, afinal, Sócrates não era assim tão mau...Incrível! Não me admirava nada. No tempo de Sócrates até o acusaram de levar o país à falência com o TGV., esquecendo-se que este foi acordado por Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, pouco depois de terem descoberto que "o país estava de tanga".
    Obama | 30.10.2011 | 22.09Hdenunciar comentário
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  • Em 20/6, no comentário ao artigo sobre José Sócrates escrevi o seguinte:>
    Obama | 30.10.2011 | 22.08Hdenunciar comentário
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  • Outro com a mesma conversa de sempre: comprem ouro... comprem ouro... os nazis são os maus... os nazis são os maus... agora até a senhora Merkel é nazi... nós é que somos os bons, nós é que somos os bons... comprem-nos o ouro, comprem-nos o ouro...
    DE QUE RELEGIÃO ÉS TU? | 30.10.2011 | 10.04Hdenunciar comentário
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  • Antidepressivo: É preferível investir o dinheiro em ouro e prata do que em austeridade e mesquinhez. E porquê? Se bem entendo nas entrelinhas as palavras sábias de Paul Krugmann, é onde ele quer chegar no caso de um país não ter moeda própria (p.e. franco suíco; kron noruegas, etc) e muito menos se o BCE não tiver poderes para imprimir notas como no monopoly. Olhe-se para o caso do reino unido (é humanamente impossível pagar a dívida deles) http://youtu.be/GYlNURmeaCY Curiosamente foi assim que nos voltámos a financiar nos mercados após termos entrado em bancarrota em 1892. E tudo custas do ouro nazi que agora a Senhora Merkel deve querer reclamar...
    SUPER MARIO | 30.10.2011 | 01.33Hdenunciar comentário
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  • É caso para dizer: austeridade e mesquinhez cada qual toma a que quer.
    Antidepressivo | 29.10.2011 | 23.00Hdenunciar comentário
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  • Austeridades e mesquinhezZZZZes à parte (os mesquinhos curiosamente têm como atitude reflexo de projectar este sentimento nos outros), o que os nossos governantes deveriam ter em mente era palavras sábias que Draghi (presidente BCE a partir 1 Nov.) proferiu à 2 semanas quando agências de rating e comissão europeia voltaram a pressionar itália. “Seria uma trágica ilusão pensar que as soluções podiam vir do estrangeiro. Têm de vir de nós, por duas razões. Primeiro, é a consolidação das finanças públicas. Segundo, a questão do crescimento que não é uma imposição externa. Estes são os problemas que têm de ser resolvidos, principalmente, no interesse da Itália.” (Fonte: Euronews, 13 Outubro 2011)
    Super Mario | 29.10.2011 | 17.01Hdenunciar comentário
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  • E, sim, admito que olhemos para o lado, para o vizinho,como seres sociais que somos: pensamos no que o outro poderá pensar, sobre o que nós pensamos... até um certo grau de complexidade. "Observai o observador observado"
    Maria Cristina Melo | 29.10.2011 | 13.27Hdenunciar comentário
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  • Há gente que sempre que tenta dizer frases belas ao espelho o espelho estilhaça-se....
    HÁ QUE TER PACIÊNCIA | 29.10.2011 | 12.49Hver comentário denunciado
  • Pode até ser, JM, uma teoria tão válida como a contrária e cheia de variáveis impossíveis de testar em laboratório. Estamos no reino da crença. algures entre epicuristas e estóicos. Você vai pelo estoicismo. Que lhe faça bom proveito.
    epicurista | 29.10.2011 | 00.19Hdenunciar comentário
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  • "A austeridade é apenas um nome para o fim da loucura, da irracionalidade económica." Continua a não ser, porque afecta mais aquilo que é insignificante, como é que explica que os gestores públicos portugueses, que mais ganham acima da média europeia, segundo Cavaco Silva necessitassem de aumento de 4% (há pouco tempo), que os eurodeputados não consideram sequer uma redução de 5% nas despesas, etc. etc., . Pois não só erro atrás de erro, mas injustiças colossais ? Sim, talves os modelos matemáticos da irracionalidade sejam afinal racionais. Afinal,como muito bem sabemos todos, Francisco Louçã é tão economista como Cavaco Silva, apesar das é posições "filosóficas" diametralmente opostas ?
    Maria Cristina Melo | 29.10.2011 | 00.16Hdenunciar comentário
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  • O Dr. Pio, médico psiquiatra e professor universitário de profissão, e economista amador, autodidacta, nas horas vagas, até pode estar muito bem informado e elaborar argumentações coerentes e com verdade e objectividade facilmente verificáveis. Contudo, não se esqueça que a economia é uma ciência social, ainda que a mais hard e "cientifica" delas todas, e dai muito complexa e cheia de variáveis impossíveis de testar em laboratório, e baseia na certeza do cálculo matemático e da álgebra e estatística para obter respostas, soluções e modelos. Os modelos que temos, e os dados que recolhemos até ao momento, demonstram que muitos erros foram cometidos por governos, políticos, administração pública, reguladores, e sector bancário, em especial o do crédito. A austeridade é apenas um nome para o fim da loucura, da irracionalidade económica.
    JM | 28.10.2011 | 23.43Hver comentário denunciado
  • "Quem aceita, impotente, a austeridade imposta, apenas olha para o vizinho para ver se ele tem mais e porquê." "A crise económica e o empobrecimento que ela provocou semearam a desconfiança e a inveja. " Tais frases provocaram a minha sensibilidade, talvez porque pensasse que um psiquiatra tinha a obrigação de saber: "inveja" ou "justiça" ? E, apesar disso: é verdade que Freud tinha uma sensibilidade social, não obstante. Posso deixar algumas sugestões, na esperança de serem bem aceites: O livro"Wild Justice", de Marc Bekoff ;o nome da especialistas em estudo de emoções, Kim Bard, a quem se poderia certamente colocar a pergunta e um vídeo no youtube: http://youtu.be/aAFQ5kUHPkY. Acho que todos somos impotentes perante tamanhas injustiças que são impostas por uns a outros ao longo da história e tenho esperança que talvez por volta do ano 4.000, não seja assim, afinal a escravatura só foi abolida há uma centena de anos. Talvez...mas é preciso fazer alguma coisa, exigir alguma "equidade", a qual faz parte do sentido de justiça ?
    Maria Cristina Melo | 28.10.2011 | 20.57Hdenunciar comentário
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  • O 13º mês Que as múltiplas quadrilhas que nos têm governado desde a “Revolução dos Cravas”, tenham a memória curta, corresponde a uma sua necessidade prática – diariamente mudam de opinião consoante as conjunturas e as estratégias partidárias (que nunca correspondem às necessidades do País), portanto nunca mentem, e o que era ontém, hoje já não é. A Mentira, tal como a Corrupção e o Nepotismo, são as principais características do Sistema Parlamentar Partidário, que entre nós destruíu a Monarquia e a 1ª República e está a acabar com Portugal. Agora que o povo tenha também uma memória ainda mais curta, não só é inacreditável como não será admissível. Cortar o 13º mês seja a quem fôr, não é justo, não é legal e, pelo contrário, será anti-Constitucional...porque não é uma taxa, porque não é um imposto, porque não abrange todos os trabalhadores, porque é um roubo descriminado apenas a uma parte da população...e logo aquela que mais sofre...à exceção dos “governantes e equiparados”. PORQUE O DÉCIMO TERCEIRO MÊS, COMO DEPOIS O DÉCIMO QUARTO, SAÍU DA RETENÇÃO NOS COFRES DOS EMPREGADORES DE 1/12 AVOS DO SEU VENCIMENTO ANUAL, RESULTANTE DO MENSAL MULTIPLICADO POR 12. Corre na Internet, espalhada por vários portais e bloggs que “o 13º mês nunca existiu”, que foi uma invenção do camarada Vasco, o Louco, em conjunto com o presidente Costa, o Rouco, durante o chamado PREC. Nem, estas afirmações, tal como estão apresentadas, correspondem à verdade, nem o raciocínio está correto, porque: a) Muito antes de 1975, já muitas empresas privadas tinham instituído o 13º mês. O que o camarada Vasco, o Louco fez, foi instituir para o estado e o funcionalismo público aquilo que quase todas as empresas privadas de há muito tinham feito. E além disso, como veremos no exemplo abaixo, não foi em prejuízo do estado, mas em benefício da sua pontual situação financeira. b) Em Portugal, em que só os trabalhadores agrícolas ou em determinadas profissões contratadas por tarefas ou perídos determinados, eram pagos à semana ou à quinzena, este procedimento não se aplicava à grande maioria dos ordenados pagos aos trabalhadores “do quadro” . Mesmo durante a Monarquia, os pagamentos do estado e do funcionalismo eram anuais, ou com o montante dividido em prestações mensais. c) O raciocínio que se desenvolve está viciado e é viciante – as pessoas leem aquilo que lhes interessa ler e raramente pensam mais sobre o assunto. Vejamos um dos exemplos de, pelo menos, quatro endereços da Internet, que provavelmente se copiam uns aos outros http://triplov.com/triplo2/2011/05/04/o-13º-mes-n unca-existiu/ http://odetriunfante.wordpress.com/2010/12/04/o-mi to-do-13º-mes/ http://www.forum-numismatica.com/viewtopic.php?f=2 1&t=65540 http://www.facebook.com/topic.php?uid=107258492643 160&topic=320 e que é assim: “....Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses. € 700 X 12 = € 8.400,00 Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês. € 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00 porque € 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês) O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão. Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo: Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00. € 700,00 (Salário mensal) : 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal) O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00. € 700,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00 O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês? A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples. A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador. Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo. Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual... Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional...” Analisemos agora nós que, só “porque compramos no Mediamarket, e não somos parvos”: 1º - se o patrão sempre lhe pagou € 8.400 anuais, e a partir de um dado ano lhe passou a pagar € 9.100,00, este fato corresponde inegavelmnte a um aumento real de € 700,00 por ano. 2º - O artificioso sofisma reside no facto de se dividir o salário anterior por 52 semanas (e o ano não tem mais nem menos), dando o resultado de € 175,00 semanais, e não se fazer o mesmo, em comparação, com o novo salário de € 9.100,00, que dividido pelas mesmas 52 semanas corresponde a salário de € 188,46. Houve, neste caso, um aumento real de € 700,00 anuais em benefício do trabalhador e um acréscimo de despesa do empregador de igual quantia. 3º - Se como devia ser feito, se tivesse dividido os € 9.100,00 por 13, chegar-se ia à conclusão que o salário continuava a ser de € 700,00 mensais, ou seja, que o trabalhador nada tinha perdido do seu salário, mas antes tinha ganho, cada mês, mais 1/13 avos do seu salário mensal a receber cumulativamente no período do Natal . E isto visto por trabalhador não inteligente. Mas a VERDADE de que o 13º mês saíu do ordenado anual dos Trabalhadores Portugueses pode-se demonstrar, sem sofisme, com relativa facilidade: Provas resultantes do meu caso particular e provavelmente dos casos daqueles que ainda têm alguma memória: Em 1966, eu era funcionário público e auferia o meu ordenado mensal 12 meses por ano. Neste ano, pedi licença ilimitada e fui trabalhar para uma empresa privada – não só obtive um substancial aumento do ordenado mensal (para o dobro), como passei a receber esse mesmo ordenado de Janeiro a Novembro e duas vezes o ordenado em Dezembro, num total de 13 ordenados. Conversando uma vez com o Diretor Financeiro, de quem me tornara amigo, ele confidenciou-me como é que isto tinha sido possível. Durante os anos 60, as empresas serviram-se de um artifício para “incentivar os trabalhadores” e, ao mesmo tempo, melhorar as suas disponibilidades de Caixa. Suponhamos que um empregado ganhava 1.000$00 por mês; no fim do ano teria ganho 12 X 1.000$00 = 12.00$00 Se dividirmos os 12.000$00 anuais por 13 meses, o ordenado mensal passaria a ser: 12.000$00 : 13 = 923$10 donde que o ordenado baixaria de 76$90, ou 9,2%. Logo, as empresas para manterem o mesmo ordenado, mas pagarem 13 meses, em vez de 12, teriam que fazer um efectivo aumento dos ordenados na ordem dos 9,2 %. Nesta altura, os aumentos anuais dos ordenados rondavam os 5%, 923$10 X 13 = 12.000$00 X 105 = 12.600$00 Mas 1.000$00 X 13 = 13.000$00 pelo que as empresas, no ano em que ofereceram este “benefício” aos trabalhadores (e só no primeiro ano) teriam que ter feito um esforço financeiro adicional de 400$00 por cada ordenado anual e ao mesmo tempo, e com base no “esforço financeiro do benefício”, não aumentarem os trabalhadores nesse ano. Ou seja, a firma teria que pagar anualmente 13.000$00 em vez dos 12.000$00 anteriores, dos quais 600$00 correspondiam ao aumento anual de entre 3 a 5% (no ano anterior tinha sido 5%), e 400$00 ao “benefício” do 13º mês. Mas não foi bem assim. As emprezas retiveram nos seus cofres, mês por mês, 1/12 avos dos 1.000$00 que só pagariam em Dezembro, ou seja 83$33 em Janeiro, 166$66 em Fevereiro, e assim sucessivamente até ao mês de Novembro, em que o valor retido já seria cerca de 916$63 pelo que pela aplicação de uma tabela de juros compostos, em Novembro já a firma teria recuperado, ao juro de 6%, uma quantia de cerca de 269$30, que diretamente abatida aos 400$00 da despesa adicional do “benefício” levaria a um acréscimo verdadeiro das despesas de 140$70 anual, ou 10$82 mensais. E isto só no primeiro ano da aplicação do benefício, porque nos anos seguintes as despesas com ordenados corresponderiam ao valor do salário anterior mais o aumento anual aprovado, já que o problema dos 13 meses tinha sido anteriormente resolvido e era continuado. E esta despesa adicional dos salários era, como sempre fora e continuaria a ser, uma despesa de operação variável, abatida aos lucros da empresa. Naquele tempo não havia IRS, pelo que um aumento de salário de 9,2% não tinha diferença significativa no imposto global que os trabalhadores descontavam. Mas também se naquele tempo os governantes se “governavam” a si próprios, não devia ser senão uma milésima parcela do que se “governam“ hoje, porque “os segredos que passavam de boca em boca, que era a internet daquele tempo”, as “anedotas” datilografadas que passavam de mão em mão, ou mesmo as “broncas disfarçadas” dos teatros de revista, muito raramente focavam matérias desta natureza. DONDE QUE OS LADÕES DO NOSSO ATUAL “GOVERNO” - QUE SE AUMENTAM A SI PRÓPRIOS NO PARLAMENTO E CONTINUAM A RECEBER OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E NATAL, QUE NEGOCEIAM COM O SINDICATO DOS BANCÁRIOS A MANUTENÇÃO DE FÉRIAS E NATAL AOS SEUS ASSOCIADOS, (os “outros” que se lixem), QUE COMPRAM CARROS DE LUXO PARA CENTENAS DE MOTORISTAS IREM ÀS SUAS COMPRAS DOMÉSTICAS, QUE DÃO O BENEPLÁCITO A VERDADEIROS LADRÕES DO ERÁRIO PÚBLICO, AGORA EM EMPRESAS PÚBLICAS OU EM CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS PRIVADAS, CARGOS A QUE ASCENDERAM POR FAVORES QUE PRESTARAM QUANDO EXERCERAM LUGARES POLÍTICOS, À CUSTA DOS IMPOSTOS SUGADOS AO POVO - NÃO ESTÃO A RETIRAR-NOS UM BENEFÍCIO CAÍDO DO CEU POR MERÇÊ DO PATRONATO, MAS A ROUBAR-NOS UMA PARTE DO SALÁRIO QUE DESDE HÁ MEIO SÉCULO TEMOS DIVIDIDO POR 14 MESES, MAS QUE CORRESPONDE A UM SÓ SALÁRIO ANUAL. QUE SE DEDIQUEM A PILHAR GALINHAS, QUE É A SUA VERDADEIRA VOCAÇÃO DE PÉS-DESCALÇOS, CONFIRMADA PELAS SUAS CAPACIDADES SOBERBAMENTE DEMONSTRADAS (E FOI PARA ISSO QUE ESTUDARAM NAS “NOBAS OPERTUNIDADES”), E NÃO VENHAM AGORA ATENTAR CONTRA A VIDA DOS TRABALHADORES, PORQUE ESTE ROUBO, MAIS DO QUE UM VERDADEIRO ATENTADO AO BEM ESTAR DOS CIDADÃOS, PELO QUAL DEVIAM PUGNAR, EM MUITOS CASOS SIGNIFICA A PRÓPRIA VIDA DAS PESSOAS. E NÃO VENHAM COM DESCULPAS QUE NÃO FORAM ELES OS CULPADOS DA RUINA DO ERÁRIO PÚBLICO, PORQUE ESTANDO NO GOVERNO OS MESMOS PARTIDOS, NUMA DITADURA OLIGÁRQUICA ROTATIVA, ENCABEÇADO POR PRESIDENTES DA REPÚBLICA TAMBÉM PARTIDÁRIOS, HÁ MAIS DE TRINTA E CINCO ANOS, DIREMOS COMO O LOBO DA FÁBULA DISSE AO CORDEIRO: SE NÃO FOSTE TU, FOI O TEU PAI (OU TALVEZ A MÃE QUE TE PARIU)!
    Hernani Amaral Xavier | 28.10.2011 | 18.54Hver comentário denunciado
  • Desenvolvimento sem crescimento, é o futuro!
    Albicastro | 28.10.2011 | 15.45Hdenunciar comentário
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  • Meu caro PPESDA . . . ! A "malguinha" . . . ! Agradece o "gesto" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 28.10.2011 | 15.26Hver comentário denunciado
  • Tenho uma bandeira portuguesa lá fora, enfiada numa malguinha, para TODAS as malguinhas baterem palmas em êxtase outra vez, como muito bem diria o ALEXANDRE BARREIRA, como as bateram no tempo dos estádios de futebol, as malguinhas das TVs, dos jornais, dos políticos, das associações de intelectuais, dos policiais, dos construtores do betão, dos iluminados da economia, dos teus irmãos e da minha tia. Tenho essa bandeira de portugal para nunca mais me esquecer de como é simples e possível acreditar, sem nada estar disposto a fazer, até atingir mesmo as nuvens do patético. E assim então transformar portugal num balão de ar quente, sem entender por que sobe, mas sempre alegre e a cantar o sobe-sobe-balão-sobe...
    PRIMEIRO É PRECISO ENTENDER, SÓ DEPOIS AGIR! | 28.10.2011 | 15.16Hdenunciar comentário
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  • Nos tempos que correm haja tempo para pensar... reflectir ... Os Ventos que passam ... e os estragos que ficam ... levam a pensar que o Futuro da UE será inspirado no passado ... a valores que constituíam ainda há poucos anos a Identidade de uma Europa Democrática... e não Dem(ónio)...cratia que se tornou nos últimos tempos ... Será o fim do Sarko...zido Sarkory/Merkel ... Estamos perante uma austeridade brutal e um empobrecimento a vários níveis ... Com a santificação do mercado em detrimento da justiça social e da ética ... a desvalorização do trabalho... das pessoas que são o cerne da Sociedade e da política ... Perder o instrumento de criação de riqueza nacional necessária, não será um ilusão o empobrecimento ser uma alavanca para o crescimento?? Assistimos todos os dias a Show-offOn nos discursos, nos comentários ... Haja humildade e saber ouvir e saber falar ...para construir uma sociedade justa não uma sociedade de invejosos... Ás vezes pergunto ... somos um País de Terceiro Mundo?? com algumas medidas adoptadas e outras por adoptar e vitais?? A crise do país passa pela falta de valores e como tal perde-se e muito ... Esperamos que esta austeridade não se torne no maior embuste para os Portugueses...
    Marluz | 28.10.2011 | 14.01Hver comentário denunciado
  • Ich lieb dich, Merkel.
    LONDON IS BURNING, DR! | 28.10.2011 | 11.19Hdenunciar comentário
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  • Caro JLPA . . . ! Não se rale . . . ! Assim tanto, homem . . . ! Por acaso não vê . . . ! Que as "malguinhas" . . . ! Até rejubilam . . . ! Em "êxtase" . . . ? ! ? !
    alexandre barreira | 28.10.2011 | 07.01Hver comentário denunciado
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