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COLUNA VERTICAL

Subvenções vitalícias

01 | 11 | 2011   17.20H
José Luís Seixas

Ressuscitada na opinião pública a obscenidade das subvenções vitalícias dos ex-deputados e de outros ex-dignitários do regime, alguns houve que se aprestaram a anunciar a sua renúncia ao óbolo pátrio que os compensava dos ardorosos anos de pousio em S. Bento.

Infelizmente, porém, não se predispuseram a restituir tudo quanto a esse título haviam já recebido. Assim sim, embora tardiamente, se repunha um pouco da moralidade necessária. E sem grande risco para os próprios, porquanto é quase seguro inexistir na Contabilidade Pública rubrica que consinta “devoluções”. Mas desiludam-se os algozes da classe política.

Os políticos são o produto da sociedade que os gerou e os elegeu. Permitiu a muitos este e ainda piores descaros. E não reconheceu a outros uma dignidade intangida e um insuperável sentido do dever. Somos o que somos. Somos o espelho dos nossos dirigentes e das nossas elites. Perduráveis as más. Episódicas e transitórias as boas. É por isso que chegamos à beira do precipício. E quem ainda não deu por isso anda muito distraído.

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11 comentários

  • Caro José Luís Seixas: fala na qualidade de ex-deputado e com pena de não ter atingido os requisitos para receber a famigerada subvenção vitalícia? Ou na qualidade de chefe de boudoir, perdão de chefe de gabinete, da Zé Rita? É certo que é para agradar aos leitores de um jornal gratuito, mas poderia ser um pouco menos demagógico...
    Bragantino | 21.11.2011 | 10.39Hdenunciar comentário
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  • O tom do comentário diz muito. Às vezes não há como berrar os pecados dos outros para que nos achem a nós impolutos ou mais honrados do que os outros. Ora para se fazerem comentários deste teor não há nada como fazer logo a declaração de interesses e na Igreja até se começa com um acto de assunção de pecados e pedido de perdão pelos mesmos. E tu Seixas conta-nos lá dos teus pecados. Como te tens governado até agora? Essa sim seria uma estória interessante. Eu gosto tanto dos que apontam os dedos aos outros. Assim fico logo a conhecê-los.
    Manuel Martins | 15.11.2011 | 17.39Hdenunciar comentário
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  • A segunda Geração de Políticos após o 25 de Abril, é feita de Jovens ambiciosos sem escrúpulos nem profissão. Todos tentaram enriquecer o mais rápido possível cada vez que chegaram ao Poder.
    Milhazes | 11.11.2011 | 17.32Hdenunciar comentário
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  • Caro J. Seixas. Há quem ande há mais de 30 anos a dizer que íamos caminhando para o abismo, apesar das ilusórias esmolas da CEE. Sabe porquê? -Porque um País governado/manipulado/amordaçado a traficantes de diamantes, a pedófilos, a traidores e amigos de terrorristas, não tem futuro!
    Indignado | 10.11.2011 | 11.54Hdenunciar comentário
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  • Na Contabilidade Pública não existe uma rubrica "Devoluções" Mas existe uma "Reposições e Restituições". Uma mera questão de terminologia.
    António Sequeira | 04.11.2011 | 14.51Hdenunciar comentário
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  • Que diferença faz viver do subsídio de desemprego, do RSI ou de um salário/pensão da administração pública, sendo excedentário ou boy/girl? Em qualquer dos casos não fazem nehum e andam a chular o Orçamento de Estado sem dó nem piedade. São todos uma cambada de parasitas a abir biuracos, como o bicho da Madeira!
    Olhe lá soutour | 02.11.2011 | 23.42Hdenunciar comentário
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  • Concordo plenamente, mas...quem elegeu os "democratas"? quem os legitimou, a eles e ás suas falcatruas através do voto? Nós. Então não nos queixemos do passado e tentemos corrigir os erros no futuro.
    pedro lindo | 02.11.2011 | 22.17Hdenunciar comentário
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  • Sabe o que é, PEDRO LINDO? Numa sociedade que não fosse hipócrita e não tivesse sido assaltada por políticos manhosos e oportunistas que usam a democracia para enriquecerem, à base de desviarem dinheiros públicos através de determinações "legais" e etc., o que diz faria sentido. No entanto, pelos desenvolvimentos dos últimos anos sabe-se agora que um bom número de "leis" foram entretanto cozinhadas por esses manhosos (até por decreto) enquanto os cidadãos andavam distraídos com as suas vidas, e convencidos de que os seus representantes eram de facto "democratas", como eles sempre afirmavam. Ora, com o chegar das crises verificou-se que os cidadãos afinal andavam iludidos sobre esses "democratas", e que afinal foram também sendo instituídas na sociedade certas leis de "benesse" de alguns que afinal não deveriam sequer ser consideradas "legais", pois começam logo por ser imorais. Só que antes ninguém tinha motivo para que se falasse nelas, não se adivinhava as crises, nem sequer que de repente os cidadãos quisessem identificar os buracos para os quais estava a ser sugado o seu dinheiro. Está a ver, PEDRO LINDO? As leis imorais têm de ser revistas, por uma questão de princípio, pelo que ao detectar-se essa imoralidade passa a ser um dever de quem usufrui dessas benesses prescindir delas. Só com mentalidades avançadas como essa poderão as nações um dia emergir desta grande crise de valores, valores no sentido lato.
    DEVOLVER O QUE É IMORAL | 02.11.2011 | 22.03Hdenunciar comentário
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  • E você restituia? Eu não. Então se uma pessoa recebe um benesse licita e estipulada por lei, seja funcionario publico ou privado, porque carga de agua mesmo depois de, voluntáriamente, deixar de aceitá-la, , tem que restituir o que, repito, LEGALMENTE, recebeu? Não sejamos hipócritas, mesquinhos nem invejosos, isso sim, esses péssimos defeitos é que nos levaram ao estado hipócrita e falso a que Portugal chegou.
    pedro lindo | 02.11.2011 | 21.10Hdenunciar comentário
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  • Muito bem caro Seixas. Ao menos que seja elogiado uma vez ... mas olhe que estes apenas "aceitaram" benesses. Agora, o que deveríamos fazer aos que se aproveitaram da sua posição relevante na política para enriquecer?
    Albicastro | 02.11.2011 | 10.28Hdenunciar comentário
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  • Caro JLS . . . ! Muito bem . . . ! E a parte do . . . ! SOMOS O ESPELHO . . . ! DOS NOSSOS DIRIGENTES . . . ! Está divinal . . . ! ! ! Pois é . . . ! As "malguinhas" . . . ! São mesmo assim . . . ! Até para "espelho" . . . ! Servem . . . ! ! !
    alexandre barreira | 02.11.2011 | 06.50Hver comentário denunciado
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