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OPINIÃO

Feriados

02 | 11 | 2011   19.26H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

Há décadas os Governos, quando não sabem que fazer pela economia, dizem acabar com feriados. Falou-se nisso nas últimas décadas, sem nunca fazer nada. Hoje, de novo se discute a solução milagrosa.

O truque é baixar os salários sem se dar por isso. Se as pessoas trabalham mais ganhando o mesmo, paga-se menos por hora. Claro que isso se podia fazer aumentando o horário semanal ou reduzindo dias de férias mas, ao eliminar feriados a coisa parece genérica, fingindo nada a ter a ver com condições de trabalho. Ou seja, é por pura cobardia política que se atacam os dias celebrativos, esperando que os trabalhadores não notem que estão a ser enganados.

A coisa é ainda mais tola porque o problema económico de Portugal não é que tenhamos feriados a mais ou trabalhemos pouco. O mal é o que produzimos no tempo que trabalhamos. O problema está nas muitas actividades inúteis e na baixa produtividade das úteis. Isso não é afectado por mudança nos feriados.

O pior é que, por causa de um expediente pontual no alvoroço da crise, se mexe na cultura, tradição e identidade como povo, tão necessárias em tempo de crise. Os feriados, que mantemos há gerações, existem por razões muito mais sérias e profundas que a emergência em que nos meteram políticas irresponsáveis, de onde outros nos querem tirar de forma trapalhona.

Se as nossas dificuldades vêm de trabalhar pouco, o que é muito discutível, então reduzam-se dias de férias, que terá o mesmo efeito. Mas deixem o povo gozar os feriados, coisa que devia estar acima dos políticos.

© Destak

7 comentários

  • TANTO SACANA e tu é um deles. Com essa idade já devias ter mais juizo. Mas infelizmente és da minha geração e envergonhas-me. Se soubesses o que eu passei ao serviço do Tenreiro, depois de 2 anos na Fragata D. Fernando, então que é tu ias sentir a realidade. Ele, sim era fascista. Mas só conseguiu com isso que eu tarabasse mais, estudasse e também tirei o Curso de Economia. Nunca me lamentei cpomo tu o fazes agora atacando outros. És um velho rancoroso e nada conseguirás senão reverter para ti próprio o teu im próprio comentário.
    Felizalberto | 15.12.2011 | 15.36Hver comentário denunciado
  • Este é propagandista do Gang do PSD ... Desde assaltantes de Bancos, a burlões, vigaristas, ladrões e até assassinos, há lá de tudo do pior. É destes bandidos que o Passos Coelho é o testa de ferro. Como se isto não bastasse ainda se juntaram ao Paulo Portas que gastou um BPN em submarinos para roubar 30 milhões. É nas mãos destes mafiosos que o país está. E as Forças Armadas que já deviam ter vindo para a rua, assistem a isto passivamente. Temos de ir para a rua lutar!.
    portugal está nas mãos do crime organizado! | 08.11.2011 | 20.29Hver comentário denunciado
  • O comentador Abel refere exactamente a questão que preocupa o autor do artigo. Lamento que frequentemente este autor faça afirmações veladas sem que tenha a coragem de afirmar aquilo que, efectivamente, pretende dizer. Concordo (apesar de não gostar de admiti-lo) com o autor, quando ele diz que eliminar feriados é uma solução recorrente em tempos de crise. Mas por outro lado questiono-me: e porque não? Se, independentemente de estarmos ou não em crise e se, de facto, temos feriados demais, porque não eliminá-los? A objecção do autor do artigo, conforme ele próprio afirma, prende-se com "a cultura, tradição e identidade como povo. Não entendo porque é que uma religião tem, num estado laico, direito a dias feriados. Não entendo porque é que uma qualquer religião deverá ter supremacia sobre outras religiões. Se a igreja católica tem direito a feriados nacionais porque razão não têm as outras religiões tratamento igual? Invoca-se com demasiada frequência a tradição para explicar porque motivo as coisas são como são e que assim devem continuar a ser. A tradição, por si só, é um argumento vazio. Se houvesse um verdadeiro motivo para justificar os feriados religiosos, então o argumento seria contruído sobre esse motivo, não sendo necessário utilizar a tradição como justificação. Recorrer ao argumento da tradição frequentemente significa que não existe um verdadeiro argumento. Por outro lado, raramente se pensa que a tradição nem sempre é boa. Já foi tradição queimar bruxas, já foi tradição a escravatura. Utilizar o argumento da tradição, por si só, significaria manter todas as tradições. Será que é mesmo isso que pretendemos?
    Humberto Reis | 08.11.2011 | 09.13Hver comentário denunciado
  • Este é propagandista do Gang do PSD ... Desde assaltantes de Bancos, a burlões, vigaristas, ladrões e até assassinos, há lá de tudo do pior. É destes bandidos que o Passos Coelho é o testa de ferro. Como se isto não bastasse ainda se juntaram ao Paulo Portas que gastou um BPN em submarinos para roubar 30 milhões. É nas mãos destes mafiosos que o país está. E as Forças Armadas que já deviam ter vindo para a rua, assistem a isto passivamente. Temos de ir para a rua lutar!
    portugal está nas mãos do crime organizado! | 03.11.2011 | 23.40Hver comentário denunciado
  • Não deixa de ser curioso que os actuais governantes só são vistos como trapalhões quando manifestam a intenção de beliscar os feriados religiosos, pois são esses que preocupam o articulista. Também não deixa de ser curioso o facto de o articulista só aparecer a botar discurso,na comunicação social falada, em programas nos quais é o único economista presente, sem que seja, portanto, confrontado com pontos de vista de outros economistas...
    Abel | 03.11.2011 | 19.05Hver comentário denunciado
  • Sr. JOÃO. Vossamercê não é gago, fala muito bem, embora eu já o tenha visto falar na TV com alguns soluços (!) e o sr. até sabe porquê. OLHE CÁ: Porque não diz que o melhor é se acabar com as férias! Pois, também quer ter férias! Mas entende que a classe trabalhadora deve perder dias de férias! POIS, eu disse CLASSE TRABALHADORA, porque creio que o Sr. não está nesse GRUPO, pois não? Claro que não está, a não ser que me diga o que é que tem trabalhado ao longo da sua vida, qual o rendimento que deu ao PAÍS, em quê é que contribuiu para o aumento da economia, porque quanto a mim, não é com PALEIO que se desenvolve a economia , mas com trabalho, sim , trabalho,coisa que o sr. não sabe o que é, razão porque entende que quem trabalha, até nem deve ter férias, mas o sr. e outros conmo o sr. até têm férias todo ano e bem pagas e não o vejo com calos nas mãos e com esgotamentos cerebrais. SABE QUE É A TAL HISTÓRIA, DO AGARRA QUE É LADRÃO! Sabe, é que são criaturas como o sr.que nada fazem, para além de comerem aquilo que os outros produzem, não passando de uns parasitas da sociedade, ainda veem com as vossas merd++ de crónicas, procurar CHULAR aqueles que vão aguentando a vivência da NAÇÃO. COMO SÓ TENHO A 4ª. CLASSE DO TEMPO DE SALAZAR E JÁ COM OS MEUS CERCA DE 70 ANOS DE VIVÊNCIA, dispenso bem a sua sabedoria balofa, porque mesmo que continue com uma molhada de SEBENTAS DEBAIXO DA COVA DO BRAÇO, a mim nada me impressiona, porque sei que o seu cerebro é de um inteligente! EU, PARA VIVER COM A MINHA REFORMA DE 460,00 €, pode crer que ainda vou trabalhando no meu quintal, mas vou trabalhando e NUNCA TIVE FÉRIAS, embora as tivesse, entendeu? Mas claro que eu SOU BURRO, mas não sou ladrão, nem vigarista.
    tanto sacana! | 03.11.2011 | 08.08Hver comentário denunciado
  • Caro JCN . . . ! É a velha história . . . ! Não é neste "guiché" . . . ! É no de cima . . . ! Ou . . . ! Espere lá . . . ! Que vou falar . . . ! Com o "chefe" . . . ! ! ! E anda a "malguinha" . . . ! A passear "papéis" . . . ! DEMOCRATICAMENTE . . . ! Há 37 anos . . . ! ! !
    alexandre barreira | 03.11.2011 | 07.04Hver comentário denunciado
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