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EDITORIAL

Dormir ou não dormir na cama dos pais...

14 | 11 | 2011   19.46H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Adiscussão dura desde tempos imemoriais e promete ficar na agenda muito para lá do aquecimento global: dormir ou não dormir na cama dos pais, é a questão que quem tem filhos pequenos coloca todas as noites. Mais precisamente até ao dia em que começa a perguntar-se qualquer coisa como «mas se não está na minha cama em cama de quem é que está?!?»

Domesticar o sono dos filhos, tornando-o civilizado, ou seja das nove às nove, sem pesadelos, nem mais nada que nos obrigue a sair da cama e a interromper as preciosas e raras horas que nos sobram para dormir, é a miragem de todos os pais. Mas é uma tarefa difícil, por muitos manuais que se publiquem, por muitas receitas que mães e pais partilhem no emprego, no parque ou à porta do jardim infantil. E entre os extremistas que advogam que as crianças durmam entre o pai e a mãe sempre, e aqueles que dizem que não pode acontecer nunca, há uma multidão de pais que faz como pode, para resgatar a noite à insónia.

O problema é complicado, até porque se sabe que a privação de sono é uma tortura, e os especialistas portugueses não duvidam de que os pais portugueses dormem de menos e andam exaustos. É por isto tudo que a revista Pais e Filhos dedicou o seu 5º Debate ao tema. No dia 23 de Novembro, pelas 18 horas, no Cinema S. Jorge em Lisboa, vai ter a oportunidade de ouvir a opinião de especialistas como Mário Coordeiro (pediatra), Pedro Caldeira da Silva (pedopsiquiatra) e Cristina Flores (enfermeira), e de fazer todas as perguntas que há tanto tempo tem vontade de colocar. A entrata é gratuita, mas é obrigatório reservar lugar pelo 214154584, enquanto é tempo.

Quanto à minha opinião, posso dar-lha já: desconfio que somos um bocadinho hipócritas, porque mal temos a oportunidade disso, escolhemos alguém com quem partilhar as noites. E nesta história, como em todas, deve prevalecer o bom senso: para adormecer e todas as noites, nunca; assustados, sempre; de manhãzinha, obrigatório.

© Destak

9 comentários

  • Claudine, há milhões de anos o macho era apenas o reproduto e garante de alimento. Pretendemos k hoje seja assim? A relação íntima dos pais se perca e o macho vá para outro ninho enquanto a femea cria o filho?
    Júlia | 17.11.2011 | 15.18Hdenunciar comentário
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  • Sou mãe de 4 filhos. Desde que nasceram sempre dormiram na sua cama e no seu quarto. Tinham a sua hora de dormir e um ritual do sono: banho, jantar, cama com um colinho e uns miminhos, mais tarde a historinha) e n se saia mais do quarto. Os 3 mais velhos são mt próximos, quando trovejava pareciam ratinhos a entrar na nossa cama...mas logo k acabava iam-se embora. Tudo muito natural, só foi preciso ter a força de n os tirar mais do quarto após a hora de dormir e isso cair no hábito.
    Julia | 17.11.2011 | 15.09Hdenunciar comentário
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  • Onde está a ciência disto? Não existe! Por isso, não há que torná-la cientifica, caso contrario faríamos o reset e voltaria acontecer tudo igualzinho. Resultados? só no final do encontro. Portante estamos perante mais um desafio dos muitos que nos são colocados durante o nosso quotidiano. É só mais um e não existe formulas milagrosas. Parece-me que o resultado final também é função da expectativa individual de cada pai. Portanto nada de padrões! e agora escapo-me à francesa. ce le bon sense
    José Correia | 17.11.2011 | 12.06Hdenunciar comentário
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  • O meu tem dois anos, adormece na cama dele. Pelas 2 ou 3 da manhã levanta-se e vem para a nossa. Eu gosto que ele durma connosco , não me importo nada, gosto de acordar e ter a minha cria ali ao lado. Quanto ás teorias, tem de haver teóricos para haver teorias. E estas teorias dão reconhecimentos aos teóricos, por isso sou um bocado céptico quanto a isso. Digo eu teorizando.
    B.C | 16.11.2011 | 12.21Hdenunciar comentário
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  • hoje nao me apetece dizer nada.
    anticristo | 15.11.2011 | 18.54Hdenunciar comentário
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  • Sobre este assunto posso dizer que durante muitos anos fui casado com uma psicóloga que primeiro se dedicou à psicoterapia infantil e depois à terapia familiar. Enquanto não teve filhos criticava e quase ridicularizava os pais que dormiam com os filhos na cama porque isso era uma fonte de problemas psicológicos para as crianças e depois para a vida do casal. Depois de termos filhos já nada era ridículo e era tudo questão de bom-senso (argumentos que arranjava para alimentar a sua dependência emocional da relação principalmente com o filho rapaz). Como era pouco intuitiva e muito de seguir "o livro" várias vezes criou problemas nas crianças dificultando por exemplo que as crianças conseguissem adormecer de forma autónoma. Coisas da vida. Normalmente psicólogos e psiquiatras tiram os cursos na tentativa de se ajudarem a eles próprios e cada um anda "um grande trauma de infância" o problema é de quem com eles convive familiarmente conseguir descobrir qual é o trauma para poder valorizar as suas acções e teorias.
    Manuel Martins | 15.11.2011 | 17.28Hdenunciar comentário
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  • Isabel, veja o que o pediatra Carlos González diz sobre o assunto....Já pensou que há centenas de anos, se os bebés não dormissem com a mães, seriam comidos por lobos ou uma presa fácil para qualquer predador....Os tempos mudaram e não há lobos mas os bebés não sabem....
    claudine | 15.11.2011 | 14.09Hdenunciar comentário
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  • É um drama e não há fórmulas. Aplicar fórmulas às emoções e aos sentimentos, é, talvez, adulterar a nossa própria condição, principalmente se se fala dos filhos. Podemos estar apaixonados e pensar que amamos alguém, podemos falar de amor... mas amar, amar... julgo, sinceramente, que só se ama verdadeiramente e incondicionalmente, os filhos. E que por isso, se perdoa por vezes o falhar por amar demais. Querer que não cresçam - onde entra o nosso egoísmo de os querermos pequenos só para nós. Acredito que somente eles, principalmente enquanto pequenos, têm o condão de nos fazer ver as coisas pelo lado bom e acreditar uma vez por outra, de que ainda há inocência no mundo. Até mesmo nas pequenas maldades que fazem. Mas as noites, enfim... ... que saudades... Contraditória, esta nossa condição.
    PEDRO B | 15.11.2011 | 09.09Hdenunciar comentário
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  • Cara Isabel . . . ! A ultima parte . . . ! Está divinal . . . ! Mas, depende sempre . . . ! Da "companhia" . . . ! E a hipocrisia . . . ! Das "malguinhas" . . . ! É deveras doentia . . . ! ! !
    alexandre barreira | 15.11.2011 | 06.58Hver comentário denunciado
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