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OPINIÃO

Desenvolvimento?

15 | 05 | 2008   09.13H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

A imprensa anda cheia de histórias horrorosas de abusos sexuais na Áustria, após escândalos de pedofilia na Bélgica e Portugal. Perante isto, muitos se perguntam: como pode tal acontecer em países tão desenvolvidos?

Esta dúvida nasce de um grave erro no conceito de desenvolvimento. A sociedade actual teve um notável avanço cumulativo nos campos técnico e económico. Isso leva muitos a generalizar a visão progressista a campos onde ela já não é válida. No campo da arte e pensamento, será que avançámos desde Aristóteles, Bach, Dante ou Shakespeare? Aí o novo não é melhor só por ser novo. A técnica até fez Hitler pior do que Átila.

Na moral é o mesmo. Registámos ganhos notáveis em campo como os direitos humanos e ética social, mas noutras áreas piorámos bastante. Na moral sexual, onde os nossos antepassados tinham orientações claras, assiste-se à maior confusão de critérios. Pode-se gostar ou rejeitar, mas não negar esta evolução. Por enquanto a violação e pedofilia ainda são repudiadas, mas tudo o mais é, não só permitido, mas recomendado.

Isto não se deve ao nosso amor à liberdade, porque este é um dos poucos assuntos em que tal se verifica. No tabaco e no trânsito, no trabalho como na alimentação, tudo é espartilhado por portarias e regras. O politicamente correcto diz-nos como pensar, mas no campo sexual vive-se, não liberdade, mas desorientação.

Por isso não é surpresa que a nossa sociedade civilizada gere tais atrocidades, raras nas tribos primitivas. Deu muito trabalho chegar a este nível de depravação.

© Destak

34 comentários

  • No passado dia 15 de Maio, dei por mim a ler a coluna do D. José César das Neves, no jornal Destak, do mesmo dia e fiquei com uma enorme vontade de contrapor as suas ideias, de lhe dizer que estava errado, que as coisas não são assim tão simplistas e muito menos podemos escrever com falsos moralismos. Decidi então, deixar um comentário aqui, pode ser que não o publique, mas pelo menos, livro-me deste sapo que está engasgado e não consigo engolir. Pois bem, vamos por partes. No citado texto, o Dr. José Neves, criou uma explicação (para um tema sobre o qual, foi talvez obrigado a escrever), tendo por base “Um grave erro no conceito de desenvolvimento” e na realidade existe um, mas não o que foi apresentado. Para começar, houve evolução no campo das artes e do pensamento. Se houve algo realmente novo? Não. Melhor?! Uma evolução é isso mesmo, um “up-grade” de algo que já foi criado, um sair da caixa, pensar e resolver noutro ponto de vista. Não tem que ser melhor nem pior, é apenas evolução. E já agora, Hitler, Atila, Marquês de Pombal, Nero, Inquisição Espanhola, Saddam e companhia, não têm graus de comparação, são o que são. Mas até aqui tudo bem, é uma opinião, eu também tenho a minha, aliás tenho muitas. Contudo, ainda no mesmo parágrafo diz para finalizar, que a violação e pedofilia ainda são repudiados. Errado. Muito errado. Não é preciso voltarmos muitos anos atrás para nos recordarmos dos casamentos combinados pelas famílias, como acto socialmente aceite e recomendado. O que seriam as noites de núpcias de mulheres e homens casados obrigados, que não uma perfeita violação de vontades e corpos? Antepassados com orientações claras? Realmente eram, mas muito mais violentas que as de hoje. Pensemos em quantas meninas casadas em fase pré-adolescente e adolescente, com homens dez, quinze, vinte, cinquenta anos mais velhos? Aqui temos um autêntico, dois em um; não só a pedofilia era socialmente aceite, como a violação do corpo e da vontade. A frase correcta teria sido: A violação e a pedofilia são hoje, as únicas práticas repudiadas. Quanto à confusão de critérios e à liberdade, tem que convir que ninguém é realmente livre, não na nossa sociedade judaico-cristã. Que menina é hoje educada pelos seus pais para ser livre sexualmente? Não têm, hoje em dia, os pais e a sociedade o mesmo discurso que receberam da catequese, dos seus próprios pais e avós? Não apelam todos à modéstia, o reduzido número de namorados e a um casamento com filhos? Não continuam as meninas a crescer a pensar que um dia serão as princesas das suas casas, com um único príncipe encantado? Houve realmente um período de grande desorientação sexual na história moderna e esse acabou nos anos 80, quando uma doença sexualmente transmitida ocupou o lugar do antigo Inferno: a SIDA. Até aos anos 80, sexo seguro era não fazê-lo, num carro em andamento (a frase não é minha). Por isso, sim, existe uma confusão de critérios: todos queremos ser livres, donos dos nossos corpos e buscar a felicidade, mas o nosso inconsciente está agrilhoado a um espartilho educacional judaico-cristão, que nos impede de simplesmente ser. Enquanto no passado a pedofilia, dentro de certos parâmetros, era aceite e recomendada, hoje é simplesmente rejeitada. Por isso, sim, existe confusão. Enquanto antigamente, as mulheres eram simplesmente objectos de troca e servidão sexual, hoje têm poder, por isso, sim, existe confusão. Confusão porque existe uma evolução, ou melhor um retrocesso de mais de três mil anos. Estude um pouco os hábitos egípcios, a sua sociedade e veja como não só existia liberdade sexual (verdadeira), como as mulheres e os homens eram simplesmente iguais em todos os campos, quer económicos, religiosos e sexuais. Não houve evolução nenhuma, houve apenas um retrocesso, ou quem sabe uma revolução, um retorno à verdadeira evolução. Quanto às atrocidades raras nas tribos primitivas…creio que já está largamente explicado, não?! Orientações claras dos nossos antepassados, quanto à moral sexual? Vejamos, temos o Kama Sutra do Séc. IV é uma boa orientação. Marquês de Sade, no Sec. XVIII? Que seria do prazer sem um pouco de dor! Shakespeare, Sec. XVI?! O que se pode ler nas entrelinhas! Mais recentes?! Deixe-me ver… Henry Miller, no início do Séc? Marguerite Duras, desde os anos 30? Sim! Realmente não houve inovação no campo da arte, do sexo ou da religião moral e sexual. Apenas vivemos mais do mesmo, onde tudo é permitido, pois o ser humano sempre fez o que quis, mas nada é recomendado. No entanto, devo admitir, deve-lhe ter dado muito trabalho, chegar a um nível de consciência decrépita como a sua. A minha avó sempre disse: Se não tens nada inteligente para dizer, fica calada.
    Iris Barroso - http://30diaspara.blogspot.com | 01.07.2008 | 15.36H
  • Por exemplo, se os terroristas arabes tivessem em terra as mulheres que lhes prometem no outro mundo, os atentados suicida acabavam.
    liberdade=felicidade | 23.05.2008 | 19.44H
  • Hibride-letuce, ninguém aqui estava à espera de lhe pedir permissão para fazer ou não fazer o que quisesse. Erro seu de leitura, com certeza...
    BILIBILI | 21.05.2008 | 19.09H
  • O meu último comment não é destinado a ofender ninguém. Façam o que quiserem............. hehehehe
    Hybrid-lettuce | 21.05.2008 | 18.32H
  • Sexo é bom.... sem margem para dúvidas... Porquê tanto despique? Ainda bem que há diversidade enão anda toda a gente atrás do mesmo. Senão tinha que esconder o meu fofinho para ninguem ver... eh pa... deixem-se de tretas e adoptem a música dos KORN - A.D.I.D.A.S. Assumam: All Day I Dream About Sex
    Hybrid-lettuce | 21.05.2008 | 18.31H
  • Oh Bilhete, toda a gente faz sexo, como toda a gente sabe dar pontapés numa bola. Mas há o futsal, o futebol de praia, os solteiros-casados, a Liga BW, a Premier League e a Liga dos Campeões. Está bem de ver que o meu amigo é mais solteiros-casados. Mas deixe-me que lhe diga que não há nada como uma final da Liga dos Campeões. Prosápia à parte, já joguei algumas sabe, embora com menos público... Para si fazê-lo com uma afegã ou com uma chinesa é tudo a mesma coisa mas deixe-me que lhe diga que se experimentar uma dinamarquesa vai perceber porque é que eles estão no Primeiro Mundo!!!! Acredite amigo, com mais e melhor sexo, acabavam-se muitos dos males do mundo.
    Fernando da Costa - Lisboa | 21.05.2008 | 13.28H
  • Ó FERNANDO DA COSTA, desculpe, mas, com todo o respeito, o seu discurso sobre os valores e a democracia é bastante naíf. Acha mesmo que nesta democracia de liberalismo económico cavalgante é você que escolhe? Escolhe, sim, depois de o seu cérebro ter sido dia e noite metralhado com as opções que outros querem que você escolha. As nossas crianças são também metralhadas dia e noite com anúncios de modelos de todas as espécies, para os desejarem comprar, ou seguir, e, por isso, se transformam depois num rebanho colorido mas sem vontade própria, ou pior, que confunde a vontade própria com o usar-se umas calças ou uma camisola ou um piercing diferentes. É só gestos, cada vez mais sem conteúdo, não percebe? Mas, claro, tudo promovido com o choradinho hipócrita dos grandes valores humanos, da liberdade, da democracia, pffffff... E do sexo! Dá vontade de rir. Para quê falar tanto de sexo? Não têm mais nada nos miolos? É que toda a gente faz sexo, sabem? Até aqueles que não falam dele! Até os árabes e as árabes, as chinesas e os chineses, os gatos e as gatas, os cães e as cadelas! Há alguém que ainda ache que vai ensinar sexo a alguém? Valha-me Deus! Entrem no século XXI. É claro que o autor do artigo está anos de luz à sua frente...
    BILHETE | 21.05.2008 | 11.49H
  • Sabe bem ganhar um debate.
    observador | 20.05.2008 | 19.04H
  • Ainda para o amigo Observador... Então a minha escolha não tem que ser individual?? Eu não sou carneiro e não papo rebanhos nem pastores! É a democracia e só ela, com as suas inúmeras imperfeições, que mo permite. Sabe, Observador, quando se fala em Liberdade não se está a falar em bandalheira ou anarquia! Quando se fala em Liberdade como valor fundamental é a liberdade de pensar, de escolher, de não escolher, de ler, de aceder à informação, de questionarmos os poderes públicos, de mandarmos mails para o Governo a Presidência da República ou a CML, de emitirmos opiniões, de fazer o que nos der na gana dentro da nossa casa desde que não se infrija a Lei ou incomode os vizinhos... Mas, que diabo, eu sou obrigado a usar cinto de segurança, é verdade. E obrigam-me a pagar impostos, eu também não queria. E tenho que pagar as coisas que levo das lojas, que também acho um absurdo... mas, enfim, já me acostumei-me a tiranias do género.
    Fernando da Costa - Lisboa | 20.05.2008 | 18.38H
  • Oh amigo Observador, eu não costumo entrar em grandes polémicas com outros "comentadores" porque senão não fazia mais nada....toda a gente me ataca oh diabo!! Mas, sabe, fiquei aqui a pensar se vivemos os dois em Portugal. O caro amigo escreve "Aqueles que me querem proibir de tudo e de nada em nome da liberdade. Nunca em tanto ano de vida foi tanta coisa proibida, em nome da liberdade." . O caro amigo vai-me desculpar mas aqui neste país onde eu vivo e que se chama Portugal, eu não estou cerceado de qualquer liberdade individual. A não ser que o meu amigo queira andar nu no meio da rua, ou coisa do género. Bem, eu sou nudista, não me incomodava, digo-lhe já... mas o seu amigo JCN aposto que nem quer ouvir falar em semelhante coisa. A Virgem nos acuda, homens nus, com as partes pudibundas ao léu - é o demo, é o demo...
    Fernando da Costa - Lisboa | 20.05.2008 | 18.25H
  • Este artigo, cheio de mentiras e deformações (depois de Bach houve por exemplo Mozart...), diz mais sobre as frustrações e a vida infeliz de quem o escreveu do que sobre qualquer outra coisa. Lamentavel é ser escrito por um Professor Universitário, de quem se esperaria o mínimo de honestidade intelectual. Mas infelizmente nestas opiniões vale tudo, desde que se gere polémica e muitos comentários. É triste ver pessoas de elevada craveira intelectual e com respeitável currículo académico perderem a credibilidade por escreverem coisas insensatas.
    Académico | 20.05.2008 | 17.22H
  • Ainda para F. da Costa: Fico perplexo com essa sua obsessão pela liberdade, pela escolha individual e pelos valores individuais. Sendo certo que a democracia é o governo das maiorias, qual é a relação entre a sua liberdade, as suas escolhas e os seus valores, e a maioria que dita as leis?
    observador | 20.05.2008 | 16.54H
  • Pois. F. da Costa, você faz umas confusões diabólicas. Antes do mais, essa sua democracia é precisamente o que está em causa: cada qual é rei do seu reino e ditador do seu espaço. A tal democracia sem rei nem roque e de ditadores privados. Aqueles que me querem proibir de tudo e de nada em nome da liberdade. Nunca em tanto ano de vida foi tanta coisa proibida, em nome da liberdade. É confuso, não é? E, já agora, eu sou agnóstico. Não sei se percebe. Não deve ser difícil.
    observador | 20.05.2008 | 16.45H
  • O que está mal no sexo é a sua comercialização criminosa. De resto,tudo o que é feito em privado,sem violentar,quer a moral pública,quer a vontade do próximo,de resto dizia,são moralismos empolados,obsessivos!...
    jovemvidente | 20.05.2008 | 15.36H
  • Sabe o que me incomoda, caro Observador? É quando se começa a defender as democracias que nos dão mais jeito. Parece que há umas democracias que são boas, as que têm "valores" - quais valores? - e outras democracias que não prestam, porque não têm "valores" - quais valores? Quem é que decide quais são os "valores" bons e os maus? "uma democracia ditada por algum tipo de valores. ". Sabe, e se eu não gostar desses seus valores? E gostar de outros valores? Porque é que os seus valores valem mais que os meus? Eu não quero os seus valores, tenho os meus e servem-me bem! O que nos distingue é que eu não acho que toda a gente tenha que se gerir pelos meus valores!!!!!! Nem acho que os meus valores sejam os únicos aceitáveis!!!!! Nem acho que se deva penalizar com dureza quem não tem os meus valores!!!!!! Está a ver o quadro?? Metam na cabeça que a democracia é,entre outras coisas, para que não se imponham os "valores" de uns quantos. À face da Lei, toda a gente é igual, independentemente de credo, cor da pele, orientação sexual, ou "valores"... Eu não preciso que venha NINGUÉM ensinar-me por que valores me tenho que seguir! E quero ter o direito e a liberdade para não ser OBRIGADO a aceitar os seus "valores" ou, pior, os do JCN... vade retro satanás!!!!!!!! Sabe, é que eu não preciso que me digam porque valores me devo seguir ou educar os meus filhos. Não preciso que sejam livros a fazê-lo e não reconheço a NINGUÉM autoridade, moral ou outra, para o fazer!!!!! Como vê, caro Observador, a ditadura não foi assim à tanto tempo, só que agora chamam-lhe "democracia com valores"!!!!!!!!!!
    Fernando da Costa - Lisboa | 20.05.2008 | 13.31H
  • estou completamente com o Autor.
    Ls | 20.05.2008 | 11.52H
  • Meu caro Fernando, entre esta democracia demo-liberal e uma democracia não liberal vai um abismo. A coisa está no excesso de liberalismo, o económico e o outro. Um liberalismo económico e social que tem levado boa gente a questionar-se sobre, por exemplo, a ideologia do PS. Como vê, há mais democracia para além da ditadura...
    observador | 19.05.2008 | 23.57H
  • Caro Observador Os valores em democracia vivem-se e promovem-se junto das pessoas, não se promovem por decreto universal. Os valores da sociedade logo passarão para a legislação. Além disso, estamos seguramente melhor com este sistema do que com um sistema que promovesse os valores de JCN ou de um de nós individualmente. Finalmente, a propósito de democracia, também estou de acordo que é o pior sistema, depois de excluídos todos os outros. É que até agora sempre que se inventou algo diferente o resultado foi muito mau.
    CA | 19.05.2008 | 21.07H
  • Meu caro F. da Costa, está redondamente enganado. A coisa não se põe entre democracia e ditadura, entre 25 de Abril e fascismo. A coisa põe-se entre este tipo de democracia laxa e sem princípios e uma democracia ditada por algum tipo de valores. Não será já tempo de acabar com a história da ditadura? sabe há quanto tempo foi isso? há 34 anos, senhor! Compreenda que já mudou muita coisa daí para cá. E que muita coisa tem ainda que mudar. Saudações democráticas.
    observador | 19.05.2008 | 18.25H
  • Já que sou citado, caro colega Observador, respondo à sua pergunta: Não! O que eu percebo é que esta coisa da democracia vos é adversa. Eu sei muito bem e compreendo porquê! "esta sociedade sem rei nem roque, sem princípios e sem cultura, onde todos são ditadores privados e reis de pacotilha. " 1- Sociedade sem rei nem roque? Na ditadura é que era, não é? 2- Sem principios nem cultura? A cultura a preto e branco do Estado Novo é que era. Havia Ordem! E ranchos folclóricos! Textos de maricas, isso não!!! 3- Ditadores privados e reis de pacotilha? Quando dá jeito, dizem que o Sócrates é um ditador. Quando não dá, o povo é composto de ditadores privados. Eu sei que os fundamentalistas católicos não querem ditadores privados, querem um ditador para o povo todo...controla-se melhor! Reis de pacotilha? Dava um jeitão bestial à Igreja ter reis como o D. João V para poderem manobrar à vontade e gastarem os recursos de um país a fazer outro convento de Mafra, ah pois dava!!!
    Fernando da Costa - Lisboa | 19.05.2008 | 17.25H
  • Todos aqueles que aqui comentaram esta notícia têm razão. O mundo está de facto diferente para melhor e para pior. Hoje em dia há mais liberdade, porém, há também aqueles que aproveitam essa liberdade para fazerem o que lhes dá na telha e deste modo cometem-se atrocidades e desrespeitam-se os outros. Há também uma exposição mais mediática de tudo o que se relaciona com a sexualidade e isso, tem duas faces. A divulgação serve para que sejam criadas medidas de prevenção, como é o caso da pedofilia. A outra face é que a divulgação planetária deste tipo de barbáries e atrocidades lança o pânico nas pessoas. A meu ver não há qualquer desorientação social ou sexual, pelo menos não maiores que aquelas que sempre existiram. Sempre houve e haverá homossexualidade e promiscuidade sexual. Isso faz parte da condição humana, porém, o mais importante é que estejam estabelecidos os limites dessas manifestações, que são do foro privado das pessoas e que não devem colocar em causa terceiros, nomeadamente crianças, jovens e idosos. Uma sociedade tem de ter regras, tem de ter hierarquias. Sem isso seria a lei do Oeste e cada um faria o que lhe apetecesse. O que nos diferencia dos animais é o raciocino, e é a este que devemos recorrer sempre que seja necessário corrigir a trajectória de uma sociedade e impor-lhe limites. A máxima pela qual nos devemos reger é o respeito pelo próximo, seja ele como ou quem for, independentemente de raças, credos, sexualidade ou outros valores que defenda. Há valores universais que conquistamos desde que saímos das cavernas. Democracia, Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre outros, são valores têm de ser preservados a todo o custo sob pena de voltarmos para dentro das ditas cavernas e passarmos a viver novamente à paulada uns aos outros. A vida em sociedade tem este preço. Temos de respeitar os outros se pretendemos ser respeitados. Quem não se quer dar a este trabalho, tem de ser punido. Nenhuma sociedade quer ter violadores, ladrões e marginais, e como tal, estes devem ser postos no seu devido lugar, para que aqueles que seguem e cumprem os limites impostos pelas regras o possam fazer em segurança. Nada disto passa forçosamente por extermínios em massa de grupos sociais, raças e etnias ou qualquer outra compartimentação humana, que se julgue por adequada. Se um ladrão rouba vai preso, se um traficante é apanhado tem de pagar por isso, se alguém faz mal a uma criança sabe que terá de pagar bem caro por isso, de acordo com o modo como a maioria dessa sociedade decidir. Neste e noutros campos, é à sociedade que assiste o direito de impor a pena que julgue mais adequada. Neste aspecto, há, como se saber, países que a forma de punição varia de estado para estado – refiro-me naturalmente aos EUA. Neste domínio da sexualidade (e não só), penso que as crianças são o que de mais sagrado existe - elas são o nosso futuro - e quem pense ou lhes faça mal, terá obrigatoriamente de ser severamente punido de modo a restabelecer referências. As crianças de hoje serão os futuros adultos de amanhã e comportar-se-ão com tolerância, proporcionalidade e bom senso se as ensinarmos dessa forma. Quanto ao resto, cada um sabe de si, desde que tenha pudor público e respeite quem pensa e se comporta de modo diferente. Pluralidade sim, mas com limites e dentro de um enquadramento social adequado. As pessoas têm de encaixar que uma das regras mais importantes que há em sociedade é o respeito mútuo e a proporcionalidade. Sem isso, vira bagunça total e não passamos de mero animais irracionais que se atacam e comportam de maneira instintiva. Acho que já passámos essa fase não?
    CD | 19.05.2008 | 17.01H
  • Corrigindo o comentário que saíu com gralhas: Estamos no século 21, diz o Miguel. Ora, o que João César das Neves quer dizer, precisamente, é que está na hora de entrar no século 21, de questionar e superar todo esse terrível testamento do século 20: esta sociedade sem rei nem roque, sem princípios e sem cultura, onde todos são ditadores privados e reis de pacotilha. E creio não andar longe da verdade se puder esclarecer F. da Costa sobre o seguinte: tanto João César das Neves quanto eu e muita outra gente já demos todos para o peditório do sexismo. Percebe?
    Observador | 18.05.2008 | 23.31H
  • Estamos no século XXI, diz o Miguel. Ora, o que João César das Neves quer dizer, precisamente, é que está na hora de entrar no século 20, de questionar e superar todo o terrível testamento do século XX: esta Sociedade sem rei nem roque, sem princípios e sem cultura, onde todos são ditadores privados e reis de pacotilha.
    Observador | 18.05.2008 | 23.13H
  • Estou com o autor. Vejam lá o comentário que os jovens de hoje fizeram ao meu soneto "Amor é fogo que arde sem se ver...". Correu por aí um mail que dizia:_ Ó Camões, isso não é amor, é falta de sexo! E depois olha, admiram-se....violações, caves, torturas, eu sei lá. Venha mas é a inquisição da igreja católica, ressuscitar a "moral dos nossos antepassados" que com essa nada disto acontecia! Nem violações nem caves nem torturas! Contra o progresso, marchar, marchar!
    Luís de Camões | 18.05.2008 | 15.42H
  • Século XXI, César das Neves, estamos no século XXI.
    Miguel | 18.05.2008 | 13.13H
  • incrivel,neste comentário atrás descrito,podemos ver como alguns portugueses ainda são tão atrasados,incultos,altamente ignorantes do mundo em que vivem.não admira com um povo assim,a situação de desastre social em que nos encontramos.confundir crimes com orientações sexuais,é do mais insane e pré-histórico que existe!!!
    beatrus-narnia | 16.05.2008 | 15.54H
  • Este seu comentário é no mínimo ridículo. Você acha que no Império Romano ou Islâmico não havia incesto, pedófilia, pederastia, homossexualidade e promiscuidade sexual de toda a ordem? Tudo isso está bem documentado e, muitas vezes, o nível de aceitação dessas práticas era institucionalizado e corrente. Hoje em dia acredito até que há mais decência do que nesses tempos idos, o que difere é que certas coisas são mais e melhor publicitadas devido aos meios de comunicação e informação. Agora se me perguntarem se concordo com casamentos ou adopção gay, a minha resposta é NÃO. Se me perguntarem o que acho da homossexualidade e transexualidade, eu digo que as considero graves doenças psiquiatricas como a pedofilia, bulimia, etc, e devem ser tradadas por profissionais.
    JC | 16.05.2008 | 12.45H
  • "O politicamente correcto diz-nos como pensar, mas no campo sexual vive-se, não liberdade, mas desorientação." Há alguma coisa que o senhor queira confessar? É que eu estou bem orientado. E você?
    Daniel Paiva | 16.05.2008 | 03.23H
  • Com todo o respeito pelo cronista, acho que representa a mentalidade faz de conta, muito característica de um passadismo recente. Nos dias de hoje, é certo que há situações que nos chocam, mas a diferença está em que hoje esconde-se menos a realidade nua e crua. Somos mais verdadeiros. Com este conhecimento, com estes choques, estamos mais preparados para combater as situações que o mereçam. Já agora, que faria o cronista no caso das situações de pedofilia dos sacerdotes católicos nos USA? Mantinha o segredo dentro das sacristias ou dava à estampa o caso para que fosse severamente reprimido? Orientações claras na moral sexual? Ele há cada um!
    José Carvalho | 15.05.2008 | 20.18H
  • Muito bem CA. Sabe, são os profetas da desgraça que gostam de cataclismos e vêm o mundo sempre a negro! (sem ofensa para os meus patricios africanos) Como também não percebem que a brutal mediatização e abertura da sociedade colocou a nú muitas coisas. Há 30 anos, quem vivia em Beja (p.e.) sabia lá o que se passava em Lisboa. Hoaje sabeemos em detalhe e no próprio dia o que se passa na Áustria! Havia censura. Não se falava dos Ballet Roses, mas lá que eles existiam, existiam! Mas sabe CA, o cronista acha o sexo uma coisa nojenta. Aquela coisa que não se pode dizer o nome que é pecado, sabe?, é só para procriar...
    Fernando da Costa - Lisboa | 15.05.2008 | 16.48H
  • JCN parece ter um enviesamento estrutural sempre que se fala de sexo. O que há de novo na nossa época é que se começaram a condenar comportamentos sexuais não consensuais que sempre existiram. Pedofilia sempre existiu. Hoje é sexualmente condenada. violência sexual nas famílias sempre existiu. Hoje é socialmente condenada. E por aí fora. Certos comprotamento consensuais sempre existiram, como a homossexualidade mas, visto que ninguém é capaz de apresentar razões sérias para a sua condenação, passaram a ser socialmente aceites, embora sempre hovesse amigos que viviam situações conhecidas e aceites desde que não publicamente explicitadas. francamente acho que esta mania de que antigamente é que era bom pode ser válida em algum campo mas na sexualidade e nas relações humanas nao é certamente.
    CA | 15.05.2008 | 15.42H
  • PORTO ABERDEEN 1984 CUP WINNERS CUP "Portugal is another hotbed of allegations. What started this winter with published insults between high officials has led to specific claims against Jorge Nuno Pinto da Costa, the most powerful man in Portuguese sports. . His club, Porto, is a quarterfinalist in the UEFA Champions' League. His reign as president of Porto and head of the Portuguese league and the referees commission leads to periodic accusations of vested interests. . However, Fernando Barata, a hotelier who once presided at the Farense club, has named names. He cited the 1984 Cup Winners Cup semifinal, charging that Pinto da Costa bribed Ion Igna with $50,000 to smooth Porto's victory over the Scottish team Aberdeen." By Rob Hughes, International Herald Tribune (Wednesday, January 15, 1997) http://www.iht.com/articles/1997/01/15/soccer.t_4. php (2nd page)
    Mais do mesmo | 15.05.2008 | 13.16H
  • Concordo com o cronista, penso que existe diferença entre desenvolvimento e avanço tecnologico, a Humanidade não está melhor nem pior do que sempre foi, simplesmente está diferente....!É verdade que a liberdade é um valor que a Humanidade deve sempre valorizar e preservar, mas será que só isso chega?liberdade sem bases como educação, p.ex., pode dar em catástrofes humanas, como a pedofilia....!Só quero dizer mais uma coisa: Sr CASANOVA, não é preciso ser bom em sexo para se saber o que se quer, não acha?pode ser-se muito bom em sexo oral, como o senhor deve ser, mas estar-se desorientado e confuso! Saudações
    Alberto | 15.05.2008 | 11.53H
  • Eu acho que o comentador devia falar sobre o que sabe, já que o sexo não é, certamente, um desses assuntos!! Quem sabe, pratica, tem prazer e gosta de sexo não diz disparates como "Na moral sexual, onde os nossos antepassados tinham orientações claras, assiste-se à maior confusão de critérios.". Confusão de critérios???????? Estamos a falar de sexo ou de análise matemática??????? Para quem não acredita no progresso e na teoria da evolução, nem na evolução, é compreensível que se diga que caminhamos para o abismo. Esta malta fundamentalista gosta muito de grandes catástrofes, grandes pragas e fomes para matar os infieis, dias do juizos finais para massacrar todos aqueles que se desviaram do caminho e da orientação do seu deus, grandes e terriveis castigos, e por isso escrevem enormidades como "Deu muito trabalho chegar a este nível de depravação.". Até parece que só há pedófilos agora, só há abusos sexuais agora ou que agora há mais crimes sexuais que noutra altura qualquer. E a perfidia chega ao ponto de, por causa de uns quantos tarados, se pretender restringir a liberdade sexual de todos os cidadãos. Eu acho que uma boa sessão de sexo oral faria muito pelo cronista!!!
    Casanova | 15.05.2008 | 10.16H
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