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OPINIÃO

Teste grego

17 | 11 | 2011   11.13H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

O mundo deve muito à cultura grega, que nos ensinou a filosofar, fazer arte e tantas mais. Mas é bom lembrar que a primeira vez que esse povo deu nas vistas foi no final de uma guerra, ao introduzir na cidade vitoriosa um pequeno número de guerreiros escondidos, que levaram à ruína os vencedores.

Hoje a União Europeia sente-se como a velha Tróia. A Grécia, a única economia obrigada a ficar de fora aquando do nascimento do euro em 1999, só entrou em 2001, aldrabando as contas para o conseguir. Hoje é a dissimulada e pequena Grécia que gera a crise alegadamente fatal para o euro. O teste grego tornou-se assim decisivo. A dois níveis.

Para os países em dificuldades, como nós, a finalidade é provar que somos muito diferentes da Grécia. E somos. Mas é bom não esquecer que temos por cá muitos «gregos». Todos aqueles que convidam à subversão, recusam os sacrifícios, duvidam do caminho e esquecem as tarefas de reconstrução em nome de vinganças ou raivas, repetem aqui aquilo que, mais que a dívida, afundou o nosso parceiro helénico. Porque o problema grego tem sido, acima de tudo, de solidariedade nacional.

O teste grego é também precioso para a União. Esta perturbação mostra bem os enormes custos do fim do euro. Instabilidade cambial, perda de poupanças, colapso financeiro e recessão económica, não só nos estados membros mas em todo o mundo, são a alternativa a uma solidariedade comunitária, de que muitos ainda duvidam, mas que certamente acabará por vingar. A Europa tem de sair mais forte do teste grego. Ou não sai.

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7 comentários

  • Apelo à comunicação social, para que nos informem de todos os factos. Quem era o alemão que um polícia à paisana, agrediu com um bastão nas imediações da Assembleia da República? Segundo o Correio da Manhã, a PSP, disse que na 2ª feira dia 2011-11-28, iria revelar mais pormenores, Onde estão esses pormenores?
    David JM Torres | 01.12.2011 | 23.43Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Waw, muita letra e muita treta mas pouca cabeça?, caro JM. A partir das premissas que aponta faz aí uma dedução que é uma autêntica derrapagem, com poeira: deduz que o Estado Social está acabado. Eheh. Onde é que você estudou? É que o problema, se bem se lembra, não é do Estado Social, caro amigo. O problema é esse Estado Social ter sido atacado por um grande número de privados sinistros e sem escrúpulos que passaram a colar-se a esse Estado Social para dele ir sugando os dinheiros dos cidadãos (públicos). Logo, utilizando as boas regras da dedução, não é o Estado Social que é o problema, mas a quantidade de espíritos parasitas que a eles se colaram. Pelo que o que é necessário é eliminar esses parasitas, e não o Estado Social. A grande fatia de parasitas são instituições privadas coladas ao Estado a dizerem que fazem "serviço público", lobbies que se acercam do Estado Social e querem isto e mais aquilo, etc. Comece por aí, JM, e vai ver que alarga os horizontes. E quando começa a alargar os horizontes verá muitas mais coisas: que a dívida de muitos desses países é "dívida odiosa" (informe-se!), foi feita à revelia do conhecimento dos cidadãos que possuem o Estado, em esquemas de índole abusiva, premeditada, e criminosa. Os portugueses têm de se sentar e começar a pensar, e a fazer contas. E a primeira coisa que têm de fazer é saber onde está o dinheiro que falta a circular na sociedade portuguesa? Quem é que o tem, os nomes deles. E como é que ele foi parar aonde está, quem foi cúmplice? Só depois de saberem isto tudo é que os cidadãos portugueses estarão suficientemente esclarecidos para poderem levantar o seu país. Nomes, quantidades desviadas, como foram desviadas, e locais onde se encontram essas quantidades desviadas.
    HÁ QUE APANHAR OS CRIMINOSOS | 01.12.2011 | 11.42Hver comentário denunciado
  • Desde o último quartel do século XX, as sociedades de muitos países enveredaram por um modelo de desenvolvimento assente na não-sustentabilidade, na corrupção, no endividamento e na irracionalidade económica. Hoje esses países, onde se incluem os PIIGS, entraram numa espiral de insolvência, descrédito e empobrecimento, que era inevitável. Tal como inevitável seria a emergência e elevação dos padrões de vida de uma percentagem enorme de seres humanos, até ai a viverem com atrasos e carências manifestas. Sendo assim, os paradigmas do emprego para toda a vida, Estado Social, criação de dívida, exploração cega de recursos naturais e humanos até à exaustão e desresponsabilização, que sustentaram a caminhada para o caos económico-social, estão acabados e descredibilizados.
    JM | 01.12.2011 | 00.32Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Ó Dr., então quem duvida, discorda,ou acha que os caminhos seguidos não são os corretos não é patriota? Não é solidário? Essa sim, é a estupidez do ano. Diria até do século. Ou dos ultimos séculos. Então o que é que vivemos? Democracia? Ditadura? Em que é que ficamos!!! Eu, pessoalmente, concordo com muitas das medidas do Passos e compª mas com outras...nem aqiu nem na "china". Para mim esta politica do corta corta sem incentivar a economia, o emprego, sem fazer perder "o medo" ao investimento, sem apoio à inovação, sem ajuda a uma boa e eficaz formaçao, etc.... é uma politica completamente errada, incompetente e sem nenhuma razão de ser, uma vez que só vai acabar de nos enterrar, só estão a adiar o enterro, nada mais. Então quando eu digo que os nossos governantes são como burros com palas estou a ser antipatriota? Não sou solidário? Então que o seja mas sou um não solidário convicto que o Passos e compª são muito limitados e que gostam muito de estar de quatro para a Angela e o Sarkozy (ás tantas até gostam mesmo). P.S. eu não sou daqueles que se me dizem para me atirar da ponte porque devo fazê-lo pela "pátria" me atiro, pelo contário, atiro é o gajo que me disse isso.
    pedro lindo | 21.11.2011 | 18.15Hver comentário denunciado
  • AINDA GOSTAVA DE OUVIR ESTE TÓTÓ EM CONFRONTO, E EM DIRETO, COM UM OUTRO ECONOMISTA NÃO VENDIDO AO CAPITAL.
    Joãoi Malheiro | 18.11.2011 | 13.38Hver comentário denunciado
  • Caro JCN . . . ! Deixe lá, homem . . . ! Montar a cavalo . . . ! Não é para . . . ! Qualquer "malguinha" . . . ! E logo quando . . . ! Se trata dum cavalo . . . ! De Tróia . . . ! ! !
    alexandre barreira | 17.11.2011 | 14.58Hver comentário denunciado
  • Portanto se eu duvido do caminho, estou a afundar o país. Engraçada esta ideia não é? Já se ouviu isto no tempo dos fascismos ... curioso que a repitam agora, quando deveriamos mobilizar todas as pessoas.
    Albicastro | 17.11.2011 | 11.44Hver comentário denunciado
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