Barulho por nada
Como se não bastasse o estado em que o país se encontra, ainda por cima temos a tristeza do estado da justiça! A única forma de sobrevivermos a tanto disparate é rir, já que chorar não adianta.
Parece ser impossível neste estado de direito não existirem fugas de informação. Mesmo quando o Sr. Procurador vem dizer que pediu a máxima descrição mas que, enfim, foi o que se viu.
E o que se viu foi a comunicação social em peso, ainda o sol não tinha nascido pelas imagens das televisões, estar à porta de locais onde iam existir buscas, ou onde pessoas iam ser detidas para interrogatório.
Já vimos de tudo ao longo dos anos. Quem se esquece do aparato e falta total de respeito do Sr. Juiz que irrompeu pela Assembleia da República com os média a tira colo para prender um deputado?
Tanto barulho por nada, como dizia Shakespeare. Onde andam os arguidos da Casa Pia? Onde andam os processos com anos e anos de espera?
Vive-se e morre-se pela imagem. A democracia morre todos os dias um pouco quando os direitos dos cidadãos são assim julgados em praça pública.
E como sempre, a culpa morre solteira!
As imagens repetem-se até à exaustão. E como sempre, o que hoje é novidade amanhã deixa de ter importância porque a avalanche de notícias sem qualquer fundamento é tão grande que o público em pouco tempo deixa de perceber o que é verdade e o que não o é.







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