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EDITORIAL

Uma criança, uma prostituta, a indiferença

13 | 12 | 2011   21.35H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

À medida que decorre o julgamento do Caso Rui Pedro, ficamos a perceber que há indícios fundamentais que não foram seguidos com o rigor e a persistência necessária. Nestas tragédias os “ses”, que dão a impressão de que se pudéssemos voltar atrás no tempo um milionésimo de segundo que fosse, tudo seria diferente, são sempre o maior pesadelo dos pais. Da mesma forma que o “Não havia nada a fazer”, dito por quem tem créditos para o afirmar, funciona como bálsamo tranquilizador. Mas neste julgamento ficam mais claros os “ses”, e mais certo de que havia muito mais a fazer, uma dupla tragédia para uma família que já vive crucificada.

Mas no meio disto tudo, o que mais me pasma é o encontro da criança com a prostituta, que na altura não foi validado porque, alega-se, a testemunha não acertou na cor do carro daquele que já era então o principal suspeito. Desculpem a minha ingenuidade se for deslocada, mas é assim tão banal este tipo de encontros? Há assim tantos por dia, ao ponto de um investigador ser levado a pensar qualquer coisa como “É pá, de facto aconteceu na tarde em questão, mas nada indica que seja o Rui Pedro! Aquela hora, podia bem ter sido o Manelinho ou o Joaquim”? Não seria importante descobrir quem era a criança colocada assim em grave risco, mesmo que achassem que não era aquela que aqueles pais davam como desaparecida? Afinal, nem a prostituição, nem tão pouco as relações sexuais com menores são legais, ou seja haveria ali sempre um crime por resolver. Mas ao que parece, nada fora do normal que perturbasse muito os investigadores.

Infelizmente, o pior é que tanto tempo depois, em que a versão dos acontecimentos de cada um foi repetida e ajustada, como é que se deslinda a verdade? Pobres pais, aparentemente mais próximos de uma resposta, frente a um arguido que não pode (porque é inocente), ou não quer dá-la.

© Destak

7 comentários

  • Ó minha senhora, este caso está como está porque a GNR, a policia judiciária, foram uns filhos da puta que por uma razão ainda desconhecida, quiseram ignorar tudo o que está a ser dito agora. Não acha isto estranho? Infelizmente eu não acho. Portugal é um país corrupto. A policia é uma merda, os politicos merda são, e a justiça é corrupta e inexistente. É para casos como este que deveria existir o jornalismo. O seu dever, assim como de tantos outros jornalistas, era de ir até ao fundo desta histõria, mas desde o inicio. Mas realmente é melhor ficar atras da secretária a escrever baboseiras. Concordo com o comentário anterior sobre o porco, o criminoso, o assassino Duarte Lima que a srª tão ofendida ficou quando os jornalistas estavam à porta de casa. Acho mt bem. A cara dos criminosos é para ser dada a conhecer. Se a justiça portuguesa tivesse funcionado com a brasileira funcionou neste caso, 99% dos filhos da puta dos seus amigos do PSD estavam na choça, assim como os criminosos de todos os outros partidos. Bem haja a Islandia que prendeu todos os filhos da puta que a levaram à ruina e hoje é o país que mais se destaca. REVOLUÇÃO JÁ !!!!!!!
    anticristo | 14.12.2011 | 21.26Hver comentário denunciado
  • O Duarte Lima só está preso porque a Policia Brasileira e a Justiça Brasileira fizeram bem o seu trabalho, e estavam a pôr em causa a bandalheira que se passa em Portugal, para não ficarem mal vistos lá tiveram de prender o Duarte Lima...
    Charles | 14.12.2011 | 12.37Hver comentário denunciado
  • Normalmente, na Justiça, abunda a prepotência. Basta ver a forma como se TEM DE tratar os Juízes. Falta pouco para um indivíduo ter de lhe beijar os pés e curvar-se até ao chão quando sua eminência (parda) fala. Associado a isto, vem, inevitavelmente o "quero, posso e mando", que é apanágio de qualquer português que detenha um pouco de poder que seja, desde a contínua da escola, passando pelo GNR ou PSP e pelas guichés da Função Pública e acabando, lá está, nos representantes de Deus na terra. Ou seja, Juízes e afins. O que os pais, as vítimas e outros que tais possam sentir ou pensar, não é para aqui chamado. Só à força de advogados de renome ou das presenças da TV. Quantas injustiças deste tipo não haverão, das quais nem ouvimos falar. O endeusamento e a falta de humildade, são sempre acompanhadas pelo pedantismo prepotente, que muitas vezes acaba por lixar tudo.Este, é apenas mais um caso. País pequeno, com grandes senhores. Estamos feitos
    PEDRO B | 14.12.2011 | 11.19Hver comentário denunciado
  • Não é por acaso que o caso Casa Pia levou os anos que levou e a impressão que me ficou é que se arranjou uns culpados à pressa e umas acusações também à pressa. Não estou a ilibar os culpados, mas a focar como os investigadores se revelam. Não por serem incompetentes, mas por os interesses, às vezes, falarem mais alto. Gostei da sua coragem! M.salgado
    M. salgado | 14.12.2011 | 11.18Hver comentário denunciado
  • desculpe CHARLES mas ninguem não! há os que passam uma portagem sem pagar e são logo condenados e presos e ficam sem o carro! atenção
    anónimo | 14.12.2011 | 10.19Hver comentário denunciado
  • E depois queixam.se que Nissan já não quer nada com Portugal, isto passa a imagem de um pais do 3º mundo, se acontecer alguma coisa com os chefes e engenheiros da Nissan eles percebem que a policia não esta cá para os defender, nem os tribunais, isto é uma selva, ... fonix vamos embora daqui....e assim sucessivamente dezenas de empresas que investiriam trilicolhões de euros vão pela pia abaixo...o mesmo se passa com o Isaltino, e outros gajos que fazem merda e ninguém é condenado em Portugal
    Charles | 14.12.2011 | 09.18Hver comentário denunciado
  • Cara Isabel . . . ! Não se admire tanto . . . ! Porque as "malguinhas" . . . ! Adoram "folhetins" . . . ! Que metam "enredos" policiais . . . ! E a "justiça" bate palmas . . . ! ! !
    alexandre barreira | 14.12.2011 | 06.59Hver comentário denunciado
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