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EDITORIAL

«Eu vou oferecer presentes de Natal!»

15 | 12 | 2011   18.41H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Já não aguento virar as páginas das revistas, ouvir os entrevistados na rádio e na televisão, a repetirem variantes politicamente correctas do “Este Natal não há ofertas para ninguém”, a que acrescentam a promessa de que lá por casa não haverá nem festa, nem comida, nem os luxos do costume. Até há quem diga que já explicou às crianças que este Natal, até o Pai Natal aderiu à troika, e os meninos depois de bem catequizados prescindiram de todos os presentes, que serão traduzidos em contribuições para instituições de solidariedade.

Não sei que natais tinham estas pessoas, nem que presentes ofereciam uns aos outros, nomeadamente aos filhos, para serem passíveis de tantos cortes e reduções, nem tão pouco o que comiam, para que uma dieta no menu represente uma tão grande diferença no seu orçamento. Suspeito antes que nervosamente confessam à comunicação social, e se calhar uns aos outros, aquilo que acham que fica bem dizer numa época de crise, ou seja, que mentem.

Espero bem que sim, porque já basta o que basta, sem que passe a ideia de que temos de agir como se estivéssemos num velório, e a alegria pagasse imposto. Gastar extravagâncias em presentes de Natal, ou inundar as crianças com tantas coisas que elas já não sabem para onde ser virar, acabando por não apreciar nada, é simplesmente falta de senso, em clima de austeridade ou de prosperidade. A dificuldade está sempre em acertar no presente com que o outro sonhou, e não em afogá-lo em embrulhos, que só revelam que não o conhecemos de lado nenhum e por isso apostámos em tudo ao mesmo tempo.

Quanto ao bacalhau, as filhoses ou as rabanadas, são tradições de um tempo em que Portugal e os portugueses eram muito mais pobres do que aquilo que são hoje. Da mesma forma que viver a celebração do nascimento de um menino-Deus que nasce num estábulo, é adorado por pastores, e vem dizer ao mundo que reis são aqueles que servem ( e não os que são servidos), sem pensar nos mais pobres e nos mais frágeis, é um absurdo total.

Por isso acho que devíamos fazer um movimento em contra-corrente, pregar na lapela dos nossos casacos crachás a dizer “Eu celebro o Natal”, “Eu dou presentes de Natal”, “Eu acredito no Pai Natal”, e andar pelas ruas da cidade, na esperança de contagiar aqueles que têm medo de ser felizes, ou de mostrar que o são. Ou seja, todos aqueles para quem o Natal não é, afinal, nada.

© Destak

21 comentários

  • Totalmente de acordo! Eu já tinha lido isto antes, mas só hoje vim de novo à procura para ler em voz alta para a minha família. A minha mãe disse que era pena que não tivesse lido antes: teria feito mesmo crachás e distribuído pelos presentes e pelos que encontrasse. Normalmente não comento estas publicações, mas tendo lido alguns dos comentários já publicados, senti-me na obrigação moral de o fazer. Obrigada, Destak e sobretudo Dra Isabel Stilwell, por me lembrarem que o Natal que conheço ainda existe na comunicação social. Ana Athayde Campos
    Ana Athayde Campos | 24.12.2011 | 22.37Hdenunciar comentário
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  • A mim parece mais que quem financia o Destak é a maçonaria. Pediria, portanto uma auditoria pública tanto ao Destak cvomo à maçonaria. Agradecidos!
    POVO DE PORTUGAL | 18.12.2011 | 17.43Hdenunciar comentário
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  • Apresentem provas, nem que sejam deduções que é o PSD que financia o Destak !!! Se isso for verdade, é grave, e é altura de denunciar as irregularidades. Não tenham medo !!!
    David JM Torres | 18.12.2011 | 16.35Hdenunciar comentário
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  • EU VOU OFERECER CARALHOS NO NATAL. É verdade, vou oferecer a cantar aquela musica do corneto, um caralho pra mim um caralho pra ti, ola ola.... Mas qual crise? Isso é para gente pobre. Nós, as isabeis stillwell da high society que somos financiadas pelo partido corrupto e mafioso do governos, temos dinheiro que chegue. Para nós não ha artigos Pingo Doce, mas sim gourmet. Os pobres? Esses que se fodam. Que continuem a sacrificar-se e a paga impostos, enquanto nós que vivemos no mundo da Barbie, vamos continuando por Cascais ou Sintra. Tem que ser. Alguem tem que ser pobre e alguem tem que chular a sociedade. Vamos la oferecer Hermes, Yves Saint Laurent, Channel Louis Vuitton, e o caralhon..... FODEI-VOS POBRETANAS.
    VELHA RICA FINANCIADA PELO PSD | 17.12.2011 | 21.05Hver comentário denunciado
  • Aos poucos, tudo envenenam e tudo adulteram, a o mundo fica mais triste e confuso. Um dia pagarão por isso. Ai isso não duvidem.
    OS QUE ENVENENAM | 17.12.2011 | 13.55Hver comentário denunciado
  • Bem haja ,Isabel, por levantar um pouco o ânimo a esta gente!! E é bem verdade que muita gente "celebrava" o Natal de uma forma que nada tem a ver com o tão falado (e tão pouco sentido!) "espírito de Natal"! Eu também vou dar presentes este Natal ... e vai-me saber "muita bem"!!! Podem não ser presentes caros ou da marca XPTO mas são presentes escolhidos/feitos com muito carinho e atenção ... porque afinal, o Natal é mesmo para acarinharmos e darmos atenção a quem nos é querido! Um Feliz natal ... com prendas!!
    Helena Resende | 16.12.2011 | 22.40Hver comentário denunciado
  • Esta senhora fala do Natal dos Materialistas (prendas) e dos impostores (Pai Natal). Mas nunca mencionam sequer o nome de Jesus Cristo. Ah ah, que cambada de interesseiros, e impostores também, hm?...
    PAI NATAL ASSALTA O MENINO JESUS | 16.12.2011 | 22.36Hver comentário denunciado
  • li isso hoje de manha indo para o trabalho,sinceramente adorei....acho que ela esta falando de uma população em geral,nem mais rico nem mais pobre.
    anderson | 16.12.2011 | 21.00Hver comentário denunciado
  • Celebrar o Natal (dia 25 de Dezembro), é celebrar o nascimento do menino Jesus. Acho incrível que no seu editorial nunca faça menção ao nome de Jesus. Sempre infantil, mimada e alienada...
    Ah, pois é! | 16.12.2011 | 20.01Hver comentário denunciado
  • É isabel, a srª fala bem pq os seus amigos do PSD que financiam este jornal decrepito, lhe dão mt dinheiro a ganhar sem fazer um cu. Crie la o seu movimento "eu dou presentes de Natal", nunca se sabe quando o seu movimento descer à rua possa encontrar um movimento chamado "tenho dinheiro no caralho para dar presentes".... A srª não vive realmente no mundo real. É verdade que os portugueses antigamente tinham o bacalhau, porque o bacalhau e a sardinha eram a comida dos pobres, era ao preço da uva mijona. Hoje em dia bacalhau e sardinha é para os ricos caralho.
    anticristo | 16.12.2011 | 19.00Hver comentário denunciado
  • Na Rua Sta Catarina no Porto, existe uma senhora sem pernas, e com graves deficiências no rosto. Se em 100 pessoas que saem com sacos de marcas caras, cada uma desse 10 cêntimos a essa senhora, seriam 10 €, que a senhora receberia. Pois, a maioria não lhe dá nada. O Estado dá-lhe cerca de 200 € por mês. Muitas outras pessoas compram comida para darem aos seus cães e gatos de luxo (os mesmos que deixam as ruas sujas, e que ladram sem alguém lhes fazer mal), mas a maioria dos donos não ajudam outros seres humanos. A IS, deveria ter isto em conta, quando fala do Natal. Porquê concentrar tudo numa só festa anual? Porque não distribuir durante todo o ano as ofertas, segundo a necessidade de cada um? A IS dá alguma coisa aos necessitados? Quando digo dar, é diretamente às pessoas e não às instituições, onde muitas delas ficam com a maioria dos donativos. Veja por exemplo, em relação aos partidos o que diz Medina Carreira:" 85% dos donativos aos partidos, ficam nas mãos dos angariadores". Deixe lá a hipócrisia do Natal e peça o que todos devem pedir: Cidadania, Civismo, Direitos e Deveres e 1.600€ de SMN !!!
    David JM Torres | 16.12.2011 | 16.06Hver comentário denunciado
  • O problema do Natal de muitas pessoas reside precisamente em basear esta fase no pai natal, pois esse Natal centra-se nos presentes para os meninos e ponto. Quando o Natal se centra na celebração do Menino Jesus e na Sua mensagem, a vivência desta quadra não se altera pela crise. Continua a ser uma fase de renovação interior e de oferenda de um pouco de nós a quem se cruza connosco. Feliz Natal para todos!
    Maria Jorge | 16.12.2011 | 15.43Hver comentário denunciado
  • Concordo. Este ano vou celebrar o Natal como sempre o fiz: com conta, peso e medida, ou seja, dentro das minhas possibilidades. É assim que se vive, seja ou não Natal.
    o justiceiro | 16.12.2011 | 14.00Hver comentário denunciado
  • Que a sua felicidade não crie nos outros alguma pena, cara Isabel Stilwell. Os outros não precisam que a senhora lhes diga o que é felicidade, ao contrário do que parece ainda pensar.
    FELICIDADE QUÊ? | 16.12.2011 | 13.49Hver comentário denunciado
  • O mundo está cheio de burras, principalmente loiras, a quererem dar as suas opiniões descoloridas. Técnica de ultimo recurso: encher-se de cor.
    LOURAS BURRAS, MULHERES XICOS-ESPERTOS | 16.12.2011 | 13.45Hver comentário denunciado
  • Isso mesmo cara Isabel. Temos que manter a alegria e o amor de dar não importa o valor, de mostrar aos nossos filhos o encanto da festa, 1 presente, as nossas boas refeições, porque aqueles que vão para a TV pregar cuidado com os gastos, são os que ganham alarvidades de ordenados e se dizem muito solidários com os mais pobres, INTURJÕES!! Só uma achega ao sr NJL, não vamos de deixar de escrever bem, eu às vezes também me engano e gosto que me corrijam, a palavra estivesse escreve-se com 2 s e não com 1.
    Maria , Lisboa | 16.12.2011 | 12.48Hver comentário denunciado
  • Parabéns pelo seu comentário realista Sr. Charles. O povo devia se lembrar do velho ditado "esticar a perna á medida do lençol " talvez muito boa gente não estive-se tão endividado !!!!
    NJL | 16.12.2011 | 12.27Hver comentário denunciado
  • Se as pessoas pouparem e fizerem orçamentos, há sempre espaço para compras de Natal, o problema foi durante anos nas escolas ensinarem matemática de m*rda e esqueçerem a matemática doméstica: orçamentos, calculo de emprestimos credifis e afins, taxas de juro, se as pessoas e o pais tivessem feito as contas, hoje não estaria-mos tão mal...eu faço compras para não levar à falência os vendedores e manter a economia a funcionar, mas há que ter limites, é como beber alcool eu bebo, mas com moderação, deviamos ter gasto com MODERAÇÃO, os Portugueses, Italianos, Espanhois, Gregos são paises quentes, latinos EMOCIONAIS, que não se controlam inclusivé nas contas, os paises do norte são mais frios RACIONAIS nao gastaram tanto e hoje estao bem, entao que tal um xanax para acalmar as ansias de gastar sem nexo?
    Charles | 16.12.2011 | 11.49Hver comentário denunciado
  • Só é pena que Jesus não tenha nascido em Dezembro, que o menino nunca tenha sido adorado por pastores, que se ensinem mentiras ás crianças como a do Pai Natal e que Jesus nunca tenha pedido para si esta adoração hipócrita e materialista que vejo à minha volta..
    HC | 16.12.2011 | 09.24Hver comentário denunciado
  • Esta senhora não vive no mesmo país que eu, ou então é muito burra. Há que ter bom senso e saber que há muita gente que não pode nem por pãozinho à mesa quanto mais oferecer presentes. Se se tem que cortar em alguma coisa que seja nos presentes e não à mesa e no espírito de Natal! Também concordo. Mas há realidades que temos visto que não dão espaço nem para isso. Parece o "Engenheiro" Sócrates, em negação até ao fim. Acorde Sra. D. Isabel!
    CS | 16.12.2011 | 09.14Hver comentário denunciado
  • Cara Isabel . . . ! Hoje, as "malguinhas" . . . ! Estão mais preocupadas . . . ! Com o "Pai Natal! . . . ! A entrar em casa de . . . ! Caçadeira em riste . . . ! E sair de "saco cheio" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 16.12.2011 | 07.02Hver comentário denunciado
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