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EDITORIAL

O tempo do pai sem mãe e da mãe sem pai

18 | 12 | 2011   16.45H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Só no século passado, ou pouco mais atrás, e no mundo ocidental, é que a mãe assumiu tanto poder “oficial” em relação aos filhos, ao ponto de hoje a grande maioria das decisões judiciais, em caso de separação, lhe atribuírem a guarda das crianças. Até aí, a mulher pertencia ao marido, desde os seus bens ao seu corpo, e por maioria de razão o “fruto do seu ventre”, era considerado apenas um receptáculo transitório de uma vida que pertencia ao pai. Porque os filhos, por lei, eram também isso mesmo propriedade paterna, tendo estes direito, inclusivamente, a dispor da sua vida.

A esposa era, por isso, vigiada cuidadosamente, para que o filho nascido não pudesse resultar de outra inseminação, e bastava a suspeita de uma infidelidade para que fosse rejeitada, condenada à prisão ou à morte, e obviamente afastada, sem apelo, dos outros filhos que já tivesse. Enquanto isto, os homens podiam ter os filhos bastardos que quisessem, com pouca ou nenhuma recriminação. A responsabilidade pelo que corria mal, no entanto, era só delas: se da relação não nascia uma criança, podiam ser postas de lado, e rotuladas de estéreis; como era delas a culpa de só terem raparigas, quando se desejava acima de tudo um varão.

Hoje, a mulher é dona de si mesma e os avanços da ciência e da psicologia, levaram a tornar indiscutível a importância da sua ligação com o bebé, nem se pondo a hipótese de o separar dele, a não ser por razões realmente graves. O pêndulo oscila agora para o outro lado e corre-se o risco de relegar o pai para segundo plano, considerando-o um acessório descartável. O aumento dos testes de paternidade, embora exemplo de uma perícia técnica cada vez mais avançada, contém em si o passado e o presente, o dos homens desconfiados, que querem assegurar-se que o seu dinheiro, e eventualmente amor, só vai para a carne da sua carne, e o daqueles que lutam contra tudo e todos para assegurarem o seu direito a um filho que lhes é escondido e negado. Mas em nenhum dos casos é boa notícia.

© Destak

6 comentários

  • Bem visto, Isabel!
    Guedes | 19.12.2011 | 12.05Hdenunciar comentário
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  • Ah, os testes de paternidade só servem para isso (para aliviar a consciência dos pais)? E aquele estudo inglês que revelou que mais de 20% dos filhos não são, de facto, filhos do pai? Isso não perturba a consciência das mães?
    anónimo | 19.12.2011 | 11.14Hdenunciar comentário
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  • Querida Isabel esse argumento de que no passado os homens eram promiscuos e faziam filhos bastardos a torto e a direito não pega, no passado quem eram promíscuo era quem podia, e era tudo pobre, quem era promiscuo eram os Reis e como sabem havia milhões e milhões de Reis :) essa desculpa de: se os homens são uns filhos da p*ta nós mulheres temos direito a ser umas c*bronas não pega, eu pensava que a chegada da mulher à sociedade no século XX, era para MELHORAR a sociedade, porque para destruir já os homens a destroem à séculos....não precisamos de mais...
    Charles | 19.12.2011 | 09.59Hdenunciar comentário
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  • O facto de haver cada vez mais jovens e crianças sem educação, mostra a incompetêcia das mulheres na educação de crianças ... afinal as mulheres querem a liberdade para fazer aquilo que os homens fazem de mal, não querem para fazer algo de bom, se os homens no passado era uns filhos da p*ta as mulheres hoje fazem o mesmo, logo: que AUTORIDADE MORAL tem as mulheres para dizer que os homens sãos uns palhaços? se as mulheres são IGUAIS????
    Charles | 19.12.2011 | 09.46Hdenunciar comentário
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  • O aumento dos testes de paternidade mostra sim, que a mulher é tão promíscua como o homem, senão mais... a mulher hoje quer a liberdade para quê? para mostrar que tem melhor caracter que o homem? NÂO, é para mostrar sim, que é feito da mesma merda que o homem, num casal com filhos é o homem que dá a autoridade a mulher a afectividade, hoje em dia de facto há cada vez mais mulheres solteiras o que faz com que milhões de crianças cresçam sem AUTORIDADE, o resultado está á vista nunca como hoje houve tanta violencia assaltos, e pessoas sem regras nem caracter, isto tudo é fruto da falta de educação das pessoas, porque as mulheres tomaram conta da educação, basta ver as escolas é só professoras, e os alunos não respeitam mais os professores, tem de haver professores e directores cabra machos para dar autoridade e para por na ordem essa pocilga que se transformou o ensino em Portugal...
    Charles | 19.12.2011 | 09.26Hver comentário denunciado
  • Cara Isabel . . . ! Olhe que . . . ! Na prática . . . ! Não é bem assim . . . ! Porque se a mãe . . . ! Do JC era "virgem" . . . ! Já naquele tempo . . . ! Havia "malguinhas" . . . ! Com o "espirito santo" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 19.12.2011 | 07.29Hver comentário denunciado
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