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Começamos o
ano novo sem
Zine Ben Ali na
Tunísia, Mubarak
no Egipto,
Ali Abdullah Saleh no
Iémen, Nasser Al-Sabah no
Kuwait, Khadafi na Líbia,
Laurent Gbagbo na Costa
do Marfim e até sem Than
Shwe em Mianmar. A doença
de Fidel Castro afastou-
o finalmente de Primeiro
Secretário do PC de
Cuba em Abril e a morte
levou Kim Jong-Il na Coreia
do Norte. Menos dramático,
mas também muito
significativo, começamos
o ano sem Sílvio Berlusconi
na Itália, José Luís
Zapatero em Espanha,
Brian Cowen na Irlanda,
Georgios Papandreou na
Grécia e José Sócrates em
Portugal. Cada um destes
nomes estava no poder há
um ano e hoje não está.
Claro que todos os anos
existem mudanças políticas
significativas, mas é
raro um conjunto tão vasto
e relevante de alterações
tão próximas, muitas
impossíveis de prever
há poucos meses.
A lista não é apenas coincidência,
pois há dois
temas que dominam o
panorama: a Primavera
Árabe e a crise europeia.
Assim, nas margens do
Mediterrâneo, o ano de
2012 traz dois desafios
cruciais: no Norte de África
uma sociedade mais justa
e aberta; no Sul da Europa
uma sociedade mais parcimoniosa
e produtiva.
Mas 2012 traz sobretudo a
esperança de vir a acabar
sem Chavez na Venezuela,
Bashar al-Assad na Síria,
Bouteflika na Argélia,
Omar al-Bashir no Sudão,
Hu Jintao na China, Raul
Castro em Cuba, Kim Jong-
-un na Coreia do Norte,
Karimov no Uzbequistão,
Nazarbaev no Kazaquistão,
Lukashenka na Bielorrúsia
e sobretudo sem
Mugabe no Zimbabwe,
Ahmadinejad no Irão, dos
Santos em Angola e Putin
na Rússia.




