EDITORIAL

O cor-de-rosa também é de homem!

14 | 06 | 2012   22.11H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Gosto mesmo de futebol quando é Portugal que joga. Aí sim, consigo odiar o inimigo, vibrar com cada golo,  roer as unhas com o nervoso quando o relógio já está no tiquetaque final e ainda não ganhámos, ou estamos em risco de perder a vantagem conseguida. 

Além do mais, gosto dos fins de tarde com uma emoção programada_e em grupo, porque objectivamente é a única altura em que todos os viciados na modalidade conseguem ver futebol juntos, sem que os palavrões tenham como alvo o vizinho do lado. 

É o que digo, há dois dias que até ando com um lenço da bandeira nacional ao pescoço. Dito isto, convém frisar que ver os jogos na televisão é uma coisa morna, quando comparada com a rádio. Ouvi uma parte do Portugal-Dinamarca na Antena 1, e aquilo sim é empolgante. 

Um dos comentadores era especialmente brilhante, e a mil à hora “penteava” a bola, implorava a Ronaldo que “mantivesse a cabeça erguida”, “sim, sim, jogaste mal na segunda parte, mas precisamos de ti, precisamos, Portugal precisa”, clamava, para nos momentos de desespero gritar um sentido “não aguento, sofro, vou-me embora daqui!” Lindo! 

Reconheço, no entanto, que a televisão permite ir deitando um olho ao físico dos rapazes, à estética das camisolas (finalmente livres daquele encarnado-vinho!), às meias que não descaem, e ultimamente espanto-me com as cores das chuteiras, que sem que perceba porquê quebram o protocolo do equipamento igual para todos. 

E, pelo que me é dado a ver, o rosa-shocking é o favorito do nosso CR7. Grande é o dia em que até os machos do futebol deixam o cor-de-rosa entrar nas quatro linhas!  

© Destak
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