COLUNA VERTICAL

Na velha Albion

12 | 05 | 2015   22.12H
José Luís Seixas

O resultado das eleições inglesas parece ter dececionado uma parte significativa do comentário nacional apostado como estava na concretização do augúrio da ingovernabilidade que as sondagens projetaram.

O certo, porém, é que, uma vez mais, o voto surpreendeu porque as agências de estudos de opinião o tornaram surpreendente. Situação com demasiados antecedentes para não suscitar fundadas reservas.

O facto, aliás, deixou de ser a probabilidade que as sondagens conformam para passar a ser a eventual coincidência que podem traduzir. O seu desvalor potencia a sua aleatoriedade.

Se acertarem terá sido o acaso. Se errarem nada mais que o costume. O que nos leva a uma de duas conclusões: ou as metodologias adotadas não são as adequadas ou, o que é pior, foram travestidas
em amostragens com conclusões manipuláveis ao gosto de quem as faz ou encomenda.

Felizmente, pelo menos na velha Albion, a Mãe da Democracia, o voto dos cidadãos resiste aos engodos e manifesta-se pujantemente livre. Reconduziu Cameron com histórico resultado porque merecia.

A recuperação económica está à vista. Dos escombros em que parecia ter caído há uma década, ultrapassou em crescimento e prosperidade todas as restantes nações europeias.

Beneficiou da moeda própria, é certo. E dos disparates de muitos países continentais. Mas exibiu aquele suplemento de alma que sempre a agigantou nas situações difíceis.

© Destak
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