COLUNA VERTICAL

Maiorias relativas e incertezas absolutas

20 | 10 | 2015   21.50H
José Luís Seixas

Escrevi há uma semana que os tempos que vivemos estão perigosos. Isola-se legitimidade constitucional de legitimidade política. 

Fica-nos a ideia que que todos somos a mesa de um jogo de poker. As cartas atropelam a credibilidade do País e geram uma instabilidade que será cobrada e teremos de pagar. 

Lá fora, os investimentos estrangeiros projectados suspendem-se, a economia sufoca, os capitais agitam-se. 

É certo que a soberania popular deve superar todas estas contingências. Mas estas contingências alimentam os nossos quotidianos. 

A não ser, claro está, que o fisco se encarregue de encontrar no que sobra nos bolsos dos portugueses o dinheiro suficiente para vivermos e cumprir os compromissos que não nos serão perdoados.

O Dr. Costa perdeu. O Dr. Passos ganhou. Por pouco. O Dr. Costa nunca admitiu em campanha vir a constituir governo integrado ou suportado no PCP e no BE. Se o tivesse feito ninguém o poderia criticar por esta estratégia.

Porém, não o fez intencionalmente. Sabia que, se o fizesse, alienava parte do seu eleitorado. O mesmo que hoje se sente traído e enganado.

Enquanto isso, os investidores já vão saindo e o País empobrecendo. Volvida semana inteira e tido permanece igual. Uma tristeza!

O AUTOR ESCREVE DE ACORDO COM A ANTIGA ORTOGRAFIA.

© Destak
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