COLUNA VERTICAL

De Costa a Costa!

20 | 09 | 2016   21.41H
José Luís Seixas
Já todos percebemos que o OE para 2017 vai ser conhecido aos bochechos. Generoso, o Governo consente que as propostas mais tonitruantes sejam anunciadas pelos seus aliados. À deputada Mortágua coube uma fatia suculenta da estratégia, toda feita de expressão ideológica, o que satisfez a família e deu azo a brindes e festividades várias. Distanciou-se, com a prudência dos antigos, o velho PC, aparecendo na cena com recato e descrição, achando demasiado o óbolo e pueril a ideia de que resultaria. Quando se esperava uma reserva do primeiro-ministro, vimo-lo no sábado passado, secundando Mortágua nessa espécie de justiça social que passa por acabar com os ricos para satisfazer os pobres. Pensávamos, com a ingenuidade própria dos simples, que os igualitarismos teriam sido isolados no degredo mais negro do século passado. Como imaginávamos que o Dr. Costa perceberia que os “ricos” de que fala construíram o seu património à custa do tal rendimento de trabalho, poupando-o com privações e sacrifícios para conseguir dar estabilidade e segurança às suas famílias. Esses “ricos” são esta gente que somou alguma coisa ao que herdou e vive precatadamente. E hoje se sente enganada e revoltada ao ver o regresso do discurso contra a propriedade, abrindo uma porta de Pandora que nunca se sabe quando se fecha. Os verdadeiros ricos – que também os há – estão a precato de qualquer contingência fiscal ou outra. Por seu turno, os levantamentos dos depósitos bancários prosseguem a bom ritmo. Ninguém acha piada que o Fisco considere como presumível tratante que tem contas bancárias que, no seu conjunto, totalizem 50 mil euros. A banca, exaurida, ficará sem recursos. Mas a venda de cofres terá um aumento exponencial. Na presunção, ilidível, de que o Dr. Costa não mande um inspector tributário fazer revistas domiciliárias ou proíba os pagamentos em dinheiro! O autor opta por escrever de acordo com a antiga ortografia
© Destak
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