OPINIÃO

Vamos ao que é importante

09 | 11 | 2016   20.52H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Esta quinta-feira poderia falar aqui dos resquícios do Clássico, do regresso de Adrien. Poderia até falar do novo contrato de Cristiano Ronaldo, do acordo vitalício com a Nike, do jogo da Seleção Nacional que aí vem. Mas a minha e as nossas vidas são mais do que uma bola redonda e esta quinta-feira o assunto tem de ser outro, porque, na madrugada de quarta-feira, os norte-americanos elegeram Donald Trump como seu próximo líder. E sabemos que, quando os norte-americanos escolhem, escolhem em nome do mundo. Estranho planeta este onde a insegurança e o medo leva ao poder um símbolo da vaidade, da misoginia, da xenofobia, um homem de negócios raramente lembrado pela sua ética e escrúpulos. Pior – e isto é que provavelmente muita gente não se lembra –, alguém sem uma política económica e social inteligível, que aproveitou a campanha para enviar sinais errados (propositadamente errados, receio) sobre impostos, sobre o défice ou sobre as relações comerciais com outros países. Isto sem nunca juntar uma única medida credível. E isto num país que sai agora de uma administração Obama que conseguiu baixar o nível de desemprego para a casa dos quatro pontos percentuais. “Big problems, great solutions” ou outras patacoadas análogas que marcaram o discurso de Trump não podem valer vitórias em eleições. Ou podem, numa qualquer freguesia de trezentas pessoas, não nos Estados Unidos da América. Resta agora esperar que o discurso colérico de Donald Trump se vá apaziguando para algo mais moderado, mais liberal. A bem de todos.
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