OPINIÃO

A boa vontade de Nicole Kidman

29 | 11 | 2016   23.31H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
Há problemas que parecem perdurar nas nossas sociedades mesmo que já existam todas as condições para que sejam completamente erradicados. Um desses problemas é a violência contra as mulheres. Parece-nos quase inacreditável que as mulheres possam viver submetidas a circunstâncias onde são persistentemente agredidas, violentadas e vítimas de violência psicológica num mundo em que o conforto, o bem-estar e a realização pessoal são as principais marcas dos tempos. Há um sentimento geral de impotência no que toca a este drama que muitas mulheres das nossas aldeias, vilas e cidades enfrentam diariamente no espaço privado dos seus próprios lares. Mais do que solidária com esta problemática gritante, a sociedade tem de ser firme na denúncia deste crime público. Leio, incrédulo, a notícia de que a televisão de Marrocos pede desculpas públicas depois de ter transmitido um programa em que apresenta conselhos às mulheres sobre como disfarçar as marcas da agressão física com maquilhagem. É de lamentar que possa ainda passar indiscriminada esta visão profundamente desigual e que contraria tudo o que a humanidade se tem esforçado, ao longo dos séculos, por construir. Por outro lado, congratulo-me pelos esforços das instâncias internacionais que continuam a definir estratégias múltiplas para tentar erradicar este problema, como é o caso das Nações Unidas, cujos projetos têm sido determinantes na consciencialização social das questões mais prementes que afetam as mulheres no mundo de hoje. Realço o trabalho notável que Nicole Kidman, a atriz embaixadora da boa-vontade do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), tem feito em prol de uma sociedade mais igualitária e mais justa centrada na defesa das mulheres de todo o mundo.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE