OPINIÃO

Visão estratégica, OK

14 | 12 | 2016   23.44H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
A vitória do Benfica no dérbi do último fim de semana não é decisiva – falta tanto campeonato… –, mas tem peso. Muito peso, até. Principalmente, porque Rui Vitória, tantas vezes acusado de claudicar nos jogos com os maiores rivais, vai terminar a 1ª volta do campeonato com vantagem no confronto direto com os grandes: empate no Estádio do Dragão e triunfo no Estádio da Luz frente ao Sporting. Isto sem nunca ser a melhor equipa em campo. Rui Vitória fala de uma tal de «visão estratégica colocada em prática pelos jogadores» para justificar o triunfo. Hum? Vamos lá ver uma coisa: o Benfica marcou mais golos, ganhou e a partir daí não há muito para falar, mas trazer para cima da mesa «visão estratégica» soa estranho. Antes de mais porque não sabemos muito bem que «visão estratégica» será ela e depois porque os encarnados ganharam mesmo com uma enorme dificuldade em manter a bola e controlar o jogo, o que dificilmente me parece uma estratégia treinada ali para os lados do Seixal. Nestas alturas, convém não fugir a uma verdade que nada tem de vergonhosa: o Benfica ganhou porque foi eficaz e aproveitou da melhor forma os erros do adversário. E não há problema nenhum nisso. O mesmo vale para Jorge Jesus: dizer que o «Sporting não falhou em nada» também é querer tapar o sol com a peneira. Os leões até podem ter algumas razões de queixa da arbitragem de Jorge Sousa, mas perderam exatamente porque houve falhas. Em golos cantados em frente à baliza, por exemplo. E é assim que se perdem jogos e campeonatos.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE