COLUNA VERTICAL

CGD - aos costumes, nada!

03 | 01 | 2017   23.55H
José Luís Seixas
O folhetim da Caixa Geral de Depósitos (CGD) transita de ano como peçonha agarrada à lapela do Ministro das Finanças. Todos conhecem à náusea a cronologia dos factos. Ninguém, de juízo independente, são e escorreito consegue compreender como este processo foi conduzido. Ninguém sabe ou pode antever a erosão que comportará no sistema financeiro e na economia. Neste caso não há inocentes. Mas, importa relevar, há uns mais culpados do que outros. Principalmente os que criaram, encenaram e protagonizaram toda esta ópera bufa. Muito, porventura, estará ainda por contar. Melhor. Começa a circular na comunicação social através de António Domingues em jeito de defesa da honra. Não se ouvem nem desmentidos categóricos e fundados nem se vêem imagens de indignação. O que induz à conclusão de que as afirmações de Domingues são verdadeiras. Ora, em qualquer País decente – coisa hoje rara pelo que vamos vendo, ouvindo e lendo – o ministro das Finanças e o seu petulante Secretário de Estado Félix Mourinho estariam a arrumar os respectivos pertences, a oscular as secretárias _e a regressar a suas casas. Caso o não fizessem, voluntária e espontaneamente, o primeiro-ministro explicaria a cada um onde é a porta dos fundos. Mas nada acontece. A Caixa continua sem Administração vai para largos meses. A recapitalização aproxima-se. Paulo Macedo permanece no limbo a aguardar que o BCE afira, sem pressas, da sua idoneidade e da sua equipa. O País, esse, continua a ser varrido pelas propagandas que o levam desde as manhãs que cantam às noites mais lúgubres. Sem meios-termos. À excepção da tranquilidade do Presidente que, embora aparente, nos consente algum folego. Bem-haja por isso!
© Destak
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