OPINIÃO

Nova vida para o serviço público de transportes

03 | 01 | 2017   23.58H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto começará em breve uma nova era, graças à assinatura do contrato de gestão entre o Governo e seis municípios, incluindo o de Vila Nova de Gaia, no dia 2 de janeiro. Um momento histórico que corrigiu o erro gravíssimo em que consistia a concessão a privados unilateralmente decidida pelo anterior Governo e que lança os dados, agora sim, para uma nova vida para os transportes públicos nos seis concelhos envolvidos. A mobilidade é uma das questões centrais do desenvolvimento das cidades, um dos grandes desafios do século XXI. O transporte público como opção primeira de deslocação dentro dos municípios e entre eles, e não como solução alternativa ao veículo próprio ou como um último recurso, deve ser uma prioridade para quem governa; por outro lado, ninguém melhor do que os governantes locais para saber onde há carências e como melhor servir as populações. Essa é, aliás, outra das grandes conquistas – e um bom presságio para o ano que agora tem início – anunciada no mesmo dia pelo primeiro-ministro: a aposta na descentralização, através de um programa que atribuirá mais competências às freguesias, aos municípios e às áreas metropolitanas e que assegure uma administração pública mais eficiente. Sem que a discussão sobre a regionalização perca a pertinência ou a atualidade, a descentralização de competências é um primeiro, mas enorme passo no caminho de um país mais justo e coeso. Não duvido, assim, de que este é o caminho certo. Descentralizar, para um desenvolvimento verdadeiramente inteligente, próximo dos cidadãos, das suas necessidades e dos objetivos de cada um, mas também das cidades e das regiões. Descentralizar, para um crescimento sustentável, em que grande parte das decisões cabem aos responsáveis das autarquias ou das regiões, que estão perto das suas populações.
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