OPINIÃO

Superação

04 | 01 | 2017   23.08H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
O início do novo ano é o momento para renovarmos esperanças, mas também para avaliarmos os riscos e as incertezas que poderão surgir pelo caminho. O ano que passou começou por ser, para o nosso país, um ano de dúvidas, de nuvens negras, de dificuldades, mas terminou como um ano positivo, um ano de estabilização e de concretizações, como referiu o Presidente da República na sua mensagem. Muitos duvidaram da capacidade do Governo, formado com o apoio da esquerda parlamentar, de afirmar uma política alternativa que cortasse com o passado, que permitisse repor rendimentos e direitos sem colocar em causa os compromissos externos e as metas orçamentais. Hoje, olhamos para trás e verificamos que o Governo, liderado por António Costa, conseguiu o que muitos consideravam impossível contribuindo para que o País terminasse o ano com mais confiança no futuro. Se os níveis de crescimento ainda não permitem grande satisfação, o cumprimento da meta do défice, os níveis de emprego, o acordo para o salário mínimo e a confiança dos consumidores são bons sinais para o arranque do novo ano. Os resultados obtidos permitem-nos afirmar que os riscos que enfrentaremos terão uma natureza mais externa do que interna. O mandato do presidente Trump, o Brexit, as eleições na Alemanha, em Itália e na França, a forma como a Europa lidará com a crise dos refugiados, o terrorismo e a guerra, são hoje as grandes incertezas. Portugal tem uma situação económica e financeira frágil, com crescimento reduzido, banca em consolidação e elevados custos com a dívida, mas temos de continuar a reforçar a confiança, melhorar a nossa competitividade, reforçar o investimento e fortalecer o sistema bancário para estarmos mais fortes, mais resilientes, ganhar espaço negocial a nível europeu e superar os desafios.
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