OPINIÃO

Boxing Day: todos ganham

04 | 01 | 2017   23.10H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Futebol no Boxing Day é uma tradição quase tão antiga quanto o próprio futebol e é por isso que todos os 26 de dezembro são tão especiais. Depois das festividades há bola em barda em Inglaterra, excelente para quem gosta dela, não tanto para quem tem de dar o corpo ao manifesto numa altura em que provavelmente teria mais interesse em, tal como o espetador, estar com a família num sofá à volta de uma televisão. Este ano, o calendário foi particularmente draconiano, com jogos a cada 48 horas, tanto no Natal como depois no Ano Novo, o que irritou gente como Arsene Wenger ou Juergen Klopp, treinadores naturalmente preocupados em defender os seus jogadores, particularmente num ano em que há uma mão cheia de clubes ingleses a lutar pelos lugares cimeiros da classificação. Acontece que o espetador que está em casa não pensa muito na proteção do artista, até porque, diga-se, não ganha milhares de euros por mês como ele. Preocupa-se mais com a sua diversão e é por isso que as audiências do Boxing Day são sempre estrondosas. E bem, audiências estrondosas resultam em mais milhares de euros ou libras ou dólares para os artistas, mesmo que isso signifique não passar o Natal em casa. Nos EUA, a NBA e a NFL guardam os melhores jogos para o dia de Natal, muitas vezes com equipamentos a condizer, devidamente anunciados pelos departamentos de marketing. É tradição, mas, essencialmente, é dinheiro. Para os jogadores pode até ser chato mas são ossos do ofício. Até porque quem não pensa na sua conta bancária?
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