OPINIÃO

Os Mercados de Lisboa no centro da vida dos Bairros

25 | 01 | 2017   23.57H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
A consciência ambiental, uma nova noção de qualidade de vida e de comodidade têm levado a uma crescente valorização da vida de bairro nas cidades, bem como da proximidade de equipamentos essenciais das zonas residenciais, sejam jardins, escolas ou farmácias, centros de saúdes ou mercados. Essa qualidade de vida pode ser medida pela capacidade de prescindir da utilização intensiva do carro, pela quantidade de circuitos pedonais acessíveis, pela oferta de transportes públicos e por um espaço público dedicado a esplanadas e equipamentos de lazer, assim como pela oferta cultural local. Lisboa tem seguido esta visão e este caminho. Os Mercados municipais são equipamentos cada vez mais valorizados e devem estar no centro da vida económica, social e cultural dos bairros lisboetas. Mercados como o da Ribeira ou de Campo de Ourique são já referências nacionais e internacionais e o desafio passa por criar atractividade e diversidade para mais mercados municipais, nos vários bairros, sem os tornar todos iguais. É nesse sentido, que esta semana, é lançada uma campanha para promover todos os Mercados de Lisboa com o objetivo de conquistar mais clientes. Pretende-se destacar a sua tradição, que remonta a 1877, quando se construiu o Mercado de Santa Clara, e a ideia de que os Mercados são feitos pelos seus comerciantes, pessoas próximas com quem se cria uma relação única de confiança. No sábado, dia 28, será reinaugurado o Mercado de Arroios que passa a poder, após as obras de remodelação, acolher eventos na zona central do Mercado e em breve será a casa de projetos inovadores como os “LisbonFarmers”, que cultivarão numa estufa hidropónica na sua cobertura, ou o “Pão a Pão”, que promoverá a integração de refugiados através do seu restaurante de comida síria.
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