OPINIÃO

Adoção Animal

31 | 01 | 2017   23.05H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
Por estes dias tornei a visitar o Centro de Reabilitação Animal de Gaia, onde pude contactar, de novo, com a realidade de mais de uma centena de animais abandonados. Uma ida àquele espaço deixa-nos sempre com o coração inquieto, por percebermos no olhar daqueles cães e gatos, na sua grande maioria adultos, a vida difícil a que foram sujeitos. Por curiosidade, questionei a equipa que trabalha no centro sobre qual o animal mais antigo, pensando que ali estaria há meses. Para meu espanto, a resposta foi que uma cadela, de seu nome Heidi, vive no centro praticamente desde que nasceu – há já três anos. Parece difícil acreditar, mas a verdade é que há já três anos que aquele animal vive num espaço impessoal – apesar de muito bem cuidado –, com outros animas, vendo diariamente adoções e entradas de novos “inquilinos”, que vão saindo com as suas novas famílias. Esta situação fez-me refletir sobre o tema; não faz sentido que a questão do “abandono animal” seja falada apenas por “modas”. Apoio a cem por cento a política de não abate, e já a implementei no meu Município há muito tempo. Mas quero que esta medida vá mais longe! Cuidar de um animal abandonado é garantir que ele vai encontrar uma casa onde será feliz e poderá ter uma vida digna e preenchida. É necessário sensibilizar adultos e crianças para que tenham em mente que um cão ou um gato, ou qualquer outro animal, não são brinquedos, nem podem ser adquiridos num momento de capricho ou de irreflexão. Receber um animal em casa é uma decisão séria e traz como compensação a enorme satisfação de sentir o carinho e o reconhecimento daquele animal que adotámos e a quem demos um lar. E que, se tivermos muita sorte, também acaba por adotar-nos e à nossa família!
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