OPINIÃO

Este 31 de janeiro não foi aquela coisa

01 | 02 | 2017   22.23H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Cada fecho de mercado é capaz de levar qualquer um a uma crise cardíaca. E bem, não vamos estar aqui com coisas: até gostamos dessa adrenalina. Somos capazes de estar horas e horas a fazer refresh em sites especializados, a rezar para que fulano saia e que beltrano entre, a fazer contas aos milhões que fazem o mercado girar e ao que vai mudar ou ficar na mesma nas equipas z ou y. Desesperei por tudo isso na noite de terça-feira. Mas nada aconteceu. Um 31 de janeiro em que a atualização mais palpitante em Portugal é a contratação de Filipe Augusto e lá fora é a ida de um jogador do Watford para um clube da China (e nem sequer é dos melhores) só pode ser definido como uma enorme desilusão. Os grandes negócios de inverno foram feitos nos primeiros dias da janela. Aliás, o maior de todos, que levou Oscar do Chelsea para o Shanghai SIPG de Villas-Boas por 60 milhões de euros, foi anunciado ainda antes do Natal. Julian Draxler, que protagonizou a maior transferência entre clubes europeus, ao deixar o Wolfsburgo para assinar com o PSG (40 milhões), foi apresentado a 3 de janeiro. E depois disso, muito pouco, só Guedes e Payet. Na terça-feira, lembrei-me muitas vezes do fecho do mercado de inverno de 2011, quando o Chelsea contratou Fernando Torres em cima das 12 badaladas e o Liverpool substituiu o espanhol com um tal de Luis Suárez, também confirmado com o mercado quase a fechar (acho que não preciso de dizer quem ganhou o negócio). Nesse mesmo dia, os londrinos confirmaram David Luiz. Houve milhões a voar, emoção a rodos e valeu a pena estar acordado à espera do desfecho. Que saudades.
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