OPINIÃO

Crescimento do país: olhar para o que interessa

21 | 02 | 2017   21.56H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
Os mais recentes indicadores económicos são definitivamente muito positivos e merecem sair da gaveta para onde têm sido varridos pelas novelas políticas que envolvem o ministro das Finanças e o nosso banco público. Penso que está mais do que na hora de pôr fim a este folhetim que não enaltece nada nem ninguém. Mário Centeno está de parabéns pelo défice recorde que conseguiu atingir, por estarmos a crescer a níveis mais elevados do que a média europeia, pela recuperação e criação de emprego e pelo aumento das exportações. Será altura de concordar que o modelo económico defendido por Centeno no programa deste Governo tem pernas para andar e tem-nos colocado no bom caminho. Em termos de défice estamos melhor do que Itália e França, e não só. É preciso olhar para os factos e perceber muitas vezes que contra factos não há argumentos. A atuação deste governo em matéria da economia tem produzido resultados excelentes, o que leva Miguel Sousa Tavares a dizer no seu espaço televisivo habitual que o «país arrancou mesmo. Arrancou a crescer». E chama a atenção para um facto menos badalado, que se prende com a diminuição da emigração de jovens quadros portugueses. Ao que parece, esta sangria de cérebros portugueses está em vias de estagnação. Tudo somado, é inegável que estamos perante um quadro económico de crescimento que não parece ter precedentes, pelo menos no contexto da nossa democracia. A importância destes factos para a qualidade de vida de todos os Portugueses é algo que devia andar na boca do povo. Devia haver algum clima de unanimidade das forças políticas perante tão surpreendentes indicadores económicos. Mas a esquerda parece querer resistir a entregar a palma de ouro à atuação deste governo. Temos de começar a dar mais importância ao que realmente toca diretamente a vida de todos nós.
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