OPINIÃO

Não, o Monaco não é milionário

22 | 02 | 2017   22.13H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Ou, pelo menos, um desses típicos clubes milionários aos quais fomos apresentados algures a meio da década passada, quando o dinheiro russo e árabe chegou a clubes como Chelsea, Man. City ou PSG. Em 2011, o Monaco estava pelas ruas da amargura e foi um russo que o salvou. A equipa estava num dos últimos lugares da Ligue 2 quando Dmitry Rybolovlev se tornou acionista maioritário e investiu a bom investir no clube. No espaço de três anos, o clube passou de quase relegado à terceira divisão ao 2º lugar na Ligue 1. Pelo meio, o clube comprou Radamel Falcao, James Rodríguez e João Moutinho. Só que o Monaco é um clube de mercado pequeno (o estádio tem menos de 20 mil lugares) e em menos de nada o fair-play financeiro bateu à porta. A seguir chegou o divórcio de Rybolovlev, que lhe tirou parte da fortuna. E de repente o clube teve de mudar de modelo. Vendeu os craques e começou a comprar ou a apostar em jovens com potencial. Para já está a resultar: com Leonardo Jardim, o Monaco é primeiro, joga muito e tornou-se numa máquina de fazer dinheiro com os miúdos que potencia. Em 2015 arrecadou qualquer coisa como 162,5 milhões de euros em vendas, onde se incluem as transações de Anthony Martial para o Man. United, de Yannick Ferreira Carrasco para o At. Madrid ou de Geoffrey Kondogbia para o Inter. E face ao que têm jogado este ano, não tarda chegará mais dinheiro ao principado. Bernardo Silva, Gabriel Boschillia, Tiémoué Bakayoko ou Kylian Mbappé, que ainda na terça-feira marcou em Manchester, são craques e valem milhões. É uma questão de tempo.
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