OPINIÃO

A experimentação como estímulo à inovação

22 | 02 | 2017   22.15H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Na semana passada, foi lançada a segunda edição do Smart Open Lisboa (SOL) e realizou-se o Tec Labs Day. Em que é que estes dois momentos estão ligados? O Smart Open Lisboa é um programa de inovação que pretende estimular a apresentação de soluções que resolvam problemas da cidade e melhorem a qualidade de vida dos lisboetas. Os desafios são colocados pelo município de Lisboa e por várias entidades parceiras, em áreas como a mobilidade, a eficiência energética, o turismo ou a cultura. Têm de ser usados dados abertos destas entidades numa plataforma criada para o efeito e as melhores propostas são testadas na cidade, que serve de laboratório à experimentação. No ano passado, na primeira edição, na Avenida da Liberdade testaram-se sensores de som, que analisaram a relação entre o ruído e a poluição, na Praça do Município testou-se sensores de calor, que registaram a movimentação de pessoas, e numa piscina municipal testaram-se chuveiros inteligentes para poupar água, bons exemplos da cidade como laboratório. O Tec Labs é uma das incubadoras mais antigas de Lisboa, que faz parte da Faculdade de Ciências, e que está a relançar-se enquanto centro de inovação que pretende dinamizar as Startups de base científica e tecnológica dessa Faculdade. Estar dentro da Faculdade faz toda a diferença porque beneficiam de um excelente laboratório para testarem as suas inovações. Da mesma forma, ficou clara a importância do Smart Open Lisboa, onde o espaço público cumpre os mesmos fins laboratoriais. No Tec Labs Day pude constatar a qualidade da equipa, das condições e dos métodos de trabalho Conheci, pelo menos, quatro projectos de jovens portugueses capazes de concorrerem com os seus protótipos, à edição deste ano do SOL. Ficamos todos à espera.
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