OPINIÃO

Planetas e oleões

01 | 03 | 2017   22.53H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Decidi voltar com a minha família ao Planetário Calouste Gulbenkian. Fomos à Sessão “Brincar com as Estrelas” para os meus filhos descobrirem e verem as constelações, as fases da Lua, os planetas do sistema solar e outras galáxias. Estar sentado na sala do Planetário a olhar para a projeção do céu e do espaço é uma experiência única que vale a pena viver ou reviver. A quantidade de informação e de temas abordados, num programa com cerca de uma hora, é bastante significativa. No final da sessão, o conferencista do Planetário concentrou-se na necessidade de todos protegermos o nosso planeta, explicando a raridade e a fragilidade da existência de vida na Terra e de que forma as condições para a sua preservação se têm vindo a deteriorar com a exploração excessiva e desigual dos recursos existentes. Sugeriu-se na sessão um conjunto de práticas para que todos ajudem na preservação do ambiente, sendo uma das mais relevantes a reciclagem de óleos alimentares. Um litro de óleo alimentar pode contaminar milhares de litros de água. Se forem reciclados, os óleos podem ser transformados em biodiesel e ser usados como alternativa aos combustíveis fósseis. A meio da explicação criticou o facto de ser difícil encontrar um oleão em Lisboa. Aquela crítica permitiu-me perceber que talvez o Município não esteja a fazer o suficiente. Em Lisboa existe uma Rede de Recolha Seletiva de Óleos Alimentares Usados (OAU), que foi alargada em 2016, com mais de 100 pontos disponíveis nas 24 Freguesias, em Mercados e Postos de Limpeza, assim como em 28 lojas Pingo Doce. Temos de melhorar a sua divulgação, aumentar os locais de entrega e fazer campanhas para a reciclagem de óleos usados. Aqui fica o meu compromisso e o meu agradecimento ao Planetário pela sessão e pela crítica construtiva.
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