OPINIÃO

A construção da casa comum segundo o Papa Francisco

21 | 03 | 2017   22.13H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
O desenvolvimento inteligente e sustentável de cidades e países exige uma preocupação muito forte e franca com as questões do ambiente. Sabemos que não podemos continuar a degradar o planeta, sob pena de virmos a experimentar desmedidas catástrofes ecológicas sobre as quais a ciência nos tem vindo a alertar. Desde 2015, quando publicou a sua encíclica Laudato si, dedicada a alertar os povos de todo o mundo para a questão da ecologia, que o Papa Francisco demonstra que a preocupação pelo ambiente é central no seu pensamento e no seu coração. Nesta encíclica que homenageia o pensamento e a ação de Francisco de Assis, o Papa fala do cuidado que devemos ter com a construção da nossa casa comum e lembra que isso exige uma enorme adaptação cultural que começa nos nossos gestos do quotidiano. Nessa medida, o Santo Padre dá concelhos sobre atitudes pequenas mas relevantes no nosso dia-a-dia, como utilizar o transporte público ou usar com moderação a energia elétrica e o aquecimento. Partilho com o Papa Francisco a ideia de que “a humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum”. Nesse sentido, o Santo Papa lança “um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta”. Refere ainda que precisamos de um alargado debate que possa unir-nos a todos na consciencialização de que a nossa excessiva dominação sobre a natureza e os seus elementos nos afetará indelevelmente e que temos de ultrapassar a frustração das soluções que vamos encontrando pela recusa dos poderosos e pelo desinteresse e indiferença dos outros. “Precisamos de uma nova solidariedade universal.”, adverte o Papa Francisco. E é essa nova atitude que nós, políticos, temos de promover com a nossa ação e influência.
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