OPINIÃO

Quinze, um número infame

22 | 03 | 2017   22.44H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Quinze. Q-U-I-N-Z-E. É este o infame número de clubes que já despediram treinadores na liga portuguesa até ao momento. Número de clubes que já despediram e não número de treinadores despedidos, porque há quem o tenha sido duas vezes (Manuel Machado). E se olharmos para todas as trocas de treinadores, porque, lá está, há clubes que também já o fizeram duas vezes, o número sobe para 17.Face aos grandes campeonatos europeus, Portugal é de longe o maior triturador de técnicos (a Alemanha já assistiu a 11 despedimentos em oito clubes). Só cinco equipas – os três grandes e os dois Vitórias – ainda não puxaram o machado. O início desta semana foi particularmente sangrento: Augusto Inácio saiu do Moreirense na segunda-feira (de nada lhe valeu a conquista da Taça da Liga) e no dia seguinte houve dois despedimentos de uma só vez, em Arouca e no Nacional da Madeira (Manuel Machado e Jokanovic, respetivamente). Profissão de risco? Muito. Entre a falta de paciência dos dirigentes e o desespero de quem tenta a última cartada para garantir a permanência, perdem os projetos, alguns deles já inquinados desde o início, e desesperam os jogadores, que de três em três meses têm de aprender novos métodos. Apesar dos guilhotinados desta semana serem homens experientes, o número de técnicos sem currículo que iniciaram o campeonato e que rapidamente tombaram também impressiona. E faz levantar algumas questões sobre quem realmente toma decisões nos clubes.
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