OPINIÃO

Sustentabilidade do Turismo em Lisboa (II)

29 | 03 | 2017   19.40H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
A qualidade de vida da cidade é fator-chave para a sustentabilidade do Turismo. A promoção de uma Lisboa que valorize respostas de proximidade nos vários bairros, com escolas, centros de saúde, mercados, praças, esplanadas e jardins, passeios confortáveis, ciclovias ou bons transportes públicos responde aos anseios dos lisboetas, mas também resulta na atração de mais empresas, de novos residentes ou de mais turistas. A sustentabilidade está igualmente relacionada com a moderação de impactos negativos do Turismo. O crescimento continuado tem de acautelar as pressões que são causadas, em especial, no centro histórico de Lisboa. O incremento da atividade turística gerou congestionamento, pressão sobre as infraestruturas de transporte, aumento de ruído, de lixo e valorização imobiliária com impacto nos valores das rendas, reforçando a necessidade de uma maior intervenção pública. A alteração da legislação do arrendamento e a moderação do alojamento local, as novas acessibilidades ao Castelo de São Jorge, que resultam na redução da circulação de viaturas turísticas, o reforço dos meios de limpeza nas Freguesias da zona histórica ou o programa de habitação a Rendas Acessíveis, que incluirá zonas centrais da cidade, são as respostas necessárias. A criação da Taxa Turística e do Fundo de Desenvolvimento turístico também está relacionada com a sustentabilidade. O objetivo é reinvestir no alargamento da oferta cultural e na promoção da cidade. A taxa permitirá investir em projetos como o Palácio da Ajuda, o Museu Judaico, o miradouro da Ponte 25 de abril, a Estação Sul Sueste, o Polo das Descobertas ou o programa das Lojas com História. O crescimento do Turismo é muito importante para a cidade, por isso devemos todos tomar consciência do que temos pela frente.
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