OPINIÃO

Uma dupla, muita química

29 | 03 | 2017   22.24H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Vamos, por momentos, esquecer o jogo do Funchal, em que a Seleção relaxou de tal maneira que acabou por estragar a festa aos muitos madeirenses que não quiseram perder o regresso do seu filho mais querido à terra. Vamos por momentos esquecer que perdemos com a Suécia depois de estarmos a ganhar por 2-0 e que no dia seguinte ainda tivemos de levar com o busto de Ronaldo no Aeroporto. Vamos fazer reset à memória até ao jogo de sábado da Seleção Nacional. Até porque esse foi mesmo a contar e na hora da verdade Portugal ganhou e ganhou bem, com uma dupla de ataque que só sabe fazer contas de somar e que deixa apoplético qualquer um dos arautos da desgraça que acreditava que nunca teríamos um avançado digno desse nome. Cristiano Ronaldo arranjou finalmente um compincha de classe, André Silva de seu nome. Os dois juntos levam 14 dos 19 golos que a Seleção Nacional já marcou nesta fase de qualificação para o Mundial da Rússia e, apesar de terem feito apenas quatro jogos juntos, parece que se conhecem há anos e anos, como aqueles jogadores que se entendem de olhos fechados. O segundo golo de Portugal frente à Hungria é digno de romance. Aquele toque de calcanhar do miúdo André, a forma como leva dois adversários consigo, sabendo exatamente o que ia fazer Ronaldo logo a seguir, é das coisas com mais química que vi nos últimos tempos no futebol. Pena que Cristiano já tenha 32 anos e que não dure mais 15, para termos mais década e meia de muito futebol de ataque. Até lá, desfrutemos.
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