OPINIÃO

Um Monte Rushmore com a cara de Federer

05 | 04 | 2017   22.36H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Estão a ver o Monte Rushmore, onde estão esculpidas as caras de quatro dos mais importantes presidentes dos EUA? E se existisse um Monte Rushmore para os melhores desportistas de sempre? Com quatro lugares, a discussão de quem deveria ou não estar esculpido na pedra era coisa para durar tempos infinitos.

Mas há nomes consensuais. O de Roger Federer. No último fim de semana, o suíço venceu o Miami Open, uma semana depois de ter conquistado Indian Wells.

Isto na sequência da vitória no Open da Austrália. Tudo isto seria normal em 2006. Em 2017, e depois de um ano em que Federer pouco jogou, parece coisa de filme.

Aos 35 anos e 8 meses, o helvético está de volta aqueles tempos em que era quase impossível de bater, em que era indiscutivelmente o número 1 do ténis e em que vencer torneios do Grand Slam era quase uma formalidade.

Mas entretanto apareceram Nadal, depois Djokovic e Murray.

Ganhar passou a ser complicado face a tenistas com uma consistência física e de jogo que o suíço não consegue igualar. Mas Federer soube ser paciente, soube reconhecer as limitações que o tempo trouxe.

Quando se lesionou, preferiu uma paragem longa a apressar um regresso e os resultados estão à vista: enquanto Djokovic e Murray sofrem os efeitos de uma época de esforço, Federer vai passeando classe, engordando recordes.

E caso o cenário se mantenha, lá mais para a segunda metade do ano poderemos assistir a outro: o de mais _elho nº 1 da história do ténis.

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