OPINIÃO

Novas mobilidades em Lisboa

11 | 05 | 2017   01.03H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Recentemente ficou disponível em Lisboa um novo serviço de transporte partilhado que está a ganhar muitos adeptos e que representa uma mudança no paradigma na circulação na cidade. Estou a falar de um sistema de scooters eléctricas partilhadas, totalmente operado através dos nossos smarthphones. Instalando uma aplicação, temos acesso ao mapa da cidade onde aparecem as várias scooters disponíveis, conseguindo ver de imediato o nível de bateria disponível e a expectativa de km possíveis. Reservando uma delas na app do telemóvel, é só premir o botão Start da moto e destrancar o assento onde estão disponíveis os capacetes. Podemos usar os minutos que quisermos, enquanto houver bateria, e podemos largá-la em qualquer local de estacionamento para motos, dentro da mancha identificada no mapa. Desligando a moto e fechando a viagem na aplicação pagamos pelos minutos utilizados. O operador do serviço não precisa de redistribuir as scooters porque pode substituir as baterias eléctricas. Este serviço não precisou de ser licenciado pelo município porque as motos estão isentas do pagamento de tarifa de estacionamento e em breve poderão circular na faixa Bus. O software da aplicação deste serviço é nacional. Há inovação em quase tudo: na app; nas baterias e no modelo de pagamento. O crescimento de utilizadores que preferem a partilha à propriedade, vai reforçar outros projectos de mobilidade como as bicicletas partilhadas, que em breve serão lançadas pela EMEL e, também despertar a atenção para os projetos já existentes na cidade de carsharing, que são muito similares. Acredito que no futuro a portabilidade das baterias elétricas serão uma realidade e o carsharing substituirá a propriedade e o uso que muitos damos às viaturas próprias.
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