COLUNA VERTICAL

Momentos de plenitude!

16 | 05 | 2017   21.49H
José Luís Seixas
No Sábado, Portugal ergueu-se venturoso, rendido a Fátima, ao futebol e ao “fado”. A “trilogia salazarista” parece ter renascido em plena democracia governada pelas esquerdas. Importa pontuar, no entanto, cada uma das circunstâncias jubilatórias. O Centenário de Fátima e a peregrinação do Papa atingiram uma transcendência radical para a Igreja e para os crentes de todo o Mundo. As intervenções de Francisco foram de uma importância matricial nesta cruzada que prossegue contra o conformismo, a inércia e os vícios que ferem a Igreja e que tanto têm perturbado a sua dimensão evangelizadora e interventora no mundo dos homens. “Temos Mãe!” A boa nova que de Fátima ecoou para um mundo carente de um regaço que o acolha, proteja, serene e pacifique. E é aqui que encaixa a exclamação do Papa proferida na conferência de imprensa do voo de regresso: “O clericalismo é a peste da Igreja”. Ou seja, a denúncia de uma visão eclesial, ritualista, hermética de alguma Igreja que parece esquecer que só se cumpre estando no meio dos homens que a compõem, nas ruas que percorrem, nas preocupações que os afligem, nas perplexidades que os novos, confusos e perigosos tempos compreendem. As celebrações de Fátima, ultrapassadas as bizantinas qualificações teológicas que muito a despropósito e a destempo alguns responsáveis convocaram precisamente para este momento, constituíram um momento invulgar de comunhão, de partilha, de reconciliação. Para crentes e para não crentes. Para todos os homens de boa vontade que se dispuseram a ouvir a mensagem clara, assertiva e profundamente mobilizadora para a cultura da paz e da solidariedade que o Santo Padre tão bem expressou. Sem desprimor para o feito histórico do meu Benfica, com uma conquista plena de mérito do Tetra. Nem para a simplicidade harmónica e pessoal de Salvador que conquistou a Europa do espectáculo. O AUTOR ESCREVE SEGUNDO A ANTIGA ORTOGRAFIA.
© Destak
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